A Banda Desenhada vista por Carlos Gonçalves – 27

KEN PARKER, O VERDADEIRO OESTE – I

Ken Parker é, sem dúvida, uma das melhores séries do Oeste a que  tivemos acesso, no campo da Banda Desenhada. Não a consideramos a melhor, pois temos que admitir que existem outras de igual qualidade, embora abordando o tema de forma diferente. Esta possui a particularidade de retratar o verdadeiro Oeste e as suas personagens são figuras do quotidiano, vivendo os seus dramas, como qualquer simples mortal.

Tal deve-se a uma Escola, donde têm saído grandes guionistas como igualmente grandes desenhadores: Albertarelli, Buzzelli, Alexandrini, Gallep, Bataglia, Manara. Caprioli, Pratt, etc., etc.. E poderíamos ficar por aqui a escrever mais uma dezena de nomes da Escola Italiana, embora nem todos eles com o mesmo estilo. Serão talvez os que desenham o “Tex”, aqueles que mantém uma certa aptidão para recriarem o velho Oeste, mas de uma forma mais clássica, como Disi, Cossli, Ortiz, Piccinelli, Mastantuono, Leomacs, Dotti, Rotundo e mais outra dezena de autores, todos eles ligados à fórmula Bonelli.

No entanto, onde na verdade os italianos podem ser considerados mestres, é nos guiões. E quando a simbiose é perfeita, entre o autor e o desenhador, o resultado é excepcional, como se verifica na série de “Ken Parker”.

E lembramos que nem todos os episódios são desenhados pelo mesmo artista e o próprio argumentista Giancarlo Berardi foi ajudado por mais dois escritores, T. Sclavi e Mantero nos textos. Quanto a Ivo Millazzo é o principal desenhador, mas existem outros que também se ocuparam do trabalho de criar as pranchas, G. Alessandrini, B. Marraffa, Giorgio Trevisan, Carlo Ambrosini, S. Tarquínio, Renato Polese, G. Dianti, etc..

                                                     O NASCIMENTO DE KEN PARKER

Ken Parker” nasce em 1974, quando sai o primeiro título da série, com o nome de “Largo Fucile” (Rifle Comprido), destinado a uma única edição. O êxito só viria mais tarde, quando a personagem surge nas bancas italianas em Junho de 1977, já com publicação própria. Até 1984 foram publicados 59 episódios, que chegaram a ser editados na ordem dos 70.000 exemplares por número, além de algumas aventuras esporádicas e edições especiais a cores.

O autor de “Ken Parker” era o genovês Giancarlo Berardi, escritor realista e estudioso do mito do Oeste. Ao longo das histórias desta personagem, Berardi vai introduzindo nas suas aventuras quase todos os mitos do Velho Oeste norte-americano mas sob uma perspectiva diferente de outros autores. Ele salienta a personalidade das suas personagens e os seus comportamentos perante a adversidade. Retrata o verdadeiro ser humano, sem auréolas de “herói” ou de tradições. Os seus argumentos são também influenciados por John Ford, Faulkner, Fitzgerald e outros realizadores de Cinema e escritores.

Em 1989 Berardi e Milazzo criaram uma editora própria, a Parker Editore e iniciaram-se nas lides da edição, republicando os 59 episódios originais desta saga, numa colecção com o nome de “Serie Oro”. No final acrescentaram mais três edições com histórias que foram publicadas na colecção “Collana West”, totalizando 62 álbuns. Em 1992 chega às bancas italianas o “Ken Parker Magazine” com histórias inéditas e de maior formato. Além de “Ken Parker” a revista apresentava nas suas páginas, artigos e novas aventuras de “Marvin il Detective” e a última aventura inédita da série “Giuli Bai & Co.”. Após a publicação do nº. 19 da colecção (edição dupla) em 1994, a revista seria retomada pelo Sergio Bonelli Editores, que a publicaria até ao seu número 36 (1996). Mais tarde ainda editaria mais quatro edições semestrais de “Ken Parker Speciale”, entre 1996 e 1998), com 180 páginas cada um.

