mil novecentos e sessenta e um – dia 321

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Aproxima-se o fim de semana em que ninguém daqui vai sair, nem sequer o Caprichoso, e o tempo continua bastante incerto. O Sol não voltou e o prognóstico para os dias da nossa “excursão” de fim de curso, ou formação, dos cadetes  não é nada favorável. Enfim, acidentes de percurso, mais um! Ainda não sabemos qual será o destino mas afigura-se-nos o clássico sítio da Foz do Lisandro, que não visitamos há tempos. Há ali perto uma estratégica mata e umas ladeiras de cortar a respiração. Bem, depois saberemos.

Pego nos jornais de Portalegre que ontem chegaram e começo pelo Distrito, que ultimamente pouco tem trazido sobre a nossa terra, minha e dele.

Existe obrigação de votar? – é a pergunta com que abre a primeira página, publicada na véspera das eleições, registe-se. Sinceramente, fiquei sem perceber muito bem o teor do artigo, porque aceita que se risque o boletim sem o inutilizar… Achei o processo algo confuso.

De resto, quanto à primeira página, o costume: Divagando sobre temas económicos, O Concílio Ecuménico, Novo Pároco de Sarnadas, Que sabemos há da Rússia? e Recolecção da Acção Católica… Tenho ou não tenho razão quando digo que o jornal mais parece um boletim paroquial que podia ser próprio de uma qualquer freguesia do Minho ou do Algarve?

Enfim, a única cor local é dada pela reportagem da inauguração da luz eléctrica na Ribeira de Nisa, que conclui na última página.

Soube que o Desportivo foi ganhar a Elvas por 4-1. Está em forma!

No final do jornal há mais um artigo sobre O Ensino da Religião nas Escolas Primárias e o Postal dum Vicentino. Não faço mais comentários.

A Voz Portalegrense fica para amanhã. Agora passo ao Diário de Lisboa.

Portugal não sairá da ONU nem concederá a autodeterminação às suas províncias ultramarinas – disse numa entrevista o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros. Assim foi dada a resposta devida aos nossos adversários ou inimigos políticos.

Os quatro missionários detidos em Angola há tempos vão ser libertados e Marrocos decidiu expulsar Henrique Galvão do seu território.

Afinal ainda está a ser feito o apuramento geral das eleições.

Foi repelido um ataque terrorista a uma fazenda em Angola, na região de Ambriz. Voltou a indesejável rotina bélica de há semanas?

No Congo foram assassinados soldados da ONU, o que mostra que por ali a paz também ainda não foi definitivamente instalada.

Na Academia Dominguez Alvarez, no Porto, foi inaugurada uma oficina de gravura artística e esteve ali presente o pintor D’Assumpção, que a vai dirigir. Este pintor é filho do fotógrafo Rosiel, com estúdio em Portalegre.

Com esta referência, que me parece ser a única notícia verdadeiramente interessante de todo o jornal, fico por aqui e por hoje.

Voltará amanhã o Sol? Espero bem que sim…

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