mil novecentos e sessenta e um – dia 365

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Recordo o que aqui escrevi, logo na primeira página do diário deste ano, que agora dou por findo, depois da verdadeira proeza de ter sido capaz de escrevê-lo dia a dia, sem falhar um só: “Fiz hoje 26 anos. Não me queixo da vida, mas acho que este é sempre um dia igual aos outros. Para mim foi assim. Comemorei-o em família, apenas com a minha mãe, como quase sempre, e com a Adrilete com quem lanchei fora“.

Amanhã vou fazer 27 anos. Provavelmente, não vai acontecer nada de substancialmente diferente do que aconteceu há um ano, comemorando o aniversário em família e com a Adrilete, que espero venha a ser minha mulher tão brevemente quanto for possível.

Neste ano cresci, fiquei mais velho e aprendi bastante, embora nem sempre por meio de lições muito convenientes. Algumas tê-las-ia dispensado de boa vontade se tivesse tal poder. Mas não tenho…

A vida acontece-nos.

Mas não vou fazer, aqui e agora, qualquer balanço pessoal. Hoje há apenas mais um registo quotidiano no diário e nada mais.

Foi sábado mas já não dou por isso, porque Portalegre não é Mafra, porque a vida mais ou menos plena não é o exílio forçado.

A cidade, o país e o mundo não mudaram desde ontem e não irão mudar amanhã apenas porque se vira mais uma simples folha de um vulgar calendário.

As águas do Douro e do Tejo subiram e inundaram o Porto e o Ribatejo, como é costume.

Amália Rodrigues chegou a Lisboa para visitar o seu pai, gravemente doente.

Os refugiados de Goa, segundo o Diário de Lisboa, estão instalados numa colónia balnear próxima de Lisboa.

A Cruz Vermelha Portuguesa aguarda um relatório do delegado do Comité Internacional da organização acerca do estado dos militares e civis portugueses detidos na Índia.

Se Portugal recusar a renovação do acordo sobre as bases nos Açores são prejudicados os Estados Unidos e a NATO, na opinião do jornal New York Times.

O general Franco, logo aqui ao lado, proclamou a sua fé no Pacto Ibérico. Deve valer de muito!

Continua a guerra no Katanga, onde desapareceram soldados da ONU. Sobre Angola reina o silêncio e eu espero que isso signifique paz autêntica e não apenas um faz-de-conta.

Ficou assim completo o registo do dia, com aquilo que mais me sensibilizou e por onde se confirma que tudo continua mais ou menos na mesma.

A passagem do ano vai ser chuvosa, pois o bom tempo que rodeou o Natal pouco a pouco foi dando lugar à invernia. Como é natural.

Amanhã vou fazer 27 anos. Também isto é natural porque não se pode suspender o tempo… 

É hoje, é hoje

helder_pachecoAcertando a crónica neste dia 24, até parecia mal, não ficava bem ignorar a véspera de Natal. Até porque, para mim que carrego às costas a infância portuense, o Natal continua a ser a época mágica do sonho, da esperança e da fantasia. Da celebração.

A época de todas as doçuras. Por dentro, nos anseios de Paz, de um país mais fraterno e dos desejos de felicidade formulados a quem se conhece (e, para sermos coerentes com o tempo, até a quem não se conhece). Por fora e por dentro, no que se vê e dá para ougar e, depois, se saboreia até à última garfada ou colherada: rabanadas com molho, aletria, doces de bolina e de chila, formigos e bolo-rei. Os clássicos do Burgo, sem fusões nem derivações pós-modernas. E doçuras só por fora. Só de ver: extasiar-se a gente com as luzes da cidade, na árvore grande, azul e branca, reflectindo-se no tanque da eira da Avenida. Luzes que abrilhantam os olhos e enchem a alma (ou chamem-lhe o que quiserem mas pelo que vejo em algumas casas nos afãs de montar a Árvore, regressar ao Presépio e esmerar-se na Consoada, no Natal a alma ainda existe).

