as redacções da ritinha – 5

estou muito impressionada com as caravelas portuguesas nas nossas praias como gosto muito do pirata das caraíbas também gosto das caravelas portuguesas já gostei muito delas quando estudei as nossas descobertas e soube que o infante dom henrique mandou malta nas caravelas portuguesas descobrir o mundo e o vasco da gama até foi à índia e o pedro álvares cabral até foi ao brasil e por aí fora porque já não me lembro das datas que até sabia na ponta da língua mas agora dizem mal das caravelas portuguesas parece que picam os banhistas e dão comichão que se farta antigamente as outras parece que só atacavam os espanhóis e agora estas atacam toda a gente sem olhar para os passaportes deve ser por causa daquele tratado de chenguen ou lá como se chama o tratado que acabou com as fronteiras então afinal para que é que serve o gê pê esse ora a minha ideia é instalarem um gê pê esse em cada caravela e orientar aquilo para só picar os espanhóis como antigamente e eles que não venham depois para cá a dizer que por causa do tratado de tordesilhas as nossas caravelas só podem picar lá para os lados da china e do brasil ou lá o que é porque aquilo já não está em vigor porque se estivesse o saramago não tinha ido para as canárias nem o cristiano ronaldo tinha ido para madrid pois então mas isto das caravelas portuguesas estarem agora a ser tão criticadas faz-me lembrar o caso do dom nuno álvares pereira porque dele até dizem que as mães dos espanhóis pequeninos quando estes não queriam papar a sopa as mães diziam olha que vem aí o dom nuno e com o medo dele os gaiatos espanhóis comiam a sopa toda até ao fundo do tacho e a verdade é que o dom nuno álvares pereira acabou feito santinho nos altares percebem o que eu quero dizer é que dizem agora tanto mal das caravelas portuguesas sei lá onde é que elas vão parar fico por hoje por aqui porque já me dói a cabeça por causa de tanta história junta beijinhos  

EFEITO BORBOLETA

O ISAAC CHEGOU A PORTALEGRE?

O “Efeito Borboleta”, a que alguns entendidos preferem chamar “Teoria do Caos”,  é tido como uma das mais importantes leis do Universo.

O seu princípio base consiste em aceitar que uma pequena e insignificante mudança, no início, pode provocar grandes e imprevisíveis alterações no futuro. Aplicar esta regra ao nosso quotidiano pode causar surpresas…

Sistematizada em 1963 -quase há cinquenta anos!- por Edward Lorenz, a teoria pode aplicar-se a qualquer sistema, convencional ou não convencional, desde que aquele seja dinâmico. Nesta linha surgiu o estribilho “O bater das asas duma borboleta em Pequim pode provocar uma tempestade em Washington”.

Este dinamismo permite todas as variantes e eu permito-me criar uma, bem oportuna:

O Isaac que anda lá para as Caraíbas provocou uma ventania em Portalegre

Aqui ficam algumas imagens desta novíssima variante científica.

Depois duma noite de grande ventania, que se prolongou um pouco pela manhã de hoje, o Parque da Corredoura apresentava os seus relvados decorados com milhares de folhas de plátano. Mas, atenção!, não são as tradicionais folhas douradas do Outono, são folhas ainda verdes arrancadas pela ventania…

A “simulação” do banco José Duro apresentava-se igualmente enfeitada com ramos de árvore e, em pleno Bairro Alto, uma pernada caída mostrava que também por ali soprou o distante Isaac.

E depois digam lá que a globalização não existe e que as borboletas não batem as asas!

LARGO DOS CORREIOS

BICICLETAS EM PORTALEGRE – III

O Distrito de Portalegre, na sua edição de 13 de Agosto de 1938, publicou uma espécie de balanço crítico à recente etapa da Volta, aqui acabadinha de disputar.

