a cigarra e a formiga

Naturalmente, o primeiro sentimento é o da solidariedade para com todos os que trabalham na imprensa em geral, da desportiva aqui em especial.

Porém, também ocorre perguntar como se comportaram em tempos de normalidade social, quando não souberam amealhar a credibilidade bastante para que hoje mantivessem, na medida do possível, a fidelidade dos seus leitores. Mesmo em tempos de paragem das competições…

A imprensa desportiva, muito particularmente, esteve sempre mais preocupada em vender papel a todo o custo, criando e alimentando casos e escândalos, muitas vezes inventados. Os jornais desportivos e os abomináveis programas televisivos da especialidade são culpados de boa parte da descredibilização do desporto.

Espero que a lição fique para o futuro. 

Os Homens conhecem-se nas provações! – segunda parte

Os Homens conhecem-se nas provações! – segunda parte

Está em curso uma campanha -mais uma!- nitidamente estabelecida com o objectivo de denegrir a imagem de Frederico Varandas.

Numa nota de 23 de Março, a agência noticiosa MadreMedia/Lusa dá conta de que Frederico Varandas foi notificado a regressar ao Exército.

Detalha a seguir que o médico presidente do Sporting foi um dos militares na reserva notificado para voltar ao serviço devido à pandemia de Covid-19, confirmou hoje à Lusa o Ministério da Defesa. Depois comenta: “Esta informação não coincide com o que o presidente leonino afirmou, através do Instagram, na quinta-feira, onde escreveu estar disponível para voltar a “servir” Portugal enquanto vigorar o estado de emergência”.

Recapitulemos os factos: Em 19 de Março, portanto antes, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) fez um apelo a voluntários – inclusive militares na reserva e na reforma, e ex-militares – para auxiliarem as Forças Armadas no reforço do Serviço Nacional de Saúde.

Logo nesse dia, o presidente do Sporting, Frederico Varandas, disse que acedeu ao apelo do EMGFA e mostrou-se disponível para voltar a servir Portugal enquanto vigorar o estado de emergência, devido à pandemia de Covid-19.

Já servi o país, hoje vou voltar a fazê-lo enquanto o estado de emergência durar…e voltarei sempre que Portugal precisar. Vamos… vamos com tudo!”, escreveu o líder leonino, numa mensagem divulgada na rede social Instagram, acompanhada por uma fotografia do próprio com o filho ao colo.

Eis o original:

O jornal “A Bola”, confirmando o seu reconhecido facciosismo, dedicou a capa de hoje ao “escândalo” forjado. Para vender papel, nesta época de crise, vale tudo. Obviamente nem o li…

Acrescentemos agora mais alguns “pormenores” oportunos, de absoluta responsabilidade pessoal.

Oriundo de uma família de sportinguistas e sócio do clube desde criança, Frederico Varandas licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa em 2005, tendo posteriormente obtido a especialização em Medicina Física e de Reabilitação e em Medicina Desportiva.

Foi também graduado em Medicina Militar e chegou a Capitão do Exército Português, tendo feito parte, ainda Tenente, da 1.ª Companhia de Comandos Portugueses que constituiu a “Quick Reaction Force” da Força Internacional de Assistência para Segurança da NATO, no Afeganistão, uma missão em que foi louvado e condecorado com a Medalha Comemorativa da Campanha Afeganistão 2008 e com a Medalha de D. Afonso Henriques – Mérito do Exército e com a Medalha da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a 5 de Maio de 2010.

Nas vésperas da partida para a sua missão no Afeganistão, ele contou aos pais que ia estar fixo num hospital em Cabul, na retaguarda, e que não iria para a frente de combate. Mas sabia bem aquilo que o esperava: fazer patrulhas diárias, entre afegãos e talibãs. Chegou a sofrer uma emboscada que provocou vários feridos.

Ele próprio conta um episódio curioso ali acontecido no preciso dia em que o Sporting venceu uma Taça de Portugal, frente ao Porto, no Jamor, em 18 de Maio de 2008:

É assim Frederico Varandas, que deu as provas que deu e que não afirmou na sua comunicação ser voluntário na presente missão a que foi chamado, ou convidado, tanto faz.

Era o que faltava se qualquer de nós minimizasse os riscos corridos ou duvidasse da coragem assumida por tantos e tantos dos amigos com quem contamos e que combateram em África numa dura e arriscada guerra em que também não foram voluntários!

Exige-se algum pudor e alguma coerência. Critique-se Frederico Varandas naquilo em que ele mereça reparo. Já aqui o tenho criticado.

Nisto é que não!

Os Homens conhecem-se nas provações!

Já servi o País, hoje vou voltar a fazê-lo“: Frederico Varandas volta ao Exército como médico durante Estado de Emergência
Presidente do Sporting colabora na luta contra o coronavírus.

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, acedeu ontem ao apelo do Estado-Maior-General das Forças Armadas e mostrou-se disponível para voltar a “servir” Portugal enquanto vigorar o estado de emergência, devido à pandemia de Covid-19.

Já servi o País, hoje vou voltar a fazê-lo enquanto o estado de emergência durar…e voltarei sempre que Portugal precisar. Vamos…vamos com tudo!”, escreveu o líder ‘leonino’, numa mensagem divulgada na rede social Instagram, acompanhada por uma fotografia do próprio com o filho ao colo.

Frederico Varandas, que é médico de profissão e capitão do Exército, acedeu, assim, ao apelo efectuado hoje pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), que está a aceitar voluntários – inclusive militares na reserva e na reforma, e ex-militares – para auxiliarem as Forças Armadas no reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Assim, os médicos, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, técnicos auxiliares de acção médica, entre outros profissionais de saúde, que estejam disponíveis para participar nesta iniciativa, poderão manifestar essa intenção junto do EMGFA, sendo oportunamente contactados“, pode ler-se no comunicado do EMGFA.

Correio da Manhã 19 de Março de 2020