TOADA DE PORTALEGRE – José Régio

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MÚSICA
Teatro Municipal São Luiz, Lisboa, de 24 a 26 Novembro de 2015
Toada de Portalegre de José Régio

Inserido na comemoração do 5º Aniversário Fado Património da Humanidade
De quinta a sábado às 21h
Sala Luis Miguel Cintra
Duração: 1h15
Música original do compositor Rabih Abou-Khalil
Canto Ricardo Ribeiro
Percussão Jarrod Cagwin
Maestro Jan Wierzba
Coprodução: Orquestra Metropolitana de Lisboa, Museu do Fado e São Luiz Teatro Municipal
M/6
€11 a €22 (com descontos: €5 a €17,60)

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Em várias entrevistas, o fadista Ricardo Ribeiro afirmou que o seu penúltimo álbum, “Largo da Memória” – que antecedeu o seu recente “Hoje É Assim, Amanhã Não Sei” -, foi muito influenciado pela “Toada de Portalegre”, de José Régio. Mas era uma influência subtil, escondida nas entrelinhas. Não se sabia na altura que um seu velho cúmplice, o consagrado alaudista libanês Rabih Abou-Khalil, andava em segredo a compor uma obra maior e com características sinfónicas, inspirada directamente nessa obra do escritor português. Agora é tempo de a revelar, com Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khalil a serem acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa em três concertos que decorrem no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, de 24 a 26 de Novembro. Os espectáculos – uma co-produção Metropolitana/São Luiz Teatro Municipal/Museu do Fado – estão integrados nas comemorações do quinto aniversário do Fado Património da Humanidade, em que também se inclui um concerto de Carlos do Carmo, dia 27 de Novembro, igualmente no São Luiz. O director artístico deste projecto, Pedro Amaral, conta como nasceu a ideia:

23-toada-publico-18-nov-16Quando desafiei Ricardo Ribeiro a fazer um projecto com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e lhe perguntei se tinha algum sonho que, juntos, pudéssemos concretizar, a sua reação foi imediata: há muito que sonhava cantar a ‘Toada de Portalegre’, de José Régio, com música original do seu amigo e “mestre” Rabih Abou-Khalil. Fechou os olhos e começou a declamar o longo poema – “Em Portalegre, cidade / Do Alto Alentejo, cercada / De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros / Morei numa casa velha, velha grande tosca e bela / À qual quis como se fora / Feita para eu Morar nela…”

Conhecemos há anos o extraordinário cruzamento que o encontro destes dois músicos criou entre o fado e os ecos da tradição musical libanesa. A melodia rouca na língua de Camões, no admirável fraseado de Ricardo Ribeiro, mistura-se, numa sintonia surpreendente, com os arabescos melódicos e os ritmos compostos de Abou-Khalil. Quais contadores de histórias numa esplanada árabe, transportam-nos por fabulosas geografias, despertando no nosso imaginário viagens longínquas e oásis improváveis.

É este tapete voador que nos levará pelos versos de Régio, com toda a carga de imagens, de memórias e de sensações físicas que o poema admiravelmente desperta e que estes músicos, acompanhados pelo percussionista norte-americano Jarrod Cagwin e pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Jan Wierzba, nos farão descobrir”.jose-regio2

A longa colaboração entre Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khalil, com efeito, já deu inúmeros frutos inesperados. Já tem história a relação musical criada nos últimos anos entre os dois. Neste encontro vamos conhecer uma peça original que o músico e compositor libanês Rabih Abou-Khalil escreveu para o fadista Ricardo Ribeiro.

José Régio, na sua imortal Toada de Portalegre, vai receber nesta excepcional cooperação uma surpreendente e inesperada homenagem.

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