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Tendo em conta a difícil situação vivida pela Fundação Robinson, em Portalegre, Armando Varela, único membro do Conselho de Administração da Fundação Robinson ainda em funções, pediu a sua demissão alertando para as consequências da situação vivida.

Na carta de demissão enviada a Adelaide Teixeira, autarca portalegrense e presidente do conselho de curadores da Fundação Robinson, por ler-se:

“Considerando que:

Em 2019-04-16, foram apresentados a V. Exa. os pedidos de demissão do Presidente e do primeiro Vogal do Conselho de Administração.

Em 2019-05-02, foi pela Câmara Municipal aceite o pedido de demissão do 1º vogal.

Contudo o órgão, inexplicavelmente, não teve conhecimento até hoje sobre o pedido de demissão do Presidente do Conselho de Administração da Fundação.

Nos termos do nº 4 do Art.º 60 da Decreto-Lei 5/2012 de Janeiro, a demissão tornou-se efectiva no passado dia 2019-06-15.

Em 2019-06-12 alertei em reunião de Câmara Municipal para a urgência da substituição do Vogal, tendo declarado que “…este Conselho de Administração, a partir de 15 de Junho, deixa de ter quórum de funcionar estando impedido de fazer quaisquer pagamentos…”.

E sugeri ainda “… a realização de uma reunião extraordinária para evitar este vazio que pode ter consequências graves para o funcionamento da Fundação”.

Em 2019-06-19 recordei à Sr.ª Presidente da Câmara Municipal que:

O pedido de demissão em anexo do Vogal José Tavares Travassos, foi aceite pela CMP em reunião da Câmara Municipal de 02-05-2019.

Lembrei-lhe também que na reunião de câmara de 2019-06-12 tinha dado conta da incapacidade da Fundação Robinson tomar qualquer deliberação a partir de 2019-06-15, por falta de quórum de funcionamento.

E que a partir dessa data seria impossível realizar o pagamento dos vencimentos, o pagamento dos encargos com Segurança Social, realizar as retenções na fonte do IRS, pagar a electricidade ou as comunicações, etc.

Sendo o único membro do conselho de administração ainda em funções, ficaria também a partir daquela data, impedido de responder a qualquer acção judicial ou de penhora que eventualmente venham a ocorrer em resultado dos vários processos de divida em mora.

Recordo o processo do Barclays, 2013-10-15, 123800€, com penhora de edifício registada no valor de 354162€.

Recordo o processo MRG, 2011-01-11, 144800€, com a execução a decorrer no TAF de Castelo Branco no valor de 272173€.

Recordo o processo do IEFP, 2013-04-24, com a liquidação já recebida para pagamento voluntario, 10325€, o que não posso fazer.

Recordo o processo da CGD, 2011-04-18, 565000€, com prazo de vencimento previsto para 2019-10-18.

Recordo o lançamento de concurso público para empreitada de reabilitação e conservação das chaminés da Fábrica Robinson, com valor previsto de 125635€.

Recordo que em 2019-06-24, tomei conhecimento da coima aplicada pela Direcção Geral do Património Cultural no valor de 17456,36€ em resultado de uma demolição de património classificado da fundação, decidida à margem do seu Conselho de Administração da Fundação e da responsabilidade dos anteriores Presidente e 1º Vogal. Não posso contestar esta coima, porque não tenho poderes para tal.

Em 2019-06-26, perante o silêncio da Câmara Municipal e a ausência do agendamento desta matéria, abordei o assunto nesta reunião da Câmara Municipal. Reiterei a necessidade da recomposição do órgão.

Recebi como resposta da Sra. Presidente que não tinha aceite a demissão do presidente, o que tinha feito verbalmente junto do interessado.

Com o devido respeito Sra. Presidente, tal competência é do órgão Câmara Municipal e não do seu presidente. Ora o órgão nada tinha decidido sobre o assunto como nada decidiu até à presente data. Recordo a V. Exa. de que integro o executivo municipal.

Dito isto e a Câmara Municipal não tendo tomado conhecimento sobre o despacho ao pedido de demissão do Presidente do Conselho de Administração, não restam quaisquer dúvidas que este se consolidou.

Porque, desde 2019-06-15 estou impedido de exercer as funções de administrador da Fundação Robinson, não faz qualquer sentido permanecer como seu administrador.

Assim sendo, é com grande pesar que comunico a V. Exa. a minha decisão de me retirar desta administração, cargo que exerço desde 2018-04-09, e que consequentemente lhe apresento a minha demissão.”

