Matar em nome da Lei

EUA: Pela primeira vez em 17 anos, dois condenados à morte
foram executados no mesmo dia

O estado norte-americano do Arkansas (sul) executou, na noite de segunda-feira, dois condenados à morte, o que sucede pela primeira vez em 17 anos no país, anunciou a procuradora-geral daquele estado.

Jack Jones e Marcel Williams, condenados separadamente na década de 1990 à pena capital por violação e assassínio, receberam uma injecção letal depois de diferentes tribunais terem rejeitado os respectivos recursos, afirmou Leslie Rutledge, em comunicado.

As duas execuções foram separadas por aproximadamente três horas.

A execução de Jones, de 52 anos, e de Williams, de 46, é a primeira que um estado norte-americano realiza no mesmo dia, desde que o Texas o fez em Agosto de 2000.

A primeira execução no estado do Arkansas desde 2005 foi a de Ledell Lee, na quinta-feira.

As autoridades do Arkansas pretendiam inicialmente executar oito presos em 11 dias em Abril, mas quatro conseguiram que a aplicação da pena capital fosse suspensa temporariamente pela justiça.

O estado norte-americano fixou essas oito execuções em 11 dias, argumentando que tinham de ser realizadas antes do abastecimento de um químico letal expirar a 30 de Abril.

Com a dupla execução de segunda-feira, subiu para nove o número de presos executados desde o início do ano nos Estados Unidos.

Desde que o Supremo Tribunal restaurou a pena de morte há quatro décadas foram executados 1.451 condenados, dos quais 30 no Arkansas.

SAPO – 25 de Abril

Este texto, aterrador, foi divulgado no dia 25 de Abril, o dia da nossa Liberdade, em tempos da cessação máxima de liberdade de outros, a do seu próprio direito à vida.

O presidente Trump, em vez de tantas ostensivas ridicularias onde se mete, bem poderia encetar a tarefa, embora ciclópica, de convencer os Estados americanos em que ainda se mata em nome da Lei a abolirem essa medieval farsa justiceira.

Portugal tem neste campo uma indesmentível autoridade moral.

A pena de morte é bárbara e irracional. Como pode um país poderoso, que pretende dar lições ao Mundo e onde a Liberdade é ponto de honra constitucional, manter-se comprometido com tamanha atrocidade?

Neste último episódio, a caricatura é grotesca porque se mata, oficialmente e a sangue frio, ao sabor dos códigos de barras, dos prazos de validade ou dos abastecimentos dos venenos usados…

Incrível, mas autêntico.

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