Visitação da Sé Catedral de Portalegre – um

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VISITAÇÃO DA SÉ CATEDRAL DE PORTALEGRE – um

Uma das melhores formas de evocar alguém como o saudoso Padre José Dias guiasHeitor Patrão será a de recordar os textos que deixou editados em volume ou espalhados em diversas publicações, que seria interessante recolher, organizar e publicar.

O caso de que recentemente tive conhecimento parece-me paradigmático. Entre as valiosas investigações pessoais nos domínios da arte sacra, apenas uma das modalidades do seu variado e profundo saber, contou-se o Guia de Visitação da Sé de Portalegre.

Editado em Maio de 2000, com o patrocínio da Paróquia da Sé de Portalegre e o apoio da Região de Turismo de São Mamede, o volume foi integrado na celebração dos 450 anos da fundação da Cidade e Bispado de Portalegre e da Erecção da Sé. Constituiu uma espécie de antecipação da obra, verdadeiramente monumental, que seria Portalegre – Fundação da Cidade e do Bispado – Levantamento e progresso da Catedral, publicada em Dezembro de 2002.

De há muito, aliás, que o Padre Patrão se preocupava com o tema e será útil evocar a tal propósito o primeiro dos estudos publicados, ainda parciais, que dedicou às suas descobertas sobre o fascinante desafio dos altares e retábulos da Sé Catedral de Portalegre. Encontramo-lo  no número especial do semanário O Distrito de Portalegre (de que era então director), dedicado ao Dia de Portalegre em 23 de Maio de 1969. Aí constam duas páginas contendo os seus estudos dessa época já distante sobre uma interessantíssima questão relacionada com a rico património pictórico constante dos altares da Sé, precisamente as pinturas do Altar de Nossa Senhora da Luz.

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Ora, voltando à edição original do Guia de Visitação, o próprio autor sempre nele encontrou uma debilidade, relacionada com as 12 páginas a cor. Quer no plano da sua impressão, como da insuficiência ilustrativa, era manifesta alguma insatisfação do Padre Patrão. Creio que o compensaria a reedição agora disponível. Tendo aumentado em quantidade, são agora 16, essas páginas específicas ganharam inegável nitidez e rigor cromático, para além de revelarem interessantes e complementares pormenores.

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Numa iniciativa do dinâmico e esclarecido Padre Marcelino Dias Marques, esta reedição datada de Novembro de 2013 dispôs dos patrocínios da União das Freguesias da Sé e São Lourenço, assim como da empresa Transnil – Transportes, S. A.

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As fotografias de Raúl Ladeira e os desenhos de Luís Marques complementam um notável estudo sobre os preciosos retábulos, quase uma centena, e a dúzia de ricas capelas existentes na Catedral. O facto de ter sido encontrada uma solução para disponibilizar uma maior oferta temporal, agora calendarizada, quanto à visitação daquele que é um dos maiores atractivos culturais da cidade de Portalegre acrescenta uma redobrada mais-valia a esta obra do Padre José Patrão.

António Martinó de Azevedo Coutinho

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