Portalegre 1974 – um retrato jornalístico – XLI (fim)

cidadejornais1974

O DISTRITO DE PORTALEGRE n.º 5381
Sábado, 25 de Maio de 1974
(Passam 30 dias do 25 de Abril)

01 – Editorial
Pena de Talião (L.M.)
02 – Noticiário:
A cidade
Pela cidade – Exposição promovida pela Caritas. Pelo Governo Civil. Sindicato dos Motoristas do Distrito de Portalegre. Substituição de Corpos Gerentes.
A região
Vida Diocesana – Conselho Presbiteral Diocesano.
O país
Liga Portuguesa contra o cancro.
O mundo
03 – Comentário/Opinião
26 de Maio – VIII Dia Mundial das Comunicações Sociais. Os “mass media” hoje. Reflexões (Maria da Encarnação Pratas).
04 – Secções permanentes
Modos de ver… – O simples e o complexo ou o condutor ou travão (Ricardo).
Ecos – O divórcio em Itália. Dois bispos convidados para a presidência da República (na República Dominicana). Congelar preços e salários. A ninguém aproveita o caos.
Postal dum vicentino (Espinho).
05 – Notas políticas
Reflexão Política IV – Chegou a hora de construir (A. Marcelino). “Eles” e a Redacção de “A Rabeca” (A. Marcelino). O Sindicalismo perante a tendência autogestionária (José Capela, in Voz Portucalense). O momento político português: Grémio dos Industriais de Panificação de Évora, Grémio dos Industriais barbeiros e Cabeleireiros do Sul, Junta Distrital, Funcionários Públicos do Concelho de Castelo de Vide.
06 – Cultura
Para o Dia da Mãe. Os olhos de minha Mãe (poesia popular japonesa).
07 – Desporto
Portalegrense, 4 – Amiense, 0. Campomaiorense, 0 – Estrela, 1. Desporto Escolar. Convívio entre-cidades. Provas nacionais.
08 – Informações úteis: telefones, horários, farmácias, espectáculos…
Sagrado Lausperene.
09 – Lazer, passatempos, charadas, anedotas…
10 – Lutuosa
11 – Divulgação/Sugestões: turismo, imprensa…
12 – Publicidade
13 – Outros…

41

FINAL DESTA RUBRICA – Ao atingir a data de um mês após o 25 de Abril de 1974, e tendo apresentado 41 breves sumários de edições semanais dos jornais portalegrenses A Rabeca e O Distrito de Portalegre, creio cumpridos os objectivos que procurei atingir, sobretudo o de revelar as progressivas (ou súbitas!) mudanças editoriais aí verificadas. Poderia prolongar esta relação mas isso afigura-se-me redundante, uma vez que as distintas características de ambos os jornais, infelizmente já extintos, bem depressa deixaram denunciar as alterações possibilitadas pela liberdade de expressão conquistada, assim como, em alternativa, a manutenção das coerências do passado.
Aos seus responsáveis e redactores, muitos já desaparecidos, manifesto a minha estima e admiração, ainda que eventualmente discordando dos respectivos pontos de vista e opiniões. Eles escreveram a crónica lagóia -um retrato jornalístico de Portalegre 1974- e deixaram impresso o seu trabalho para esta memória que, quarenta anos depois, ainda perdura.
Curiosamente, até se reacendeu entre os dois jornais uma saudável polémica que noutros tempos tinha ficado famosa, embora com outros pretextos…

António Martinó de Azevedo Coutinho

1 thought on “Portalegre 1974 – um retrato jornalístico – XLI (fim)

  1. Foi bom que o Prof. Martinó tivesse trazido ao seu blog, esta série de notícias dos jornais de Portalegre da época de 1974.
    Aos mais novos proporcionou a oportunidade de conhecer um pouco do jornalismo regional da época. Aos mais velhos a recordação desse tempo.
    Assinei o Distrito de Portalegre, durante alguns anos, até à sua extinção.
    A Rabeca, era de fio a pavio, lida por mim, há quase 70 anos, porque meus pais não sabiam ler, mas gostavam daquelas notícias, então adquiriam-na semanalmente e eu lia-a para eles.
    Quando passava na Rua da “Carreira” a caminho da escola, ficava a ver as máquinas a fazer os programas dos eventos. A máqina abria e o empregado tirava o papel imprimido e metia um em branco e a máquina fechava e a cena repetia-se com um ritmo impressionante.
    Outros funcionários distribuiam pedacitos de aço com as letras pelas caixas; depois faziam o inverso para compor os textos que era preciso imprimir.
    Conhecia bem o director João Diogo Casaca, que estava numa secretária cheia de montes de papéis.
    Igualmente conheci dois apreciados e assíduos colaboradores: Casimiro Mourato, que era Prof. de matemática na Escola Industrial e Lavadinho Mourato, funcionário na Caixa Geral de Depósitos.
    Joaquim Chagas

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