Sob o título geral CICLISMO e o subtítulo A VII volta e Portugal, o articulista que se subscrevia Ruy de Portugal, após curta reportagem, teceu os seguintes comentários:

 “Chama-se a isto Sport!… Não contradizemos, mas aquilo, salvo melhor opinião, deve servir às mil maravilhas para levar os pobres sportistas às portas da tuberculose, às camas dos hospitais e à sombra dos cemitérios.
Se os médicos quisessem falar…
Ouvimos a um homem do povo à chegada dos corredores e ao notar o estado lastimoso em que todos eles vinham:
Deus me livre de uma tal vida!
Tinha razão o observador judicioso, porque aquilo não é vida… que preste.
O
sport deve ser divertimento, alegria, e exercício moderado, estímulo da saúde e do vigor físico. Assim, está bem, compreendemo-lo e aprovamo-lo. Mas aquilo?!… não, porque é extenuante; é criminoso suicídio.
Depois há mais, com que não concordamos.
Em volta de um caso vulgaríssimo, de nula importância (uns poucos de indivíduos a correr, a correr… pelas estradas fora, sem utilidade para ninguém e com perda da saúde dos próprios corredores…) tanta gente em alvoroço, tanto tempo perdido e tanto dinheiro mal gasto!…
Porquê? – e para quê? – Frivolidades dos homens…
A avaliar pelas aparências, dir-se-ia estar estar naquelas corridas doidas pelas estradas do país algum negócio de uma transcendência ou a solução desejada de problemas difíceis, que perturbam a sociedade nos dias de hoje.
Perdeu-se a noção das realidades e o sentido das proporções.
Não está certo isto.
Tanta indiferença pelas coisas da vida e tanta atenção prestada a infantilidades, a ninharias ridículas. Não está certo, repetimos. Vemos os grandes a actuarem como crianças, cuja única preocupação é o divertimento pueril. Mais uma vez: não está certo.
Desculpem os que não gostam, mas é assim que pensa e julga

Ruy de Portugal

Pode entender-se esta crítica, a que não se pode negar uma certa frontalidade, na sequência directa da tal pequena nota que o mesmo jornal -e seguramente da mesma autoria- tinha publicado uma semana antes. 

Jornal católico e então bastante conservador, poderá neste aceitar-se a linha moralista que ressalta de um texto em tudo diverso do conjunto de crónicas similares publicadas nos restantes semanários locais.

Registe-se a insólita curiosidade, datada -não o esqueçamos!- de 1938.

Como súmula final destas pequenas crónicas citadinas dedicadas a imagens e textos produzidos a propósito de provas velocipédicas em Portalegre, juntam-se dois quadros reproduzidos com base na exaustiva informação patente na página oficial da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Com a devida vénia e reconhecimento pelo excelente trabalho de investigação e tratamento de informação ali revelado, reproduzem-se a relação das chegadas a Portalegre, como finais de etapa, nas diversas Voltas a Portugal aqui terminadas, assim como a relação das partidas daqui efectuadas.

Um aviso prévio: nem sempre a cada chegada corresponde depois uma partida, embora tal se verifique na maioria dos casos. Houve uns contra-relógios, devidamente assinalados, a que convém prestar atenção. Por mero acaso, não sofremos aqui as chamadas “neutralizações”, criando hiatos nos traçados que deveriam ser lineares e sequenciais. Antigamente era assim, mas veja-se o que sucede com quase todas as mais recentes edições da Volta; este ano nem desceu abaixo do Tejo  e deu “saltos de canguru”… Chamar-lhes Meia Volta, Quarto de Volta, Voltinha ou Faz-de-conta-que-é-uma-Volta seria mais honesto.

Parece que se trata duma imposição da Troika dos Pedais. Pois…

De qualquer modo, aqui ficam os resumos da nossa participação mais ou menos directa, como cenário ou contexto, em Voltas de outros tempos. Arquivos de memória, registos de saudade, provavelmente irrepetíveis nas próximas décadas…


Agora, irei pedalar por outras bandas.

