Quem ri no fim ri melhor

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O recente pretexto futebolístico é uma mera coincidência. Creio, sinceramente, que não vale a pena gastar mais cera com tão reles defunto.
Mas o recente encontro de Portugal com o Brasil, pela via do pontapé-na-bola, com tanta tinta que fez e ainda fará correr, é suficiente ou oportuna razão para recordar um artigo a que achei piada. Faz sorrir e é motivo de alguma reflexão.
Com efeito, somos clássico motivo de piada para os nossos irmãos do outro lado do mar. É, mal comparado, o que se passa por cá com os alentejanos.
No entanto, já os brasileiros não terão razão para se rirem, quando saem dos fáceis domínios da ficção e entram na realidade, que não lhes é tão favorável, apesar da nossa crise. Aliás, o Brasil também tem a sua, como bem se tem visto e ouvido nos veementes protestos que uma boa e respeitável parte da sua população desencadeou a propósito daquilo que foi considerado como uma ostensiva ofensa à desigualdade social ainda ali reinante, provocada pelos despesismos e esbanjamentos da Copa.
Mas o melhor, sem mais detenças, será apreciar o curioso artigo patente na revista brasileira VEJA, na perspectiva e sumária interpretação do nosso semanário SOL, de onde a recolhi e reproduzo, com a devida e justa vénia.

Oito motivos para Portugal rir do Brasil

As piadas dos brasileiros sobre Portugal e os portugueses são conhecidas e nem sempre são bem recebidas deste lado do Atlântico. Mas será que os portugueses fazem piadas com os brasileiros?

Uma recente edição online da revista VEJA (em Maio) olhou para alguns indicadores sócio-económicos e decidiu dar uma ajuda na hora de responder aos brasileiros. Mas tudo com fair-play. “Brasileiros gostam de contar piadas de português, quando, na verdade, os portugueses é quem deveriam estar fazendo piada de brasileiros”, escreve a VEJA.

São oito os indicadores comparados. O primeiro é a posição de Portugal e do Brasil no ranking da Educação do PISA da OCDE: Portugal ocupa a 31ª posição, enquanto o Brasil aparece em 58º lugar. Segue-se a comparação da taxa de homicídios nos dois países. No Brasil, é de 25,2 por cada 100 mil habitantes. Portugal tem um cenário menos preocupante: 1,2 homicídios por cada 100 mil habitantes.

No campo da inflação acumulada em 2013, a taxa esteve nos 6,2% no Brasil e em Portugal ficou-se pelos 0,44%. A posição do índice de corrupção também é considerada pela VEJA. No índice que olha a partir dos países menos corruptos para os que têm mais práticas corruptas, Portugal surge em 33º lugar e o Brasil na posição 72.

Quanto a salários mínimos, Portugal lidera de novo: o salário mínimo no Brasil é de 234 euros (724 reais) e em Portugal é de 483 euros (1.493 reais). O PIB per capita anual também deixa o Brasil atrás de Portugal: em Portugal é de cerca de 15 mil euros, enquanto no Brasil é de pouco mais de 800 euros, de acordo com os dados da VEJA.

A velocidade média da Internet nos dois países também pode servir de argumento na hora de responder às piadas dos brasileiros sobre os portugueses. No Brasil, a velocidade média é de 2,7 MBPS e em Portugal é de 6,0 MBPS. Ainda no campo das novas tecnologias, a VEJA compara o preço da PlayStation 4: no Brasil, custa 1.294 euros (3.999 reais) e em Portugal custa 398 euros (1.230 reais).

Perante isso, “o bigode é motivo de piada?“, questiona a revista.

Adaptado do semanário SOL

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