mil novecentos e sessenta e um – dia 317

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Mais uma semana que hoje começou. Estas vão-se acumulando, já quase lhes fui perdendo a conta, parecem uma eternidade… E a dúvida, a eterna e sistemática dúvida, é a de que até quando? Enfim, um desespero.

Por aqui, com o tempo a fazer umas negaças, com chuviscos a alternar com uns raios de sol mortiço, continua a rotina a que a próxima semana vai pôr termo. O casarão vai ficar quase deserto de gente. Ficam cá as eternas ratazanas e nós, os provisórios sobreviventes. Depois, como vai ser? A seu tempo se saberá…

Chegou cá hoje a Rabeca do dia 8.

Ainda não tinham acontecido as eleições. A primeira página do jornal tem vários artigos como Armistício, que aborda a passagem de mais uma efeméride do final da I Grande Guerra, lembrando a participação portalegrense no conflito, assim como o Monumento aos Mortos, a Oliveira da Paz plantada no Jardim Público e, também, o talhão dos Combatentes, no cemitério.

Outro artigo, denominado As árvores morrem de pé, lembra o democrata Câmara Reis, que morreu há pouco. Dia de Finados é uma coluna dedicada a esta data sempre lembrada entre nós.

Finalmente, A Praça da República é um artigo onde o jornalista, não assinado, critica o estado pouco cuidado em que este importante local da cidade se encontra. Acho justo o que é dito e espero que a Câmara Municipal preste a devida atenção. Logo ao lado, um pequeno texto denuncia o incómodo público causado pelas bicicletas motorizadas que exageram em locais como a Corredoura, transformada em pista de corrida…

Amanhã trato do interior da Rabeca, porque tenho de passar ao Diário de Lisboa.

Na altura em que encerrara a edição, já estavam apurados no Ministério do Interior os resultados das eleições de ontem em onze distritos do continente. Por exemplo em Portalegre, que me interessa, havia 30.575 eleitores inscritos e votaram 22.224, o que significou uma percentagem de 72,7%, mais ou menos dentro das médias de outros distritos.

Este jornal não traz praticamente mais nenhuma notícia com interesse, pelo menos para mim, quer sobre o país quer sobre o estrangeiro, a não ser que eu fale dos perigos de fumar ao volante ou de que na Alemanha se garante que a Rússia não tem nenhum novo plano sobre Berlim… Ora isto é para encher chouriços, como se costuma dizer na minha terra.

Na minha distante terra…

Até amanhã.

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