João Chichorro (1947-2014)

A MORTE DE JOÃO CHICHORRO

O pintor João Chichorro, de 67 anos, morreu ontem na sua residência em SãoJB 0 Domingos de Carmões, no concelho de Alenquer.

O velório do artista realizou-se ontem à tarde na Basílica da Estrela, em Lisboa, de onde hoje, quarta-feira, sai o funeral para o cemitério de Camarate, após missa de corpo presente,  às 14h 15m (na Capela de N.ª S.ª do Carmo – Claustros).

Natural de Portalegre, onde nasceu a 5 de Novembro de 1947, João Carlos Tavares Chichorro e Silva  estudou pintura, design e arquitectura de interiores em Lisboa e noutros centros.

Expunha obras artísticas desde 1967 em Portugal, Inglaterra, Paris, Colónia, Rio de Janeiro e Moçambique. Entre as suas exposições recentes contaram-se:

– 2006 – “Porquois pas?” – Galeria São Mamede, Lisboa
– 2006 – Projecto sobre intervenção de design no artesanato – Cascais (Casa Decor)
– 2005 – “Snap-Shots” – Museu de Tapeçarias, Portalegre
– 2002 – “Alguidares” – Palácio Póvoas, Portalegre
– 2001 – “Personagens” – Forte S. João, Vila do Conde
– 2000 – “ Ansiobrinquedos” – Galeria Enes, Lisboa 

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Preparava actualmente um trabalho sobre caligrafias “Impressão de viagens à China”.

Executou cartões para tapeçarias e ilustrou livros para crianças.

JB 2

Foi distinguido em 1968 com o Prémio Nacional de Pintura do extinto Secretariado Nacional de Informação e recebera em 2013 a Medalha de Ouro de Mérito Municipal em Portalegre.

Aos seus familiares, entre os quais conto os amigos Fátima, Adriano e Hugo, apresento as sentidas condolências, com um solidário abraço.

 António Martinó de Azevedo Coutinho

Agenda do dia – 365

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DIA 365 – 31 de Dezembro de 2014

Nesta precisa data, após um ano ininterrupto de Agenda do Dia, o seu autor, responsável pelo blog, decidiu encerrar este capítulo. Deu muito gozo e algum trabalho, poderia prolongar-se indefinidamente pois jamais lhe faltaria material ou pretexto, mas basta. Pelo menos por agora, pois já aprendi que nunca se deve dizer nunca.

Prefiro saudar em avulso toda e qualquer data que julgue digna disso, em vez da auto-sujeição a uma efeméride obrigatória, segundo um ritmo diário de irregular ou desigual interesse.

Um abraço de amizade e gratidão aos leitores fiéis que, eventualmente, tenham assumido a indulgente paciência de ir lendo esta secção quotidiana.

 António Martinó de Azevedo Coutinho

Agenda do dia – 364

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DIA 364 – 30 de Dezembro de 2006

Saddam Hussein foi presidente do Iraque de 16 de Julho de 1979 a 9 de Abril de 2003, quando aconteceu a sua deposição na sequência da invasão do país por exércitos de uma coligação internacional. Em fuga, acabaria por ser mais tarde detido por tropas norte-americanas perto da sua cidade natal, Tikrit.

Entregue pelos americanos às autoridades do país e sujeito a julgamento público por um Tribunal Especial, foi considerado culpado do assassinato de 148 xiitas iraquianos, em 1982. Condenado à morte por enforcamento por crimes contra a Humanidade, seria executado a 30 de Dezembro de 2006.

A NOSSA BANDA – 29

x A NOSSA BANDA CABEÇALHO

Continua, no seu habitual ritmo semanal, a publicação das reproduções de A Nossa Banda, revista de quadradinhos, e seus “anexos”, que foi editada nos anos 70 e 80 do século XX pelo Centro de Estudos de Banda Desenhada da Casa de Cultura da Juventude de Portalegre, inserida na delegação local do FAOJ.

Conclui-se hoje a reprodução do número 8 da revista, edição normal com 40 páginas, relativa a Outubro de 1980, com o quarto e último conjunto de suas 5 duplas páginas.

O conteúdo de hoje inclui a participação de Paulo Caldeira com as duas páginas iniciais de Karl Jägger, passatempos por Carlos Semedo, Glita Buzino, das manas Misisa e Lita, a dupla Pedro Correia/Paulo Caldeira com a continuação da saga L. R.D.G. e a conclusão de Encurralados no Espaço, de Rui Real.

No próximo “capítulo” inicia-se a reprodução do número 9 de A Nossa Banda.

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Agenda do dia – 363

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DIA 363 – 29 de Dezembro de 1170

O arcebispo de Cantuária, Thomas Becket, foi assassinado no dia 29 de Dezembro de 1170, em plena catedral, por quatro cavaleiros anglo-normandos, fiéis a Henrique II.

Embora agissem por iniciativa própria, as crónicas do tempo imputaram tal responsabilidade ao monarca. Antigos amigos, Thomas Becket e Henrique II tinham-se desavindo por causa da intransigente obediência deste às Constituições de Claredon, que promovera. O rei, com efeito, pretendia reduzir o poder da Igreja e fazer depender esta do seu próprio mando.

Após um exílio em França, o arcebispo regressou a Inglaterra, onde seria assassinado. Este crime desencadeou uma reacção que obrigaria o rei a uma pública penitência.

Thomas Becket seria canonizado três anos mais tarde.