As duas Portalegre’s

Portalegre, uma pequena cidade serrana no interior do Estado brasileiro do Rio Grande do Norte, tem menos de 8.000 habitantes. Está implantada num contexto natural de rara beleza.  

A sua ligação toponímica à cidade portuguesa de Portalegre deve-se às semelhanças locais que o seu fundador, o juiz de fora alentejano Miguel Carlos Caldeira de Pina Castelo-Branco, ali encontrou. Este, que vivera na Portalegre do Norte Alentejano, soube baptizar a nova vila fundada nos sertões montanhosos do distante Brasil com um nome que lhe era caro e familiar. Isso aconteceu em 8 de Dezembro de 1761. Não repito agora essa saga, já aqui contada em Meu avô “brasileiro”, nas três crónicas publicadas em Novembro de 2012.

Quando em Portalegre soubemos da existência dessa cidade-irmã, logo nos apressámos em com ela estabelecer laços de contacto e de amizade. Assim aconteceu, dessa iniciativa “civil” desencadeada no seio do jornal Fonte Nova (Aurélio Bentes e Manuel Isaac), o estabelecimento de um protocolo de geminação que perdura, embora sem estar ainda dotado do dinamismo que merece. Tal como sucede entre Portalegre e Vila do Conde, “irmandade” esta inspirado no Régio que partilhamos.

Pela minha parte, em coerência com a especial responsabilidade que me impõe a ligação familiar com o fundador Miguel Carlos, de quem descendo, tenho procurado manter e incentivar, pelos actos e pela escrita, a frequente e salutar convivência com os irmãos portalegrenses do outro lado do mar. Tento actualizar-me no conhecimento da vida comunitária de Portalegre RN, dando aqui regular conta de alguns eventos significativos. Lembrei, há pouco, os ecos possíveis de uma das suas mais populares e assumidas festividade, o São João, um dos padroeiros da cidade.

Antes da próxima partilha de uma das mais interessantes iniciativas locais, feliz concretização de antiga e legítima aspiração, pareceu-me interessante e oportuno lembrar (sobretudo aos conterrâneos que também conhecem Portalegre RN) uma perspectiva global do que é aquela cidade-irmã, precisamente um documentário institucional que faz o ponto da situação local em finais de 2015.

Por este, poderá fazer-se uma ideia aproximada do evidente progresso sofrido pela bela cidade serrana desde Outubro de 2004 ou Setembro de 2005, datas das visitas colectivas de portalegrenses portugueses a Portalegre RN. Pessoalmente, desde a última vez em que ali estive, Dezembro de 2011, posso assinalar um desenvolvimento processado a ritmo invejável, sobretudo para uma comunidade afastada dos centros estatais de decisão.

Como prometido, depressa aqui voltarei.

António Martinó de Azevedo Coutinho

 

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