PADRE JOSÉ PATRÃO – 7

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ECOS DA MEMÓRIA

Não se extinguiram logo os ecos da memória do Padre Patrão.

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O Fonte Nova, que pela data de publicação, não tivera oportunidade para recolher depoimentos a propósito do recente perda, fê-lo da sua edição seguinte,  precisamente a alusiva aos seus 25 anos de vida.

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Em página e meia, sob a genérica designação O Padre Patrão continua entre nós, ficaram registados os testemunhos dos seus colegas Marcelino Marques e Bonifácio Bernardo, bem como de outras personalidade que com ele tinham de perto convivido: José Mata Cáceres, Florindo Madeira, Nuno Oliveira, Jorge Martins, Jaime Estorninho, Leonel Cardoso Martins e José Polainas. Em página própria, o agradecimento da família e a notícia da Missa do 7.º Dia completaram as alusões ao Padre José Dias Heitor Patrão.

Um dos mais significativos e emotivos testemunhos da comunidade surgiu então na página da associação Pés Vagarosos na Internet.

O Padre Patrão sempre tivera para com o grupo juvenil um especial carinho, Depois da visita guiada à Sé Catedral, inserida na iniciativa À Conversa com…, estava programada para muito breve um encontro similar com pretexto na Igreja do Senhor do Bonfim, onde o sacerdote durante muitos anos rezara uma missa semanal e que constituía, como os amigos denominavam, a sua “menina dos olhos“.

Foi do seguinte teor o texto divulgado pelos Pés Vagarosos, no dia 7 de Outubro de 2009:

Dizer-se que o Padre José Patrão era um amigo tornou-se um lugar comum. Mas nós, os Pés Vagarosos, queremos aqui e agora reafirmá-lo.

7 - 2Nunca esqueceremos o estimulante carinho que nos dedicou, e esperaremos para todo o sempre a próxima e sábia visita ao Senhor do Bonfim que só faltava, mesmo, calendarizar para data bem próxima.

O Padre José Patrão deixou-nos uma magnífica herança e temos todos obrigação, para com a sua grata memória, de estarmos à altura de a compreender e respeitar.

As suas lições de profundo e simples humanismo marcaram as gerações que tiveram a felicidade de o conhecer e de com ele privar. Em cada uma das nossas gratas sensibilidades ficarão para todo o sempre esses sinais de um Homem e Sacerdote com invulgar estatura.

O seu lugar na nossa sociedade fica vazio, mas o espaço que sempre ocupará nos nossos corações compensará a sua perda.

Até amanhã, Padre e Amigo José Patrão!

 

Mas não ficaria por aqui o grupo quanto à sua dívida de gratidão. Logo concretizaria nova iniciativa virada para demonstrar o efectivo reconhecimento dessa relação. No dia 2 de Dezembro, divulgou o seguinte convite à comunidade, pela página, na imprensa local e através de cartazes espalhados pela cidade:

VENHA (RE)CONHECER CONNOSCO O SENHOR DO BONFIM

A construção da Igreja do Senhor do Bonfim, em Portalegre, data do primeiro quartel do século XVIII. O seu estilo barroco é enriquecido por talhas douradas, pinturas, imagens e painéis de azulejos, num conjunto que a torna um templo de grande beleza e valor patrimonial.

Em mais uma das suas habituais Conversas com, a Associação Pés Vagarosos 7 - 4conta agora com a honrosa colaboração da Paróquia de S. Lourenço e da Escola Superior de Educação de Portalegre, com a generosa e activa participação do Prof. Doutor Domingos Bucho, que há meses nos encantou com uma visita guiada similar realizada no Mosteiro de São Bernardo.

Assim, ficam por este meio convidados todos os interessados em participar nesta iniciativa cultural. Basta para isso comparecerem, sem necessidade de qualquer inscrição prévia, pelas 10 horas da manhã do sábado, dia 12 de Dezembro, no adro da Igreja do Senhor do Bonfim, em Portalegre.

Estudioso e profundo conhecedor do nosso património, o Doutor Domingos Bucho dar-nos-á a conhecer a história e as tradições ligadas ao belo templo, assim como nos revelará pormenores relacionados com o seu valioso recheio.

