As rendinhas de Peniche

São uns modestos fascículos quinzenais com 16 páginas e capa destacável para efeitos de encadernação. A editora é uma conceituada grande superfície da época, os Armazéns Grandella & C.ª. Falta acrescentar que o conteúdo é cultural, enciclopédico, com colaboração dos principaes escriptores portuguêses, e illustrações. Já agora, um derradeiro pormenor: a publicação tem mais de um século de existência…

Trata-se de Passatempo, uma curiosa iniciativa editorial daquela importante casa comercial, tendo como finalidade servir numa embalagem cultural e recreativa o seu marketing publicitário.

Do fascículo número 60, ano III, relativo a 25 de Junho de 1903, retirei um curioso artigo sobre as rendeiras de Peniche. Escrito ao estilo da época, não deixa de destacar no final que os armazéns da empresa proprietária dispõem de rendas, cabeções, golas, encadrements para lenços, pontas para gravatas, panos para leques, guarnições para camisas e aplicações para vestidos, tudo em renda finíssima, feita a bilros.

Posto isto, com respeitáveis 114 anos hoje mesmo cumpridos, aqui ficam As Rendinhas de Peniche.

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