João de Azevedo Coutinho e Peniche – dezasseis

Ponto da situação.

Procurei nada deixar omisso quanto a este projecto, que é uma provocação.

Deixei claro que todo o processo apenas pode ser desencadeado por uma iniciativa da autarquia penichense. O seu presidente não desconhece a pretensão -bem pelo contrário!- e portanto cabe-lhe assumi-la ou não. À maioria, silenciosa, da edilidade compete depois a decisão colectiva.

Ninguém ignora que o projecto tem passos difíceis a cumprir e exige um investimento considerável. No entanto, responsáveis da autarquia não se têm cansado de afirmar a existência de um gabinete cuja função é, precisamente, a de encontrar os aliados, procurar os fundos e preparar as candidaturas. Eis uma magnífica oportunidade para testar a sua eficácia…

A questão fundamental, que não pode nem deve ser iludida, é de provar uma visão arrojada de futuro para a comunidade local contrastando com a banal gestão da vulgaridade quotidiana. Esta é uma diferença, decisiva, entre freguesia e cidade.

Adiar um projecto como este com cómodas e estafadas desculpas de circunstância será perder oportunidades que outros não desdenharão. E hipotecar o futuro.

O mar é, aqui, uma realidade incontornável. Desperdiçar as suas potencialidades, quando estas podem servir como motor de desenvolvimento local, é negar as mais lógicas evidências. A museologia subaquática e o mergulho em profundidade são em tudo compatíveis com o surf superficial.

A família Azevedo Coutinho está, como sempre, profundamente empenhada no culto da memória do seu mais ilustre antepassado. A Armada, na sequência de todas as atitudes até agora assumidas, tem por timbre honrar os seus gloriosos membros com justificada nobreza. A Câmara Municipal de Peniche está pois confrontada com uma proposta cujas premissas são claras, num deve e haver que lhe compete apreciar, decidindo em conformidade. Do que fizer -ou não!- terá de prestar contas a uma comunidade necessariamente atenta e com memória futura..

Na interpretação pessoal dos factos, embalado num optimismo que recuso abandonar, apresentei claramente ao Chefe do Estado-Maior da Armada uma data cujo profundo simbolismo poderia ser adequado para a concretização do acto: 2 de Maio de 2019, quando se cumprirá o preciso meio século sobre a data do lançamento à água, em Kiel, da corveta João Coutinho.

Os meses inactivos -portanto perdidos!- que entretanto já passaram inviabilizam, na prática, esse sonho. Mas não faltam, no futuro próximo, outras válidas efemérides. Em 7 de Dezembro de 2019 passam 75 anos sobre a morte do Almirante João de Azevedo Coutinho e em 7 de Março de 2020 cumprir-se-ão os 50 anos da entrada da corveta com o seu nome ao serviço da Armada Portuguesa.

Teremos ainda, em 6 de Fevereiro de 2020 a “comemoração” de dois anos passados sobre a data oficial do abate da corveta…

Um Condado, uma Corveta e Futuro – uma proposta para Peniche inspirada num Herói nacional: João de Azevedo Coutinho.

Fico, de momento, por aqui. A série terminará no próximo dia 30, com um “capítulo” especial.

António Martinó de Azevedo Coutinho

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