Sem dar por isso saiu crónica pela Nomenklatura cultural em absoluto considerada pirosa. Ainda assim, carregando na provocação não deixarei de falar do Presépio. O Presépio é – como hei-de dizer? – um caso de limpeza interior: tirar as figuras das caixas, fabricar as montanhas, construir uma cidade de cenário, alinhar os reis-magos, os pastores e o povo da Jerusalém de cá e, com dedos parecendo pelica, colocar a Sagrada Família no interior da cabana são actos de sentimento, gestos de ternura. Autêntica purificação. E eu, que nem sei bem no que acredito, até penso nestas coisas. (Enfim, hoje deu-me para a nostalgia. De qualquer forma, a crentes e incréus e a toda a gente de boa-vontade desejo Bom Natal.)

HÉLDER PACHECO

Uma perda humana e cultural

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O Ensemble Alexandrov é um coral militar oficial das Forças Armadas Russas. Fundado durante a era soviética, o Ensemble consiste num coro masculino, uma orquestra e um conjunto de dança.

Juntamente com o Ensemble MVD é uma das únicas duas formações com o direito de usar o título de “Coro do Exército Vermelho”.

O Ensemble Alexandrov tem vindo a deliciar não apenas audiências russas mas também admiradores por todo o mundo, abrangendo as suas exibições vários tipos de música incluindo de carácter folclórico, hinos, árias de ópera e música popular, de que são exemplo O Canto dos Barqueiros do Volga, Katyusha, Kalinka, e Ave Maria.

29-coralO grupo foi criado em 1928, pela iniciativa do general Aleksandr Alexandrov (1883-1946), um antigo professor do Conservatório de Moscovo, concebendo e dando voz a algumas das mais emblemáticas e patrióticas canções russas e soviéticas. É um coro oficial do exército russo, desde essa altura, e foi uma importante ferramenta de apelo à união e à resistência, aquando da invasão nazi à URSS, durante a II Guerra Mundial.

Apesar dos seus longos 88 anos de existência – e de ter vivido, por exemplo, a implosão de um país e o nascimento de outro – o Alexandrov Ensemble foi capaz de se reinventar e, para além das mais de 2 mil canções originais, tem milhões de visualizações no YouTube, fruto de interpretações de artistas tão distintos como Lady Gaga ou Freddie Mercury.

No recente dia 25 de Dezembro de 2016 um avião Tupolev Tu-154 da Força Aérea Russa, que voava de Sochi com destino à Síria, caiu no Mar Negro, logo após a decolagem. Entre os passageiros, havia 64 membros do Ensemble Alexandrov, que iriam participar numa celebração de final de ano na base síria de Khmeimim. Nenhuma das 92 pessoas a bordo sobreviveu ao desastre.

Antes da morte trágica dos membros do coro no mar Negro, o conjunto era composto por 186 pessoas, entre cantores, bailarinos e músicos. Segundo a agência noticiosa TASS, o espectáculo preparado para os soldados russos na Síria apenas incluía um número coral, pelo que a orquestra e os dançarinos não viajaram.

A tremenda perda do “Coro do Exército Vermelho” – um verdadeiro símbolo da União Soviética e um dos principais mensageiros, através do tempo, da História russa – enluta toda a Humanidade, pela significativa mensagem cultural que fica abalada.

Espera-se e deseja-se a sua plena recuperação.

 Alexandrov Ensemble (Coro do Exército Vermelho)

Ensemble Concert na House of Music em 2009.
Song and Dance Ensemble of the Russian Army – A.V. Alexandrov.
Maestro e Director Artístico – People’s Artist of Russia, Professor Igor Raevskii.

