A HISTÓRIA segundo José Garcês

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No tempo de gerações inteiras de estudantes como eu, aquilo que sabíamos da História de Portugal era segundo António Gonçalves Matoso. Agora pode ser, também, segundo José Garcês.13-15420788_1484768994885701_6620691894844207449_n

Há dias, na sequência da promessa pessoal feita um pouco antes, recebi pelo correio a mais recente obra do meu amigo José Garcês. Na linha que informou uma boa parte da sua já longa obra, a memória histórica, também este álbum nos traz episódios de uma gesta passada, no caso em apreço centrados na algarvia cidade de Silves. Com uma preocupação pedagógica que o autor sempre inseriu nos seus trabalhos, o álbum inclui não apenas a crónica da urbe ao longo dos séculos, em especial incidindo nas remotas origens, na predominância islâmica, na conquista cristã e 13-capana sua evolução até à actualidade, como ainda uma galeria das figuras notáveis de Silves, a sua principal indústria, o desporto local e a mais conhecida e popular lenda do sítio.
Com a frescura criativa que na sua invejável veterania ostenta, José Garcês une a qualidade estética e narrativa das histórias desenhadas a uma desconcertante simplicidade e fidalguia no trato pessoal. Aprecio a ventura de o conhecer e estimar há umas décadas, numa amizade que me retribui com juros e me sensibiliza. Ele e José Ruy constituem a dupla sobrevivente, que desejo se prolongue por muitos anos, da geração de ouro da banda desenhada portuguesa.
Assinalando o recente evento, reproduzo a seguir o texto que com a devida vénia recolhi da Câmara Municipal de Silves, apenas actualizando os tempos verbais do relato, que ilustro com imagens da mesma fonte.

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A História de Silves em Banda Desenhada” foi oficialmente apresentada no13-15420938_1484768918219042_5075296237420294002_n passado dia 10 de Dezembro de 2016, pelas 15h00, em cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho, em Silves. Foram intervenientes nesse acto a Presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, o Presidente do Clube Português de Banda Desenhada, Pedro Mota, e o autor do livro, José Garcês, reconhecido ilustrador e pintor.

13-15442385_1484768901552377_3131658607511260055_nNessa publicação, que se apresentou, é contada a História de Silves desde a sua génese até à actualidade, com um enfoque para a época moderna, terminando com a lenda das amendoeiras. Merecem, ainda, destaque neste livro a indústria corticeira – pela sua importância na história de Silves – assim como algumas das figuras notáveis do concelho dos séculos XIX e XX, como Maria Keil, Francisco Vieira, Gregório Mascarenhas, Bernardo Marques, entre outras.13-contracapa

De acordo com a Presidente da CMS, Rosa Palma, a publicação desta obra por parte da autarquia é “um contributo muito importante para o enriquecimento da divulgação da História da cidade de Silves e do seu território”.

A cerimónia terminou com uma visita à exposição alusiva, patente no Museu Municipal de Arqueologia de Silves.

De referir que esta iniciativa integra as políticas da cultura, turismo e educação prosseguidas pelo executivo municipal permanente, liderado por Rosa Palma, visando a promoção e divulgação da História da cidade de Silves, nomeadamente o seu património cultural, enquanto activo directamente associado à divulgação do concelho de Silves, incrementando o interesse cultural e turístico na visitação e consequente desenvolvimento local/regional.

Apresentação da obra

13-15400570_1484769098219024_120792681818461170_nA História de Silves em Banda Desenhada” conta a história de um território com ocupação humana muito antiga e rica de factos e episódios, que remonta à Idade do Ferro, e por onde passaram gregos, fenícios, cartagineses, romanos e muçulmanos. Dá a conhecer importantes figuras da cultura e do desporto locais bem como nos encanta com a célebre “Lenda das Amendoeiras em Flor”.

Sobre José dos Santos Garcês13-15391023_1484768924885708_5967776687198382312_n

É ilustrador e Pintor. Diplomou-se em desenho e artes gráficas (1946) pela Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Nesse ano inicia a carreira de autor de Banda Desenhada (BD) entrando para a equipa do jornal “O Mosquito”. A partir de 1946 colabora em mais de uma dezena de publicações dedicadas a crianças e adolescentes, editadas em Portugal. Desenha para várias editoras escolares, em livros de História, Geografia, Ciências, Português e Matemática, para os diferentes graus de ensino. 13-15492134_1484768844885716_6822775810869382580_nFoi colaborador do jornal “O Século”, onde participou com desenhos para vários concursos e iniciativas. Participa numa monografia das Forças Armadas Portuguesas, com desenhos de uniformes militares, publicado pelo Ministério da Defesa em 1960. Desenha para várias Entidades como a Liga de Proteção da Natureza, CTT, Sociedade Nacional de Fósforos, “Revista de Turismo” e TAP. Durante a década de 80 foi Presidente do Clube Português de Banda Desenhada, participando em colóquios e palestras em Escolas do País e ministrando cursos da sua área para alunos e professores. Recebeu o Prémio do Centro Nacional da Cultura/Ministério da Juventude (1988). Convidado de Honra do Festival de BD de Lucca, Itália (1990), onde apresenta uma exposição sobre a História de Portugal. Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação na área da BD concedida pelo Município da Amadora (1991).13-15350679_1484769254885675_5230839545952562068_n

Foi homenageado em Viseu 2015 pelo Grupo de Intervenção Cultural e Artística de Viseu  (GICAV).

Em Março de 2016, foi homenageado pelo Clube Português de Banda Desenhada (70 anos de carreira) e, em Outubro de 2016, recebeu o Prémio Dra. Maria Raquel Ribeiro pela carreira activa após os 80 anos (Associação Portuguesa de Psicogerentologia).

É autor de Construções de armar em cartolina, de onde se destacam o “Mosteiro da Batalha”, “Mosteiro dos Jerónimos”, “Torre de Belém” e “Catedral da Guarda”.

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Na BD como na ilustração, nos primorosos estudos gráficos como nas construções de armar, na ficção como na memória real, quase sempre a História tem estado presente na obra deste grande desenhador.
Com um abraço de admiração, onde se inclui a sincera gratidão e a forte amizade, aqui manifesta a José Garcês a expectativa pessoal pela próxima novidade devida ao seu inspirado traço o
                                                                         António Martinó de Azevedo Coutinho

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