Tintin milionário

Desenho da capa do primeiro livro de Tintin vendido por um milhão de euros

O desenho original da capa do primeiro livro de aventuras de Tintin, assinado por Hergé e publicado em 1930, foi há dias vendido num leilão em Dallas, nos Estados Unidos, por cerca de um milhão de euros.

O anúncio foi feito pela leiloeira Heritage Auctions, que indicou à Agência France Presse (AFP) a venda, por 1.125.000 dólares (988 mil euros), do desenho de Hergé, pseudónimo do cartoonista belga Georges Remi, criador do personagem que correu o mundo.

Publicado a 13 de Fevereiro de 1930, o desenho mostra o repórter Tintin a percorrer o país dos sovietes, sentado no tronco de uma árvore, tentando moldá-la, de forma a usá-la como hélice do seu avião, enquanto é observado por Milou, o seu fiel cão.

A mesma fonte indicou à AFP que a ilustração, a lápis e a guache, “é a mais antiga, e das poucas raras capas nas mãos de um privado“, mas as identidades do vendedor e do comprador não foram reveladas.

Desde Janeiro de 1929, Hergé publicou as aventuras de “Tintin no País dos Sovietes” todas as semanas no “Le Petit Vingtième“, suplemento para crianças do jornal belga “Le Vingtième Siècle“.

Face ao sucesso daquela banda desenhada, Tintin passaria de 8 a 16 páginas do suplemento, e o álbum destas aventuras, o primeiro da história da personagem, seria publicado meses depois, em Setembro de 1930.

A maior parte das capas de álbuns antigos de Tintin estão no Museu Hergé, em Louvain-la-Neuve, na Bélgica.

09 Junho 2019
MadreMedia/Lusa

Tintin faz hoje 90 anos

Tintin no País dos Sovietes (Tintin au pays des Soviets, no original em francês) foi a primeira história/aventura da série de banda desenhada franco-belga As Aventuras de Tintin, criada pelo desenhador belga Hergé.

Publicada pelo conservador diário belga Le Vingtième Siècle, no seu suplemento infantil Le Petit Vingtième, a história foi editada semanalmente entre Janeiro de 1929 e Maio de 1930, sendo republicada no formato álbum pelas Éditions du Petit Vingtième em 1930.

A aventura conta a saga do jovem jornalista belga Tintin e do seu cão Milou, os quais são enviados à União Soviética para fazer uma reportagem sobre as políticas do governo bolchevista de Josef Stalin.

Apoiado por oportunas acções publicitárias, Tintin no País dos Sovietes foi um êxito comercial.

Apesar do sucesso, a insatisfação de Hergé quanto aos detalhes negativos e falsos da obra levou-o a retirá-la de circulação ainda na década de 1930.

Nos anos 1950, o autor continuava sem qualquer interesse na republicação do álbum, embora a editora Casterman o pressionasse no sentido de autorizar novas reedições, para fazer frente às edições piratas que estavam surgindo. Porém, só depois da morte do autor, o álbum voltou a ser publicado como o número um da colecção de Tintin.

Em 1973, foi lançada, como volume de Les Archives d’Hergé, uma edição fac-símile, que imediatamente se tornou um best-seller (100.000 exemplares vendidos só naquele ano). Já em 1999, no 70.º aniversário da obra, a Casterman, com autorização da Fundação Hergé, publicou o álbum em preto e branco.

Mas Tintin au Pays des Soviets, o álbum em que nasceu a emblemática personagem, continuava como o único que nunca tinha sido editado numa versão colorida. Uma “falha” que a editora francesa Casterman e a viúva de Hergé, Fanny Rodwell, herdeira universal da obra do artista, decidiram por fim colmatar. 11 de Janeiro de 2017 foi a data escolhida para a reedição das pranchas coloridas.

A tarefa de dar cor coube a Michael Bareau, director artístico dos Estúdios Hergé e antigo director artístico da editora Casterman. Segundo o jornal francês Le Monde, terá sido dele a ideia de avançar com esta reedição e, durante mais de um ano, terá trabalhado no computador, em rigoroso segredo, a partir das pranchas originais do artista belga que foram restauradas e digitalizadas para que desenvolvesse o seu trabalho.

Esta é a sumária gesta de um trabalho que surgiu há precisamente nove décadas, hoje mesmo cumpridas.

Tintin faz hoje 90 anos. Parabéns!

um perigoso biocida

COMUNICADO

As associações PETA & PAN, cientes do seu importante papel sociocultural na intransigente defesa dos animais, vêm por este meio declarar fora da lei e alvo de um mandato internacional de captura o jornalista belga de nome Tintin, com última residência conhecida na Rue du Labrador, 26, em Bruxelas. O referido indivíduo é acusado de biocídio, crime violento praticado contra um rinoceronte, que não sobreviveu à bárbara agressão..

Junta-se a prova testemunhal, fornecida pelo autor de quadradinhos George Remi, mais conhecido por Hergé, na forma de público relato contido no volume Tintin no Congo.

PETA & PAN