Alternações climáticas

ALTERNAÇÕES CLIMÁTICAS

Não é erro tipográfico. É mesmo de alternações climáticas que quero falar, ou escrever, tanto faz. É um desabafo.

Sou mais fã da rádio que da televisão. Oiço ali os relatos, as crónicas, as reportagens, os noticiários e as previsões meteorológicas. A televisão fica mais reservada para os filmes e as séries que me interessam. As excepções são poucas.

Ouvi de véspera a previsão para o dia de ontem, sol e calor em abundância, o costume para a época, condições afinal propícias para a tragédia que nos tem afligido. Tragédia que chegou, inevitavelmente, às minhas bandas quando o fogo beirão e ribatejano galgou o Tejo e atiçou altas labaredas pelos lados de Nisa e Gavião.

Quando ontem cheguei logo cedo à minha varanda sobre a “ilha” renovei a certeza de viver noutro país. Isto por aqui não pertence aos domínios da meteorologia nacional lusa. O Rei das Berlengas (olá, Artur Semedo e Mário Viegas!) continua efectivamente a mandar nestas paragens e a diferença é evidente, porque o calor e também o frio ficam na fronteira com o país vizinho, ali para os lados de Porto de Lobos e Atouguia da Baleia. Viver em Peniche é um privilégio meteorológico.

Quis confirmar esta minha convicção, ou teoria, das alternações climáticas e recorri por isso à minha página meteorológica predilecta, que me fornece hora a hora um retrato de tempo em qualquer cantinho do mundo.

Procurei e comparei três sítios que pessoalmente me interessam: Peniche, Portalegre de cá e Portalegre do Brasil, para lá do sertão nordestino. Aqui está o resultado da consulta, precisamente às 9 horas da manhã de ontem, quando uma chuvinha chata tombava por aqui, conforme a gravura atrás anexada…

Agora vou tentar implementar esta teoria pessoal das alternações climáticas, baseada nas alternativas oferecidas pela “ilha” de Peniche, isto é, pelo Reino das Berlengas. Como se pode facilmente constatar pela amostra junta, oferecemos 10 a 14 graus, a menos, de temperatura ambiente, pormenor nada desprezível nesta época dominada pelas chamadas alterações climáticas. A alternação que proponho é bem mais agradável que a alteração dos outros…

E, já agora, comparando Portalegre de Portugal a Portalegre do Brasil, desafio os mais perspicazes a dizerem qual está nos trópicos, qual a quem um clima mais quentinho.

A propósito de Brasil, por acaso é aqui na “ilha”, hoje mesmo, que se festeja o Carnaval.

De Verão. Vamos a ver se o Inverno não se intromete!

E tanto jeito que este dava mas era para os lados de Nisa…

Conclusão: o que convém  é mesmo o clima alternativo e não o clima alterado.

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