“Ken Parker” não seria a única personagem criada por Berardi. “Marvin il Detective” é da sua autoria também. Em qualquer das séries em que se ocupa, este argumentista dedica-lhe um estudo minucioso, não só das personagens como das épocas em que se inserem e sobre as quais escreve. Ivo Milazzofoi um dos primeiros desenhadores a ocupar-se da série e é amigo inseparável de Berardi. Desde 1971 que passaram a trabalhar juntos em outros projectos, principalmente em histórias de terror.Com o sucesso da série houve necessidade de contratar outros desenhadores de quem já falámos. Mas quer neste caso quer no campo dos argumentistas, os dois autores principais sempre supervisionaram os respectivos trabalhos dos outros artistas.

Em 1981 a série desapareceu de vez, embora os leitores continuassem a insistir no seu reaparecimento. Em paralelo, os dois artistas, resolveram criar outra série, um pouco parecida com a de “Ken Parker”, mas com outras personagens, como no caso de “Welcome to Springville”.

Mas “Ken Parker” ficaria como um dos marcos no campo da Banda Desenhada italiana, porque ainda hoje continua a ser republicado.

                                                Carlos Gonçalves/Colaboração de Edgard Guimarães

A Banda Desenhada vista por Carlos Gonçalves – 26

                                                                                                                   O PEQUENO XERIFE XUXÁ – III

                                     SEGUNDA SÉRIE DE AVENTURAS

Nesta segunda fase das aventuras das nossas personagens, os dois rapazes alistam-se na Polícia Montada (já são um bocadinho mais velhos). Fiametta, nesta nova série, só aparece muito esporadicamente nos episódios dos dois jovens. Só a partir do fascículo 17, os leitores encontrarão esta protagonista, mas por pouco tempo. As aventuras repetem-se, mas desta vez sem guerra. O cenário também será outro. Curiosamente, uma das últimas aventuras não terá fim, já que se verificará uma interrupção e deixaremos de ter acesso a ela, a partir da altura em que os dois rapazes se encontram sozinhos na neve perdidos… a revista deixará de circular em Portugal. No entanto, no Brasil ela continuará a circular e as nossas personagens são salvas e acabarão em África, onde depois de mais perigos, o antigo Capitão Wickers, agora civil, é morto por selvagens. Depois é só selva, mais aventuras, mais emoção… e voltam à Itália. Termina aqui mais esta fase.

Capas dos nºs 1 (11/8/1953), 6, 16, 109, 135 e 182 (29/1/1957) da 2ª série de Xuxá.

                               A TERCEIRA SÉRIE DE AVENTURAS

A terceira série de aventuras de Xuxá apresenta-se num novo formato… em vez de uma tira, terá duas paralelas, duplicando-se as suas dimensões e deixando de ter a graça de uma pequenina tira. Também as aventuras já não são exclusivas da nossa personagem, pois terá mais duas histórias, A Patrulha do Céu e Coração Intrépido. No que respeita a Xuxá, ele parte para Londres juntamente com Pantera e Fiametta, como jornalistas. Depois serão viagens atrás de viagens nas suas reportagens. De novo em Itália, depois na América do Sul, Marrocos, Cabo Verde, de novo em Londres e na Escócia.

Fiametta, que tinha anteriormente ficado em Londres, parte outra vez em grupo e a sequência continuará pelo Egipto, Londres, África de novo e ficam interrompidas. Isto porque a revista deixou de circular. Sabe-se que a série originalmente terminaria em 11/9/1958 com o casamento de Xuxá com Tininha.

Quanto às outras duas séries, A Patrulha do Céu tem desenhos de Tacconi também. A série Coração Intrépido, é de António Toldo. Durante 15 números, a contracapa desta terceira série era dedicada A Patrulha do Céu e será nesse número que ambas terminarão. A partir do nº 16, além de Xuxá, que continuará a viver as suas aventuras, surge Nat del Santa Cruz (Nat dos Sete Mares) com desenhos de Franco Paludetti e de Gianluigi Coppola mais tarde. As contracapas serão igualmente apresentadas com cenas de Nat del Santa Cruz até ao fim.

