Vamos quebrar a cabeça ! – vinte e nove

Solução das questões 019 e 020

019 – Se retirarmos ao total o que pertence apenas ao whisky, ou seja 19 escudos, sobram 50 centavos. Esta importância pertence, por igual, tanto à água mineral como ao whisky.

Portanto este custa 19 escudos e 25 centavos enquanto a água mineral custa 25 centavos.

020 – Com as 7 pontas de que dispõe, o mendigo faz 2 cigarros e ainda lhe sobra 1 ponta. Depois de fumar os 2 cigarros, sobram-lhe outras 2 pontas.

Com estas 2 pontas e a outra que lhe tinha sobrado inicialmente faz mais 1 cigarro. Portanto o mendigo pode fumar 3 cigarros.

E ainda guarda a ponta do último…

Dia Mundial da Energia

Portugal tem energia mais barata e electricidade mais cara da Europa
Todos os meses, 55% do que os consumidores pagam na conta da luz não diz respeito aos preços da energia mas sim à componente de taxas e impostos

Ano após ano – e 2018 não foi excepção – Portugal é o campeão da electricidade mais cara na Europa, à frente da Alemanha, Espanha e Bélgica, em termos de poder de compra das famílias, diz o último boletim do Eurostat. Mas apesar do gabinete de estatísticas de Bruxelas fazer as contas à factura da luz ajustando os preços a uma fórmula que elimina as diferenças entre os países (purchasing power standards), por cá a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), faz questão de sublinhar que Portugal é também o campeão na hora de pagar mais taxas, impostos e custos políticos na factura da electricidade.

Todos os meses, mais de metade (55%) do que os consumidores pagam na conta da luz não diz respeito aos preços da energia mas sim à componente de taxas e impostos que, de acordo com o Regulamento Europeu, integra também a fatia de leão dos Custos de Interesse Económico Geral. “Os CIEG representam cerca de 36% do preço total pago pelos consumidores. Para os restantes países da União Europeia não é possível identificar esta componente de forma desagregada das taxas e impostos, uma vez que o Eurostat não publica essa informação”, explica a ERSE.

“A electricidade em Portugal não é a mais cara da Europa, mas o Eurostat faz as contas assim e não apresenta a desagregação de preços entre energia e impostos, redes e taxas, apesar de terem esses dados na sua base de dados. Todos os países reportam a carga fiscal, mas não os custos políticos. Portugal é dos países onde a componente de impostos e taxas é mais elevada. Se tirarmos isso, o país está mesmo entre aqueles com os preços de energia mais reduzidos.

A ERSE quer dar esta informação aos consumidores”, sublinhou Isabel Apolinário, directora de Taxas e Preços da ERSE, em declarações ao Dinheiro Vivo. O regulador português concorda que os preços da electricidade praticados em Portugal são de facto superiores aos preços médios dos 19 países da Zona Euro e dos 28 países da União Europeia (UE28), “mas inferiores aos preços de Espanha”, contrariando o Eurostat.

“É ainda possível constatar-se que é nos países do Leste da Europa que se verificam os preços mais baixos”, refere a análise da ERSE. Fazendo uma decomposição dos preços de electricidade e comparando as componentes de energia e redes nos consumidores domésticos, “observa-se que os preços em Portugal são inferiores aos de Espanha e aos da média da Zona Euro e da União Europeia.

Portugal está entre os países em que a componente de energia e redes é menor (apenas 45%)”, conclui o regulador português. Os CIEG pesam 36% e os impostos 19%. Na Dinamarca a energia pesa 36% na factura e os impostos 64% e na Alemanha os consumidores dividem os custos entre 46% para energia e redes e 54% para impostos. O Eurostat mostrou ainda que no segundo semestre de 2018 os preços da electricidade aumentaram 2,8% em Portugal.

Os últimos números de Bruxelas revelam ainda que as famílias portuguesas são as mais pressionadas da União Europeia pela factura da luz. Comparando directamente os preços médios de cada país, Portugal surge na sexta posição entre os países da União Europeia e da zona euro com a luz mais cara, estando acima da média em ambos os casos. Os alemães são os europeus que pagam a factura mais elevada, seguidos por dinamarqueses, belgas, espanhóis e irlandeses.

29 Maio 2019