Portalegre de corpo e alma

O Município de Portalegre lançou oficialmente na terça-feira, dia 11, nas redes sociais, o filme promocional “Portalegre, o melhor de dois mundos”, que estava previsto ser apresentado na BTL que, como é já sabido, foi adiada.

O filme foi apresentado ao público há cerca de um ano, durante a sessão solene das comemorações do Feriado Municipal, que se celebra a 23 de Maio, tendo entretanto sofrido algumas alterações e sendo agora tornado público.

Este projecto está inserido numa aposta do Município em promover o território ao nível turístico.

Assim se referiu o jornal Alto Alentejo, na sua excelente página digital, ao lançamento público e oficial do novo vídeo promocional de Portalegre.

Vi-o e ouvi-o com emoção. Para quem está longe é sempre agradável rever imagens e recordar tempos das origens, nunca renegadas. Bem andou o Município ao assumir esta iniciativa, concretizada como aposta turística promocional. Sinceramente, até acho que funciona. Desconto-lhe a obsessiva e perfeitamente dispensável intervenção do “carocha” amarelo, que até se desloca num sentido proibido, tal como a errada pronúncia do nome do pioneiro das tapeçarias, Guy e não Guis…

É tão agradável o corpo da minha terra (o que pode atrair os visitantes) como desgraçada é a sua alma (o que penaliza os portalegrenses).

É claro que aos turistas nada interessa saber que o castelo foi inutilmente vandalizado ou que as imponentes chaminés da antiga fábrica da rolha escondem um enorme escândalo, ostensivamente ofensivo para com a digna memória dos Robinson e indignamente prejudicial para com as expectativas de futuro de toda a comunidade.

Quem vê caras não vê corações. Para além das imagens e da montagem, quase perfeitas, deste novo e louvável instrumento promocional (repito-o sem contradição!), fica uma realidade bem diferente.

Na locução do vídeo, há um momento em que se relembra a antiga grandeza do burgo. Portalegre, com efeito, foi altiva e grande e não modesta, quase insignificante, como hoje…

Por que não criar união, onde há divergência, e empenhar esforços sérios, onde tudo costuma ficar pelas vãs promessas, para que aquelas imagens possam adequar-se à Portalegre a que todos temos direito?

Por que não?

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