Para além desta aliciante proposta, o evento vai integrar uma cerimónia simples mas significativa, com a qual a Associação Pés Vagarosos pretende homenagear o Padre José Patrão, um seu grande e inesquecível amigo, que há pouco nos deixou mais pobres.

7 - 3O Padre José Patrão conversara connosco, em Junho de 2008, sobre a Sé, Memórias e Lugares, e ainda perdura, na lembrança de quantos com ele partilharam uma inesquecível tarde passada em conjunto na nossa Sé Catedral, a dádiva do seu saber e da sua fascinante personalidade.

Por tudo isto, venha conhecer (ou rever) connosco a Igreja do Senhor do Bonfim.

 

A visita constituiu um êxito, pelo qualificado “cicerone”, pela riqueza do templo e pela considerável participação, assim como um intenso momento de saudade, pela homenagem então prestada para com a memória do um Amigo de todos, ali tão presente. Eis o devido relato, em 16 de Dezembro, retirado da página dos Pés Vagarosos:

 

VISITA GUIADA À IGREJA DO BONFIM
E HOMENAGEM AO PADRE PATRÃO

No regresso às nossas tradicionais Conversas com… contámos novamente com a prestimosa colaboração do Prof. Doutor Domingos Bucho. O pretexto foi a belíssima Igreja do Senhor do Bonfim, constituíndo também a oportunidade para o grupo lembrar um bom e saudoso Amigo, que há pouco perdemos: o Padre José Dias Heitor Patrão.

Esta visita, concretizada na manhã do passado dia 12, sábado, teve uma digna resposta por parte da comunidade, quer quantitativamente, quer na qualidade dos voluntários participantes, e contou com a prestimosa colaboração da Paróquia de S. Lourenço e da Escola Superior de Educação de Portalegre.

Torna-se quase desnecessário recordar o encantamento proporcionado pela visita. O seu responsável, dotado de um sólido domínio da história, das tradições e do rico recheio do templo, aliou ao fluente discurso uma reconhecida capacidade comunicativa. A talha dourada, os painéis de azulejos, os retábulos e as imagens sacras foram apresentados e descritos com sábia maestria que encantou e elucidou os interessados participantes.

No final, em sala anexa ao templo e digna do evento, foi descerrada uma fotografia do Padre José Patrão, artisticamente composta pelo Prof. Bentes Bravo, com uma placa alusiva à homenagem ali prestada e às sua razões. O Padre Patrão deixa uma boa parte da sua memória local intimamente ligada à Igreja do Senhor do Bonfim, onde rezou missa durante longos anos. Amigo desde sempre do nosso grupo, após a visita guiada à Sé Catedral que preencheu com a extrema competência que lhe era peculiar, tinha planeado este mesmo serviço cultural que apenas faltava calendarizar. O seu prematuro desaparecimento constituiu uma dura e irreparável perda para toda a comunidade. Por isso, em nosso nome e no de todos os seus incontáveis amigos e admiradores, ficou patente para o futuro esta simbólica lembrança.

Recordaram a qualidade humana, pastoral e científica do Padre José Patrão, em breves mas sentidas palavras, os seus amigos Professor Domingos Bucho, Padre Américo Agostinho e, em nome do nosso Grupo, o seu Presidente, José Carlos Louro.

Os Pés Vagarosos agradecem, uma vez mais, a todos os participantes nesta iniciativa, destacando a colaboração da Paróquia de S. Lourenço e da Escola Superior de Educação de Portalegre, e endereçando um especial obrigado ao Prof. Doutor Domingos Bucho, com cuja disponibilidade e competência sempre contaremos.
Em breve aqui divulgaremos novas iniciativas, neste como noutros sectores abarcados pelos nossos objectivos de cultura, lazer e saudável convívio.

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Associando a memória do Padre Patrão ao Senhor do Bonfim -“a sua menina dos olhos“- os seus jovens amigos deixaram para a posteridade uma perene ligação de homenagem e saudade.

António Martinó de Azevedo Coutinho

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