DIÁRIO CAMPANÁRIO

Última Hora e Urgente – um aviso sério ao presidente Marcelo

‘Selfies’ matam mais do que ataques de tubarão

O auto-retrato feito através de um telemóvel (‘selfie’)
que há 10 anos marca comportamentos sociais em todo o planeta
mata mais pessoas do que os ataques de tubarão.

Entre Outubro de 2011 e Novembro de 2017, em todo o mundo, pelo menos 259 pessoas morreram ao fazerem auto-retratos, de acordo com a publicação indiana Family Medicine and Primary Care.

O balanço é superior em 50 vítimas mortais quando comparado com ataques de tubarões e os números têm tendência a aumentar devido à sofisticação dos telefones móveis.

Segundo o estudo, as mulheres fazem mais auto-retratos com telemóvel, mas três quartos dos “dramas fotográficos” atingem mais os homens e os jovens do sexo masculino por causa dos comportamentos mais arriscados que provocam afogamentos, acidentes de transporte, quedas, incêndios e incidentes com armas.

A União Indiana, com 800 milhões de telemóveis, é o país que registou o maior número de mortes (159) na sequência de acidentes deste tipo, seguido da Rússia, Estados Unidos e do Paquistão.

A investigação refere que os números referente à União Indiana são resultado do “gosto nacional por ‘selfies’ em grupo” entre a população mais jovem.

As autoridades indianas estabeleceram “16 zonas livres de ‘selfies’” na cidade de Bombaim depois de um grupo de jovens ter sido colhido por um comboio e após um acidente que provocou o afogamento de vários passageiros que se encontravam a bordo de uma embarcação no momento em que faziam uma fotografia de grupo com telemóveis.

Na Rússia, 16 acidentes mortais foram registados no mesmo período: quedas e acidentes com armamento incluindo um caso em que o indivíduo que fazia o auto-retrato exibia uma mina antipessoal.

Em 2015, a polícia russa publicou um guia sobre “‘selfies’ perigosas” com o aviso: “Uma boa ‘selfie’ pode custar-lhe a vida”.

Nos Estados Unidos ocorreram 14 mortes na sequência de auto-retratos feitos com telefones móveis, a maior parte com armas de fogo além de quedas sobretudo no Parque Nacional de Grande Canyon.

Nas montanhas da Croácia, equipas de socorristas emitiram mensagens através da rede social Twitter dirigidas a turistas no sentido de evitarem “´selfies’ estúpidas e perigosas” depois de um acidente que provocou ferimentos a um canadiano que caiu de uma ravina de 75 metros na zona dos lagos Plitvice.

Em Janeiro, uma jovem de Taiwan foi vítima de uma queda numa montanha quando tentava tirar um auto-retrato em que exibia um bikini.

A morte de Gigi Wu, de Taiwan, chocou os utilizadores que seguiam as poses nas redes sociais.

A revista diz que a ‘selfie’ não é mortal, mas pode ser “mórbida” referindo-se directamente ao “hashtag” “funeral” que existe na rede social Instagram para localizar fotografias captadas em cerimónias fúnebres.

Em 2014, uma brasileira tirou um auto-retrato junto ao caixão do candidato presidencial Eduardo Campos que morreu de forma trágica durante a campanha presidencial, no Brasil.

No Museu de Auschwitz, na Polónia, visitado por 2,1 milhões de pessoas todos os anos, as fotografias e as ‘selfies’ são permitidas, mas os responsáveis pelo memorial das vítimas do nazismo não hesitam em contactar os visitantes que publicam imagens “inapropriadas” nas redes sociais.

São também frequentes auto-retratos captados por testemunhas de acidentes de viação, sobretudo no Brasil, Vietname e Alemanha.

No Brasil, jovens do Rio de Janeiro publicaram na plataforma digital Facebook auto-retratos durante uma troca de tiros no interior de um autocarro, numa altura em que muitos passageiros se encontravam deitados no chão por recearem serem atingidos pelas balas.

Face à “loucura dos auto-retratos” a cidade de Viena, Áustria, lançou uma campanha de “desintoxicação digital”.

Um cartaz mostra a reprodução do famoso quadro “O Beijo” do pintor Gustav Klimt tapado pelo símbolo “hashtag” (#) em grande formato e de cor vermelha com a inscrição: “veja o quadro em vez de tirar uma fotografia com ele”.

27 Junho 2019
MadreMedia / Lusa
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