  1. Несокрушимая и легендарная (Invencível e Lendário) –           00:01
  2. Священная война (Guerra Sagrada) –                                          01:07
  3. Соловьи (Rouxinóis) –                                                                    04:20
  4. Смуглянка (Darkie) –                                                                       10:05
  5. Казачья кавалерийская (Cavalaria Cossaca) –                           14:10
  6. Журавли (Guindastes) –                                                                 19:23
  7. Ехал я из Берлина (Viajei de Berlim) –                                         24:05
  8. Амурские волны (Ondas de Amur) –                                            26:51
  9. Матросская барыня (Marinheira) –                                               31:07
  10. Попурри на темы армейских песен (Canções do Exército) –   36:28
  11. Зимушка (Zimushka) –                                                                     42:42
  12. Калинка (Kalinka) –                                                                          51:18
  13. День победы (Dia da Vitória) –                                                       56:47
  14. Катюша (Katyusha) –                                                                        58:10

 O registo integral do notável concerto permite avançar para cada um dos números nele contidos, a partir desta relação de títulos e tempos.

mil novecentos e sessenta e quatro – dia 364

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E assim chegámos num abrir e fechar de olhos ao final deste agitado ano. Agitado para o país e agitado para mim. Por muitos anos que viva nunca mais esquecerei 1961…

Hoje não houve Distrito de Portalegre mas a Voz Portalegrense foi publicada. Fico a pensar em como são importantes os jornais da nossa terra, especialmente quando estamos longe desta, porque constituem uma espécie de cordão umbilical. Mesmo quando pouco ligam, ou pouco nos ligam, à terra, como por vezes acontece. Infelizmente.

Porém, o grande e incontornável tema deste final de ano continua sendo a Índia. 

Chegaram mais refugiados portugueses a bordo de um avião procedente de Karachi. Entre estes vieram alguns marinheiros que assistiram aos combates a bordo de um navio liberiano, cujo comandante se recusou a entregá-los aos indianos. Ao começo da noite terá chegado o paquete Índia, com centenas de refugiados portugueses. Temos agora obrigação de encontrar soluções para o refazer da vida de todos eles. 

Entretanto está a ser preparada uma grande manifestação em Lisboa na próxima quarta-feira, quando Salazar vai proferir um discurso sobre a invasão da Índia. Acho que vão partir aqui de Portalegre algumas camionetas com pessoas interessadas. De borla.

O Diário de Lisboa de hoje é enorme, com 48 páginas, mas a maior parte são anúncios e um suplemento com diversos balanços do ano que está a findar.

Achei graça ao facto de um título grande na primeira página dizer que o reconhecimento da importância de Portugal na NATO é uma condição fundamental nas negociações sobre a base dos Açores. Ora este argumento é rigorosamente diferente da espécie de ameaça bacoca que antes tinha sido invocada…

Quanto aos balanços anuais achei um particularmente curioso porque diz respeito a um assunto que sempre me foi interessando: a corrida ao espaço entre a Rússia e os Estados Unidos da América. Veio publicado um quadro interessante que não resisto a recortar e colar aqui, para mais tarde recordar.

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Que outras curiosidades devo anotar? Que os americanos vão gastar biliões de dólares e terão de ultrapassar uma enorme confusão como preço para adoptarem o sistema métrico decimal. Que vamos ter cinco eclipses em 1962, três da Lua e dois do Sol, mas para nós vão ser todos parciais. Apenas.

O balanço que para mim tem mais interesse é o do ano pedagógico, porque sou professor e também porque o artigo é assinado por Calvet de Magalhães. Este começa por citar uma afirmação do ministro eng. Leite Pinto: A Pátria Portuguesa -Pátria livre de homens livres!- só será forte com uma educação forte!. Ora aqui está uma frase bonita, mas acho que é apenas uma frase. E não digo mais nada sobre isto.

O artigo é longo, com quase uma página e meia, e um dos seus motivos de interesse consiste num completo esquema contendo a planificação do ensino português. Só não o corto para aqui colar, porque prefiro guardar o artigo completo nos meus arquivos.

Para completar esta breve revisão dos muitos balanços do ano que o DL traz, fico-me pelo da televisão, do qual recorto dois quadros, um sobre as transmissões directas de 1961 e outro sobre a quantidade de assuntos tratados.