Capas e contracapas dos nºs 1 (5/2/1957) e 17 da 3ª série (Série Intrépidos) de Xuxá.

                      ALGUNS ASPECTOS DA EDIÇÃO BRASILEIRA

O primeiro número de Xuxá na edição brasileira surgiu em Setembro de 1950, quase dois anos depois do aparecimento da série original em Itália. Tinha 8 por 17 centímetros e custava um Cruzeiro (1$50 em Portugal). Era uma revista muito cara para a época, não só pelo número de páginas, como pelo seu pequeno formato e ser também impressa em preto e branco. Outras revistas portuguesas da época custavam 1$80 por exemplo com 20 páginas (metade a preto e branco e outra metade a cores, em formato A4), como seria o caso da Cavaleiro Andante, mais a Flecha, Titã ($70 e 2$00). O último número da série seria o 144 (4/8/1953). A nova série, também com o número 1, data de 11/8/1953 e o último, o nº 182, data de 29/1/1957. Finalmente a terceira série apareceu com o nº 1 em 5/2/1957 e terminou no número 52, em 28/1/1958.

N.E.: A 4ª série da revista O Pequeno Sheriff, chamada Série Rubi, que iniciou no nº 53, em 6/2/1958, e terminou no nº 84, em 11/9/1958, dividia o espaço com outras séries. Do nº 53 ao 59, trouxe histórias de Xuxá, cujo título aparecia na metade inferior das capas.

Capas dos nºs 53 e 54 da 4ª série de O Pequeno Sheriff e cartaz do filme de Vittorio de Sica.

                                             O SUCESSO DA SÉRIE

O sucesso de Xuxá não se deveu essencialmente à personagem. O editor lembrou-se de criar aquele formato em tira e esse seria o verdadeiro sucesso, já que sete meses antes o editor Tristano Torelli lançara O Pequeno Xerife e quatro meses antes, as aventuras de Tex do Bonelli. E todas as séries, como sabemos, alcançaram o êxito merecido. Para a sua aceitação junto ao público, contaria também o nome da personagem recolhido de um filme de Vittorio de Sica, datado de 1946, intitulado precisamente como Sciusciá. Conhecemos já que a adulteração da palavra inglesa shoe-shine pela pronúncia italiana levaria ao nome da personagem. Um sucesso rápido ajudaria a um aumento da tiragem das revistas e os pequenos heróis encontravam-se na moda, daí aparecerem mais alguns, Nat, Tim, etc.

                                                                                                   CARLOS GONÇALVES

A Banda Desenhada vista por Carlos Gonçalves – 25

                                                                                O PEQUENO XERIFE XUXÁ – II

                                                  AS SÉRIES NO BRASIL

1ª Série – 12/1/1950 a 30/4/1953 – 173 números idênticos aos publicados em Itália, seguindo rigorosamente essa edição.

2ª Série – 7/5/1953 a 24/1/1957 – 195 números publicados, quase todos com 32 páginas, excepto os últimos que têm uma página a mais. Também tem mais 69 números que em Itália. Deduzimos que foram sempre usadas tiras no Brasil, apesar de originalmente a revista ter maior formato.

3ª e 4ª Séries – 31/1/1957 a 11/9/1958 – são de maior formato e já misturam personagens. A 3ª Série tem a numeração do 1 ao 52 e a 4ª Série, do 53 ao 84. As séries secundárias são Mike Mount Nel 2000 (Aventuras Prodigiosas no Ano 2000) de Cubbino, Nat dos Sete Mares de Ferdinando Tacconi, etc.

Nota: Não conhecemos muito bem as duas últimas séries.

Capas dos nºs 18, 20, 114, 115, 118, 133, 134 e 135 da 1ª série de O Pequeno Sheriff.

Capas dos nºs 138, 140 e 141 da 1ª série e nºs 1, 2 e 3 da 2ª série de O Pequeno Sheriff.