 António Martinó de Azevedo Coutinho

A CASA DE RÉGIO

O Diário de Notícias é, na minha opinião, o melhor diário actualmente publicado em Portugal. Quer no plano gráfico, quer sobretudo nos conteúdos, noticiosos e de opinião, distingue-se claramente da concorrência. No entanto, está longe de conseguir o êxito editorial que alguns outros, bem mais próximos do pasquim que do periódico informativo, conseguem… Mistérios do mercado.

O presente texto não se destina a constituir local de opinião, pessoalíssima, sobre o diário. O que desejo, nesta oportunidade, é realçar a interessante sugestão hoje contida na sua secção Neste Verão não quero deixar de…

Subscrito por Lina Santos, o pretexto escolhido foi Conhecer Escritores pelas suas Casas. As sugestões, concretas e com algum pormenor, são as casas de Fernando Pessoa (Lisboa), Miguel Torga (Coimbra), Camilo Castelo Branco (São Miguel de Seide) e José Régio (Portalegre). Estas antigas residências, hoje transformadas em casas-museus, “albergam espólio e objectos pessoais, bem como armazenam vivências de quem ali escreveu.” Creio que esta breve mas significativa descrição constitui uma explicação cabal para que Portalegre tenha ganho, pelo justo critério enunciado, a primazia a Vila do Conde, onde se situa uma outra valiosa Casa do Poeta. Porém, e isso nem sempre é valorizado, os anos de produção essencial de Régio, no plano qualitativo como no quantitativo, correspondem às suas três décadas “portalegrenses”.

Lina Santos, no seu curto mas denso texto, dá conta de que “José Régio, cuja vida se repartiu entre Vila do Conde, onde nasceu, e Portalegre, onde deu aulas, a casa que acolhe o seu espólio reflecte a sua maneira de viver e os seus interesses, sobretudo o coleccionismo. Começou, por exemplo, por alugar apenas um quarto desta. À medida que ia necessitando de mais espaço, requisitava mais dependências.”

Deve saudar-se esta iniciativa do Diário de Notícias, um belo serviço público dedicado à nossa terra, num pretexto válido e bem estruturado.

António Martinó de Azevedo Coutinho

BICICLETAS EM PORTALEGRE – II

Os semanários locais deram conta de alguns pormenores interessantes sobre esta visita da V Volta a Portugal em Bicicleta a Portalegre, em 1934. No entanto, acontece que A Rabeca nada noticiou sobre o momentoso assunto. A causa é alheia à sua própria vontade. Em tempos de férrea censura política, o semanário portalegrense estava… suspenso. Portanto, sobre este episódio desportivo, limitamo-nos aos outros dois jornais: A Voz Portalegrense e O Distrito de Portalegre.

O que de interessante se pode aí colher tem a ver com as comissões de recepção organizadas para o efeito e com a panóplia dos prémios instituídos, para além dos oficiais, naturalmente. Quanto à primeira, foi liderada por João do Monte Empina, em representação da Comissão de Iniciativa e Turismo local, acompanhado por António B. Ceia, Guilherme Soares, António Cardoso, Severino da Silva, Celestino Aires, Manuel Mourato, José Calado, René Gual, Lúcio Pereira e José do Rosário, representantes de várias instituições, jornais e clubes desportivos. A tarefa de coordenação de todos estes trabalhos coube a Jorge Macedo, como representante em Portalegre do Diário de Notícias, organizador da Volta.

Pel’O Distrito de Portalegre de 26 de Agosto podemos colher a informação de que o vencedor da etapa, José Maria Nicolau, conseguiu uma vantagem de 32 segundos sobre o corredor Ezequiel Lino. Depois chegaram Marquez, Filipe de Melo, Mealha, César Luiz, Castelão Romão, Domingos Dias, etc.

