Um novo livro de António Jacinto Pascoal

O António Jacinto Rebelo Pascoal é um colega e amigo de há anos, colaborador deste blog, onde assinou algumas dezenas de textos.

O primeiro destes –Ninguém se entende no ensino do Português– tem a data de 17 de Setembro de 2012, ainda eu vivia em Portalegre.

Aliás, registe-se, o conto que dá nome ao seu recente livro –Os joelhos do meu pai– foi também aqui publicado em 23 de Maio de 2015.

Apesar do tempo e do espaço que nos separam, mantenho a mesma admiração de sempre pelo Jacinto Pascoal, apenas lamentando o empobrecimento que a sua ausência tem provocado no blog. Paciência, tenho -temos!- de esperar pela sua disponibilidade…

Hoje, partilhando natural alegria pelas suas recentes obras, nomeadamente por esta que agora se divulga, relembro o que aqui escrevi antecedendo a sua inicial colaboração no Largo dos Correios.

 

Conheci o António Jacinto Rebelo Pascoal em 2009, a quando das comemorações relacionadas com os 80 anos da chegada de José Régio a Portalegre. Nas reuniões de trabalho acontecidas na ESEP, ele co-representava a sua escola, precisamente a José Régio, ali ao Ribeiro do Baco.

Depois, na realização prática da programação organizada, a sua escola revelou o magnífico trabalho da equipa onde ele se integrara. O conhecimento então iniciado prolongou-se no aprofundamento pessoal que ganhei das múltiplas capacidades de um docente profundamente implicado com a sua profissão e de um homem de cultura comprometido com intensas vivências, que já vinham de longe.

Natural de Coimbra, onde nasceu em 1967, mestre em Literaturas e Culturas Africanas e da Diáspora, é autor de vasta obra publicada (e premiada) nos domínios da poesia, ficção e ensaio. Representado em diversas antologias, nacionais e estrangeiras, foi galardoado com diversos prémios como o da Associação Académica de Coimbra e o Guerra Junqueiro (este de âmbito nacional e por duas vezes).

Além de tradutor, organizou e anotou antologias colectivas. É autor de uma obra poética já significativa, onde avultam Os Dias Reunidos (1998), A Contratempo (2000), Terceiro Livro (2003), As Palavras da Tribo (2005), Cello Concerto (2006), Pátria ou Amor (2011)…

Os seus ensaios visam autores e obras da lusofonia, mas deve também aí destacar-se a temática regiana, em Régio e os lugares da autognose – ilha e labirinto, Em Torno da Expressão Poética de José Régio, trabalho publicado na Revista da Associação de Professores de Português, n.º 39-40, Lisboa, 2011.

Tenho acompanhado de perto uma recente faceta interventiva de António Jacinto Pascoal, como regular colunista no jornal Público, sobre temática educacional, onde as preocupações socioculturais do autor bem como a sua qualidade literária estão sempre presentes. Ao desafiá-lo para me permitir transcrever tais crónicas no Largo dos Correios, tive como resposta uma imediata e fraterna abertura que me sensibilizou.

Portanto, com a regularidade que ao autor apetecer, este blog ficará enriquecido com uma participação de qualidade, onde os leitores ganharão novos motivos de interesse cultural.

Aqui fica o primeiro texto.

(António Martinó de Azevedo Coutinho – 17 Setembro 2012)

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