Uma tragédia marítima

Há precisamente 100 anos, em 26 de Julho de 1917, perdeu-se o caça-minas Roberto Ivens (antigo arrastão Lordelo, requisitado em 1916) durante uma missão de rocega, ou pesquisa por arrasto, na barra do rio Tejo. Embateu contra uma mina e afundou-se a cerca de 12 milhas a Sul de Cascais, desaparecendo rapidamente. Na explosão que causou o seu afundamento morreram 15 elementos da tripulação, incluindo o comandante, o Primeiro-Tenente Raul Cascais. Os 7 sobreviventes foram recolhidos pelo rebocador Bérrio, que nesse dia acompanhava o caça-minas em missão.

O caça-minas Roberto Ivens, juntamente com o patrulha-de-alto-mar Augusto de Castilho, afundado a 14 de Outubro de 1918 entre a Madeira e os Açores pelo submarino alemão U 139, constituem as duas únicas perdas de navios de guerra da Armada Portuguesa durante a Primeira Grande Guerra.

Em ambos os casos os afundamentos exaltaram a opinião pública em Portugal. No primeiro, em serviço, pela traiçoeira explosão de uma mina ao largo de Lisboa, no segundo, pelo combate desigual contra um inimigo superiormente armado.

A Marinha de Guerra nacional perdeu assim dois navios e 23 homens, nos dois episódios que se tornaram os mais célebres do envolvimento português na guerra no mar.

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