A Voz Portalegrense dessa mesma data dá-nos conta da recepção a alguns ciclistas na Câmara Municipal, pela noite, assim como da distribuição de prémios levada a efeito no Cine-Parque. Houve taças da Câmara Municipal e da comissão de recepção, troféus para os benfiquistas, sportinguistas e belenenses, também medalhas, um relógio de secretária e até um tinteiro, este oferecido pelos barbeiros de Portalegre…

Quanto ao ano seguinte, 1935, no respeitante à VI Volta a Portugal, existe apenas uma fotografia, relativa ao dia 31 de Agosto, o da partida da caravana. Aparentemente, alguns atletas estarão a abastecer-se, por conta própria, numa tenda ambulante de venda de bananas…

Contando novamente com A Rabeca, que já cumprira a suspensão, e com os outros semanários locais, podemos reconstituir o que aconteceu. Desta vez, foram Carlos Madeira Curvelo, António Bernardo Ceia e João Alves Martins os principais elementos da comissão de recepção. Gerou-se alguma polémica quanto à escolha do local mais adequado para instalação da meta, entre o Jardim Público, a Rua 1.º de Maio ou o sítio do ano anterior. Acabaria por ser o Jardim Público o local eleito.

Os ciclistas tomaram duche no quartel de Caçadores 1, cujos balneários foram postos à disposição da comissão de recepção pelo ilustre comandante, segundo a Voz.

A classificação da etapa, Beja-Portalegre (239 km) seria: 1.º – Ildefonso Rodrigues (já no Sporting); 2.º – Filipe de Melo (Carcavelos); 3.º – César Luiz (Os Leões); 4.º José Marquez (Campo de Ourique), todos com o mesmo tempo, 8h 24m 47s.

Os prémios locais foram entregues no Cine-Parque, salientando-se as taças da Câmara, do Governo Civil, da Associação de Foot-Ball, dos belenenses de Portalegre e do Crato, do Alentejo F. Club, do Cine-Parque, uma caixa de tabaco, relógios de mesa e uma medalha de prata, do Alentejo.

Resta acrescentar que a etapa imediata, cuja partida fica documentada, terminaria no Fundão (132,1 km) e seria vencida por César Luiz, d’Os Leões.

Não houve Volta a Portugal nos dois anos seguintes. A edição seguinte, a VII, seria realizada em 1938, novamente integrando uma etapa com conclusão em Portalegre, desde Estremoz (52 km).

As fotografias, postas à minha disposição pela generosa colaboração de Carlos Beto Eustáquio, documentam a chegada (9 de Agosto) e um momento de descontracção dos ciclistas, à sombra do plátano do Rossio, antecedendo a partida (10 de Agosto) para a Covilhã.

A Voz Portalegrense da véspera da chegada informa que “é a meta colocada na Avenida Dr. António José de Almeida, no Parque Miguel Bombarda, magnífico local que se proporciona perfeitamente para milhares de pessoas poderem assistir à chegada dos ciclistas.” Com efeito, pela fotografia, podemos perceber que a meta foi instalada na álea central da Corredoura.

O Distrito de Portalegre, no dia 6, inserira uma pequena nota sobre o tema, donde se transcreve o “crítico” final: “Correr, correr… É isto a vida de hoje… Corre-se e muitas vezes sem se saber para onde, e é pena, porque a vida deve ter e tem um fim mais racional. Não acham os leitores? E tantos o ignoram!

Pela Voz podemos conhecer os membros da incontornável comissão de recepção. Nesse 1938, eis os seus nomes: António Bernardo Ceia, José Fernando Paiva Dias, António Bengala Reis e José Maria Cabecinha, representando, respectivamente, o Sport Club Estrela, o Alentejo Foot-Ball Club, o Grupo Desportivo Portalegrense e o Sport Lisboa e Portalegre. Entre os prémios oferecidos contavam-se as habituais taças (Governo Civil e Câmara Municipal), um calendário artístico, dois prémios em dinheiro (100$00 cada), uma lata de salpicões, um relógio de mesa, mais uma taça e uma medalha, etc.

A Voz acrescenta que “À chegada foram os corredores obsequiados com refrigerantes oferecidos pelas firmas Caroço & Silva e Joaquim Correia.”