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Aqui ficam os assuntos mais importantes. Assistimos a 7 transmissões directas, a 45 filmes, a 49 peças de teatro, a 50 espectáculos de variedades e a 222 programas sobre desporto. Somos um país desportivo por excelência!?

Dá vontade de rir, mas é um riso amarelo, tom pouco próprio para terminar o ano, porque preferia o cor de rosa.

Porém, os cinzentos com tendência para o negro predominam…

Revive(r) o Passado em Peniche

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O caso da Fortaleza de Peniche transcendeu as fronteiras desta península.

Bem andou a autarquia ao convocar uma reunião pública para informação e audição. Não aconteceu propriamente um diálogo, mas ainda assim a iniciativa foi altamente positiva e louvável, nos tempos em que muitos eleitos se autoconsideram iluminados pelo dom da infinita e exclusiva sabedoria.

O caso, à partida, é simples. O Governo decidiu organizar o programa Revive, na anunciada intenção de possibilitar a recuperação de monumentos degradados, concessionando-os para finalidades turísticas de gestão privada. Do seu prévio trabalho de casa decidiu que seriam 30. Como poderiam ser 50 ou apenas 10.

Trataram os superiores responsáveis pelo projecto de garantir o prévio acordo das autarquias onde se situam os imóveis em questão.

Quando foi revelada parcialmente a identidade dos monumentos, caíram o Carmo e a Trindade sobre a barbaridade que consistia a integração da Fortaleza de Peniche. Que se tratava, pura e simplesmente, de um significativo ataque à memória colectiva dos portugueses e uma manifestação de desprezo para com a luta antifascista em Portugal. Por momentos, pareceu termos regressado a 1975…

Salvo o devido respeito, sobrou aqui em inflamado fundamentalismo o que faltou em realista prudência. Mesmo reconhecendo como indigna a grotesca e recente transformação da antiga sede da sinistra PIDE, em Lisboa, num condomínio de luxo!

A reunião pública, muito participada, que teve lugar no Auditório Municipal de Peniche no serão do passado dia 28, quarta-feira, significou antes do mais uma inteligente decisão dos autarcas locais, tendo sido previamente prestadas sumárias mas cuidadas informações sobre o passado da Fortaleza.

Tanto quanto foi possível averiguar, a primeira sugestão do sentido de um aproveitamento turístico do monumento, através de uma Pousada, terá surgido num artigo publicado no jornal local Voz do Mar, em 1977. Pouco antes, tinha sido desactivada a temível e temida prisão política ali sediada.

Depois, pouco a pouco, algumas dependências das vastas edificações foram sendo reaproveitadas, sobretudo com a instalação de polos museológicos algo dispersos segundo intenções pouco ou mal definidas entre o “local ou do sítio”, o “regional” e o “municipal”. Um outro museu, especificamente dedicado às memórias do histórico cárcere, foi também ali instalado. Em boa verdade, segundo louvável “confissão” dos responsáveis, nunca o “senhorio Estado” celebrou com o “inquilino Autarquia” qualquer contrato oficial de “arrendamento”…

Nestas prévias informações aconteceu uma especial incidência nas negociações de 2002, quando o falhanço do protocolo com a Enatur, gerida pelo Grupo Pestana, inviabilizou o plano projectado pelo arquitecto Álvaro Siza. Tanto quanto se sabe, as exigências de exploração por parte do potencial concessionário ultrapassavam em muito a área disponível prevista…

Agora, perante a proposta governamental do programa Revive, a Câmara e a Assembleia municipais terão concedido, por unanimidade, a sua prévia aceitação. Quem recuou foi o proponente estatal, perante a onda nacional de “patriótica” indignação. E os autarcas sofreram, sem qualquer aviso prévio, a dor da perda de uma legítima esperança de ver restaurada a “jóia da coroa” da sua monumentalidade.