Capas dos nºs 45 e 46 da 3ª série (Série Ouro) e nº 79 da 4ª série (Série Rubi) de O Pequeno Sheriff.

                XUXÁ, UMA PERSONAGEM FASCINANTE NO MUNDO
                                DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Não confundir este herói com a célebre Xuxa, artista e apresentadora de programas de televisão no Brasil. Digo isto porque já uma vez assim aconteceu num outro artigo anterior. Mas cada um tem o merecido reconhecimento e sucesso nos seus públicos… os que lêem Histórias em Quadrinhos e os que vêem televisão mais assiduamente.

Quanto a nós, só nos interessam as longas horas em que nos divertiu com as suas peripécias, muitas vezes mirabolantes, mas que vividas numa época tão conturbada, em que as mesmas se desenrolaram, merecem da nossa parte algum crédito. De qualquer dos modos na linguagem figurativa tudo é permitido e como o José Ruy em tempos intitulou um trabalho seu, “Levem-me Nesse Sonho”.

Xuxá é na verdade uma personagem cheia de carisma e a sua aceitação pelos leitores onde as suas aventuras seriam publicadas (quer em Itália, seu país de origem, Espanha, França, Brasil e em Portugal, pela sua circulação das edições brasileiras), deveu-se como sempre à gama de argumentistas e desenhadores que a Itália passou a ter no período da Guerra e até hoje. Tem sido uma escola frutuosa e nela têm sido criados personagens fascinantes, onde Xuxá está incluído.

                                                     A HISTÓRIA DE XUXÁ

Uma aldeia italiana, situada na orla do mar Tirreno, encontrava-se ocupada pelos aliados. Estes estudavam o melhor modo de marchar contra Roma, ainda com forças nazis e italianas fiéis ao governo de Mussolini. Os aliados foram recebidos com simpatia e curiosidade pelos aldeões e refugiados de vários locais da Itália, por onde a Guerra ia destruindo tudo. Entre estes últimos encontravam-se Nico, mais conhecido por Sciusciá, nome por que eram baptizados todos os garotos órfãos italianos, que carregavam a sua caixa de engraxador e que tentavam viver do seu expediente, inteligência e também coragem. Sem ajuda de ninguém e sem apoio moral, procuravam a melhor maneira de conseguir comida para si e às vezes para os seus irmãos mais jovens, que o não podiam fazer pelos seus próprios meios. Assim se iniciava uma das aventuras de um herói italiano, que se identificava com qualquer jovem leitor independentemente da sua nacionalidade. Temos verificado que muitos leitores jovens, ao lerem as aventuras de uma personagem também jovem, identificam-se com ela e passam a ter uma certa empatia com a figura… lembramos Tintin, Peanuts, Mafalda, etc.

Capas dos nºs 1 (22/1/1949), 27, 36 e 87 da 1ª série de Sciusciá.

A edição de Sciusciá no Brasil teria como consequência a sua distribuição no nosso país e o conhecimento, por parte dos leitores portugueses da época, das aventuras de Xuxá, onde nós nos incluímos. Sciusciá (Xuxá) viria a ser criado pelo editor italiano Tristano Torrelli e pela escritora Gianna Anguissola, em 22 de janeiro de 1949, quatro meses depois do aparecimento de Tex. Os dois argumentistas escreveram as aventuras de Xuxá, enquanto os desenhadores foram Franco Paludetti, Lina Buffolente e Ferdinando Tacconi. No entanto seria este último que se ocuparia dos primeiros fascículos desta série, antes de desenhar Nat del Santa Cruz. Um dos grandes atractivos desta coleção, como aconteceria com a de O Pequeno Xerife, seriam as suas cores e as belas capas, sempre a apresentar um novo episódio cheio de emoção e aventura. O perigo que a personagem principal corria era constante e deixava-nos presos aquele pequeno folheto com 8 centímetros de altura e 17 de comprimento. Esta seria também uma inovação, pois em Portugal nunca tinha aparecido uma revista deste tamanho. Mais tarde a série terá também argumentos de Renzo Barbieri e desenhos de Gianluigi Coppola. A personagem foi criada baseando-se num filme de Vittorio de Sica.

