RECORDAÇÕES LUNÁTICAS

AFINAL SEMPRE FOMOS À LUA…

Outra página de recordações.
Agora foi uma (quase) vulgar notícia de jornal, onde se dizia que três das bandeiras deixadas na Lua ainda resistem. Soube depois, pela leitura do texto, que os americanos das missões Apollo tinham espetado seis bandeiras no solo lunar, entre 1969 e 1973.
Da primeira, custosamente manipulada por Neil Armstrong e Buzz Aldrin, nenhum sinal persistirá, segundo a NASA. Só serão visíveis as cravadas pelos astronautas das missões Apollo 12, 16 e 17.
Em primeiro lugar, a lembrança foi para o último texto que escrevi na saudosa revista A Cidade, precisamente no número final da sua série regular, o onze. Esta aventura não foi tão complicada como ir à Lua mas as bandeiras que cravámos -o Bentes, o Ventura e eu- as bandeiras que cravámos na superfície desta cidade também caíram por terra. Todas.
O tal texto derradeiro, publicado em Junho de 1984, foi exactamente sobre o nosso satélite natural, e daí esta associação de ideias. Quase insolentemente denominei-o: Nunca fomos à Lua?
Cito(-me) a sua parte final: “No filme como na telenovela coexiste o denominador comum da ficção como suporte narrativo da mensagem, embora a força desta não raro faça diluir a inevitável inverosimilhança e se acabe por impor sob a capa de uma autenticidade aceitável, de uma lógica possível.
Em confronto com estas características, que dizer da reportagem em directo sobre a descida do primeiro homem na Lua? Que foi menos espectacular do que as proezas de ‘Buck Rogers no Século XXV’? Que possuiu menos ritmo do que ‘2001 – Odisseia no Espaço’? Que não teve a emoção das cenas do ‘E.T.’? Podemos concluir que portanto, nesse caso, a realidade ficou aquém da ficção?
Sou dos que acreditam, convictamente, que presenciei a autêntica descida do primeiro homem na Lua. Mas também acredito que tal convicção não me confere o menor direito de criticar (ou lamentar) aqueles que honestamente, disso continuam e continuarão a duvidar.
A verdade está, afinal, em cada um de nós.
E também a tolerância.”

Não sei se ainda haverá quem pense ter então assistido, apenas, a um embuste audiovisual, nesse distante dia 21 de Julho de 1969. Nem isso interessará por aí além. Há hoje outros argumentos mais “credíveis” e menos “desfocados” que os de então. Deixo aqui alguns, precisamente relativos à missão Apollo 15.
Então, chegou à Lua o primeiro carro espacial, conduzido pelo poderoso foguetão Saturno V. O lunar roving pesava um pouco mais de 200 quilos, era movido a electricidade e atingia a “estonteante” velocidade de  16 km por hora, suportando inclinações até 25 graus.
A propósito de efemérides, que por vezes têm piada, esta cena da bandeira aconteceu fez ontem -precisamente ontem- 41 exactos anos. Foi no dia 30 de Julho de 1971 que o módulo alunou e a bandeira foi implantada no solo lunar pelo comandante David Scott.
E, aqui para só nós, quero lá saber que esta também tenha caído!

 António Martinó de Azevedo Coutinho

 

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