Para a história, ficou a classificação da etapa: 1.º – Ildefonso Rodrigues (repetente!); 2.º – Filipe de Melo (idem!); 3.º – Aguiar Martins; 4.º – José de Albuquerque…

Informa-nos O Distrito de Portalegre (13 de Agosto) que “A saída de Portalegre para a Covilhã efectuou-se no dia 10 à uma e meia da tarde, envergando o ciclista José de Albuquerque pela primeira vez a camisola amarela (o cobiçado estandarte da vitória ciclista).” Pela hora indicada, bem pode perceber-se a razão pela qual a sombra do plátano foi tão rijamente disputada, como se vê na gravura junta…

Na Covilhã ganharia novamente Ildefonso Rodrigues, um especialista dessas coisas…

Balanço final, segundo a Voz: “O Director da corrida, Sr. Raul de Oliveira, (…) manifestou a sua grande satisfação pela impressionante manifestação de simpatia feita por Portalegre aos corredores, que classificou como sendo a melhor registada desde que se iniciou a VII Volta a Portugal em Bicicleta.”

António Martinó de Azevedo Coutinho

as redacções da ritinha – 4

aquilo da última redacção ia dando para o torto e espero que a setôra mais a directora nunca mais nos metam noutra mas a verdade é que fiquei sem saber o que era o tal acordo ortográfico por isso tive que perguntar ao meu pai e portanto esperei que ele chegasse da tasca em bom estado isso julgava eu mas não devia ser bem assim porque quando lhe perguntei o mais delicadamente que fui capaz ó pai se souberes diz-me lá o que é o acordo ortográfico ele deu três grunhidos e quatro arrotos e respondeu-me aos berros que a pergunta lhe tinha caído na fraqueza e que até já me tinha respondido há uns tempos atrás mas eu não percebi muito bem disse-lhe eu desculpe lá porque só me lembro de teres falado nuns tinteiros do relvas e isso é política e eu não percebo nada de política olha então disse-me o meu pai depois de jantar já te explico melhor e depois de jantar e até despejou uma garrafa de tinto ainda se lembrou e então disse-me olha lá vocês na escola dão muitos erros na escrita não dão então é por isso que se cada um escrever como lhe dá na real gana já não há mais erros porque vale tudo e cada um escreve como diz isto é se tu disseres o ministro é bué da fixe está sempre certo mesmo que ele não preste para nada ou se ele disser que a crise já passou está certo mesmo que seja uma refinada mentira já percebeste assim com estes exemplos portanto com a nova ortografia a nossa vida vai mudar para melhor porque tudo vai passar a estar de acordo com o que escrevemos então disse-lhe eu se a gente escrever saiu-me o euromilhões sai mesmo não minha burra gritou-me ele o acordo ortográfico só vale para os que falam e escrevem em português e os donos do euromilhões são estrangeiros então não são são respondi-lhe eu pelo menos já aprendi alguma coisa sobre o acordo ortográfico quando for a badajoz naquela excursão do costume nas férias comprar caramelos tenho de falar em português antigo senão os espanhóis não me entendem mas já posso falar pelo novo acordo com os colegas do meu pai que são de cabo verde e da guiné e de angola é bom a gente aprender coisas novas e ter um pai que é mesmo culto e gosta de ensinar o que sabe 

O CÉU DO MEU LARGO

Hoje de manhã, no meu largo, o céu estava todo riscado. O rasto branco dos escapes dos aviões traçava-o de branco de lado a lado.

Lá em cima, nas autoestradas celestes, o trânsito é intenso. Felizmente, por ali, os condutores são mais prudentes que os terrestres.

Fiquei a pensar numa ideia talvez genial. À semelhança do que foi feito com as horizontais SCUTS, não poderá Portalegre portajar o seu espaço celeste? Por outras palavras, como o nosso sítio é uma passagem vertical obrigatória, não poderia implementar-se uma taxa municipal de higiene e limpeza pública, cobrada às companhias aéreas?

Não é só riscar. Depois, quem é que limpa?

Não sei se isto é viável, ou constitucional, mas nesta altura do nosso campeonato económico e financeiro dava jeito, não dava? 

LARGO DOS CORREIOS