                                          AS PRIMEIRAS AVENTURAS DE XUXÁ

Na primeira aventura de Xuxá vamos encontrá-lo como engraxador, profissão que não exercerá por muito tempo, já que num contacto com o Capitão Wickers das forças aliadas, acabará por ser contratado como correio. Face a essa situação é rapidamente encarregue de levar uma mensagem cifrada urgente, destinada às tropas aliadas, situadas em Nápoles e dali para Roma, ainda ocupada pelos nazis (mas onde se encontravam italianos simpatizantes dos aliados). A partir da oitava tira surgirá uma nova figura, desta vez feminina. Trata-se de Fiametta (Tininha no Brasil), que acabará por acompanhar o nosso herói na suas peripécias. Intrépido e corajoso, Xuxá irá ocupar-se da missão (por dinheiro, claro está) de uma forma extraordinária. Logo a partir do segundo fascículo, passará a ter contactos com os alemães que o perseguirão mais tarde, desconfiando das suas actividades. Nazis e espiões a trabalhar para as forças alemãs dificultarão de todas as maneiras possíveis a vida às nossas duas personagens, semana após semana. Mas estes, pouco a pouco e com a ajuda de outras figuras anónimas mas altruístas, conseguirão vencer todos os perigos. Temos de início o Feiticeiro, que fará explodir um barril de pólvora, juntamente com tropas nazis, que perecerão juntamente com ele.

Capas dos nºs 1 (set/1950), 2, 15 e 17 da 1ª série de Xuxá.

Depois, Hércules, Renzo e muitos outros (homens e mulheres sem nome), que os ajudarão a vencer todos os perigos, arriscando ao mesmo tempo as suas próprias vidas na altura. A partir do décimo capítulo surgirá pela primeira vez o Pantera, que acompanhará e viverá também a partir daqui todas as aventuras de Xuxá, que irão ter lugar em cenários de todos os géneros, em comboios e barcos, com bombardeamentos à mistura e tempestades no mar. A emoção nunca faltará de semana para semana, identificando-se muitas vezes os leitores e leitoras com as três personagens, ao viverem esses episódios. Várias vezes prisioneiros, chegando mesmo quase a serem fuzilados, Xuxá, Pantera e Fiametta vão vencendo, pouco a pouco, os seus inimigos. Tortura, fogo, naufrágio, praga de ratos, internamento numa casa de loucos, tudo é pouco para dar emoção às histórias de Xuxá.

Capas dos nºs 22, 27, 33, 79, 91 e 144 (4/8/1953) da 1ª série de Xuxá.

A primeira aventura termina no fascículo 39, mas logo a seguir os episódios continuam, desta vez à volta de um roubo de jóias. São então capturados pelos alemães e colocados num campo de concentração. Entretanto, Fiametta separa-se do grupo e irá viver as suas aventuras sozinha, o que a levará até a Argélia. Mas as viagens deles não acabarão, pois de novo juntos por força do destino, vamos encontrá-los em Gibraltar e Nápoles mais tarde. Desta vez um circo, um castelo, um vulcão, uma tourada (estavam em Valência), alguns assassinatos e Xuxá em perigo de vida, são novas aventuras em que participam. A imaginação dos argumentistas não tinha limite e os episódios ligavam-se uns aos outros, parecendo tudo muito fácil. Uma viagem à Malásia, México e outra aos Estados Unidos da América (S. Francisco e ao seu bairro chinês) e terminando em corridas de cavalos, são mais outras peripécias. Na maior parte destas últimas aventuras, encontrava-se ao grupo a figura do Capitão Wickers, que os tinha contratado. Este é o responsável pelas missões de Xuxá, acabando essa primeira série numa final deslocação ao Canadá (com a respectiva Polícia Montada).

                                                                                                   CARLOS GONÇALVES