Uma consoladora certeza que estes responsáveis terão agora colhido foi o da solidariedade popular. Quando muitas vezes a obrigação cívica de cada cidadão fica por este esgotada na deposição eleitoral do voto, assistiu-se aqui a um claro desmentido deste errado mas generalizado conceito. Os penichenses, de sangue ou de adopção, fizeram sentir a sua presença e a sua voz, numa inequívoca vivência prática de democracia participada.

O interesse e a convicção contidos nos testemunhos livremente expostos revelaram, na sua diversidade, que a questão da Fortaleza de Peniche é compreendida e assumida na plenitude da sua importância comunitária.

Quero aqui repetir o que ali procurei dizer de viva voz.

O programa Revive afigura-se-me como um projecto de emergência, só aceitável em tempos de prolongada crise económica, quando o Estado reconhece como solução transitória a concessão privada de peças do seu património construído, a fim de suster ou evitar a sua inevitável degradação e perda.

O facto de termos assistido a cortes e substituições no elenco inicial revela alguma deficiência no rigor do prévio trabalho de casa. Em Portalegre, a minha terra, ao Castelo foi acrescentado o Convento de São Francisco. Este, ao menos, não sofreu como aquele as nefastas intervenções do Polis.

Por outro lado, a proclamada incompatibilidade do respeito pela herança histórica ou monumental com a exploração turística (não necessariamente hoteleira!) é uma falsa questão. Invoquei a este propósito, como simples exemplo, o caso do Mosteiro de Flor da Rosa, no Crato, onde ambas as vertentes coexistem há décadas sem qualquer promiscuidade e com recíproco proveito.

O facto de a Fortaleza de Peniche ter sido excluída do programa Revive tem de ser encarado não como uma fatalidade mas como uma oportunidade. É inegável que o monumento ganhou uma insuspeita evidência e que não regressará ao seu pardacento e quotidiano anonimato, penosamente arrastado ao longo de décadas.

A circunstância de o ministério da Cultura ter criado um grupo de trabalho, de terem sido aceites um prazo para a tarefa e uma data para o anúncio da decisão, 25 de Abril de 2017, tudo isso constitui uma realidade positiva que tem de ser aproveitada.

Terá daqui que sair um plano, concreto e financiado, de reabilitação progressiva e urgente das zonas mais degradadas do monumento. Mas terá de ser mais vasta a ambição. A autarquia terá de reconhecer a justeza de algumas críticas públicas e autorizadas, como recentemente a do arq. Álvaro Siza, acerca da modéstia da museologia instalada. Mesmo sem se aceitar a plena dureza de classificação aplicada como “coisa absolutamente primária, horrível e macabra”…

Os museus instalados na Fortaleza de Peniche são demasiadamente modestos tanto para a realidade tecnológica actual como para os recursos, as potencialidades, as tradições, a cultura ou a herança histórica locais. Rural montanhês do interior, tenho dificuldade em perceber como aqui se ignora ou minimaliza a incontornável realidade que é o mar. Acredito que Peniche tem condições excepcionais, talvez únicas no país inteiro, para aqui dispor de um Museu do Mar, com diversos polos complementares de que existem, aqui e ali, vagas e dispersas, algumas modestas referências, desligadas, desorganizadas, sem unidade temática…

O mar, em Peniche, não se esgota no surf.

A Fortaleza, agora tão em evidência, dispõe de um envolvimento que carece de urgente intervenção urbanística. Merece-a e há muito. E isto nada tem a ver com o Revive

Agora ou nunca impõe-se uma visão arrojada de conjunto, devidamente integradora, em vez de uma política de remendos. Como é evidente, no entanto, quase tudo depende dos níveis do necessário financiamento e da sua disponibilização.

Reviver o passado em Peniche, reflectindo no presente a fim de projectar o futuro.

A oportunidade agora surgida deve ser, como foi afirmado e aceite, um ponto de partida. Sem retorno.

António Martinó de Azevedo Coutinho