1917 – Há cem anos – cinquenta e quatro

Neste Dezembro de 1917, com o começo do Inverno, os nossos soldados vão-se apercebendo de que não chegam reforços, que não se dá a prometida substituição de unidades, que as licenças em Portugal ficam sem efeito e, o que é ainda pior, que umas dezenas de oficiais com amigos conseguem regressar a Portugal e não voltam para as trincheiras. Assim rezam as crónicas hoje escritas sobre esses duros tempos na frente francesa. A óbvia desmoralização e uma certa revolta começam a gerar-se.

O capitão José Cândido Martinó vai percebendo a situação e o sonho de passar o Natal em família desvaneceu-se. Agora, toda a sua esperança fica adiada para o Janeiro seguinte…

14 de Dezembro – Portalegre: “Continua fazendo muito frio“.

22 de Dezembro – “França. As frieiras têm-me apoquentado alguma coisa. A dificuldade a vencer relativamente à licença ainda subsiste, mas ainda não perdi a esperança. Só com um passaporte civil aí poderei ir, mas isso tem grandes inconvenientes”.

23 de Dezembro – “França. Espero poder partir para aí nos primeiros dias de Janeiro. Logo que este recebas suspende a tua correspondência para cá, pois só por motivo de força maior deixarei de ir a Portugal“.

24 de Dezembro – “França. Fui hoje dar um grande passeio, pois com facilidade consigo meio de transporte e económico. Tenho esperança de poder estar em Portalegre de hoje a 15 dias. A temperatura continua a 2 graus negativos mas dentro do meu quarto, porque na rua é de respeito. Fui convidado para um grande jantar amanhã”.

25 de Dezembro – “França. Na madrugada de hoje apareceu alguma coisa dentro dos teus sapatinhos? A única forma de aquecer é fazer uso duma grande botija cheia de água a ferver. As damas brasileiras também nos enviaram as B. F.. De Portugal, nada, nem mesmo a tal cruzada! B. F. e B. A.”.

Este dia de Natal é “assinalado” pelas baterias portuguesas com um intenso bombardeamento às posições inimigas. Os alemães retribuirão as bélicas “Boas Festas”, respondendo com o seu fogo cerrado na passagem do ano!

26 de Dezembro – “França. O jantar de ontem, para que tinha sido convidado, decorreu muito animado; junto envio o “menu”. Ontem e hoje tem caído muitíssima neve. Estou muito esperançado em partir para aí no dia 1 ou 2 de Janeiro. O sítio onde estamos é muito plano de forma que a neve não deixa distinguir as estradas dos campos”.

O menu deste Natal, 25 de Dezembro de 1917, vivido no Quartel General da 1.ª Brigada de Infantaria é magnífico: Canja, Galinha corada com ervilhas, Ostras recheadas, Vitela assada com couves, Frutas Secas, Doce e Vinhos.

No dia 27 de Dezembro de 1917, a República Nova de Sidónio Pais decretou alterações à Constituição Portuguesa de 1911, introduzindo um regime presidencialista, no qual o Presidente do Ministério assumia as funções presidenciais enquanto não fosse eleito pelo futuro Congresso o legítimo Presidente da República.

1917 – Há cem anos – cinquenta e três

9 de Dezembro – “França. A licença ainda está para demorar. Muito estimo saber que continuas tomando o xarope. (…) Hoje tem estado um dia muito aborrecido, frio e chuvoso“.

10 de Dezembro – “França. Consta que no dia 18 abrem a fronteira para os oficiais poderem principiar a gozar a licença em Portugal. Bem bom será que assim seja. Tinha-te comprado duas caixas de bombons para o Natal, mas não podem ir pelo correio“.

11 de Dezembro – “França. Vai escrevendo sempre porque a licença ainda está para demorar. Por o que li num jornal francês, vejo que em Portugal continua a haver pouco juízo. Hoje tem estado muitíssimo frio“.

José Cândido Martinó refere-se, obviamente, ao recente golpe de Estado. Este continua a produzir efeitos. Neste mesmo dia, 11 de Dezembro de 1917, foi constituído um novo Governo chefiado por Sidónio Pais, o 15.º governo do regime republicano. Para além dos elementos da Junta Revolucionária, o novo executivo integrou três unionistas, dois centristas e um independente. O novo regime instituído começará a ser apelidado pelos seus apoiantes como a República Nova.

12 de Dezembro – “França. Hoje fui encontrar, no meu colchão, um grande ninho de ratazanas; se me descuido um pouco qualquer dia aparecia sem orelhas. De licença, tudo como dantes”.

13 de Dezembro – “França. Continua a correr o boato que no dia 18 abrem as fronteiras para a passagem de oficiais; se estiver aberta durante 15 a 20 dias também me chegará a vez, pois só a podem transpor 10 por dia“.

14 de Dezembro – “França. Ainda não sei quando aí poderei ir. Vai escrevendo sempre, que eu prevenirei com antecedência do dia da retirada. Há oficiais que têm saído com passaportes civis, mas eu não faço isso“.

15 de Dezembro – “França. Da licença, nada há de novo, continua tudo como dantes. Estou ansioso pelo dia 18 para ver em que isto fica“.

16 de Dezembro – “França. Veremos o que resolvem no dia 18 relativamente às licenças. Hoje tive música, caindo alguma neve durante o tempo em que se tocava. Cuidado com as constipações. Actualmente cada ovo custa 290 reis“.

17 de Dezembro – (postal ilustrado: Bonne Année) “França. Hoje, ao levantar-me, estava tudo coberto de neve. (…) Veremos se amanhã alguma coisa resolvem relativamente às licenças. A ti e mais família desejo-vos umas festas alegres e que o novo ano lhes seja o mais próspero possível“.

18 de Dezembro – “França. Há dois dias que tem feito um frio horrível; hoje tem estado dentro de casa a 0º. Por enquanto nada de licença”.

19 de Dezembro – “França. O frio continua atormentando; hoje esteve a 1 grau negativo, no quarto. Já lá vão 11 meses que daí saí. Ainda nada se resolveu relativamente às licenças“.

20 de Dezembro – “França. A temperatura está a 2 graus negativos, dentro do meu quarto. As teias de aranha, que enfeitam as janelas, imitam qualquer renda branca, mas muito perfeita. As árvores estão lindíssimas, assim como os arbustos; dão a impressão de que estão cristalizadas. A  rede de arame é uma perfeita rede de malha branca. (…) A mala grande já deve estar em Portugal. O Major Piedade que peça para Lisboa, junto do Q. G. ou Arsenal da Marinha, que haja alguém que a faça seguir para Portalegre. Quando hoje me quis lavar estava a água completamente gelada. Ainda nada da licença“.

21 de Dezembro – “França. A mala grande já deve estar em Portugal. O major Piedade que escreva para Lisboa a fim de junto do Q. G. ou Arsenal da Marinha haver quem a mande para Portalegre. Já fui mimoseado com as frieiras. Podem enviar a agenda mas registada. Ainda nada da licença”.

Continua a angústia do pai que anseia ver a filha, ao vivo. O frio é tão exterior como íntimo. Cada dia parece uma eternidade…

1917 – Há cem anos – cinquenta e dois

2 de Dezembro – “França. O serviço postal deixa bastante a desejar presentemente. O preço dos ovos tem subido espantosamente; cada ovo custa actualmente 240 reis. As lavadeiras são umas refinadíssimas ladras e velhacas. Hoje também tive música“.

3 de Dezembro – (dois postais) “França. Actualmente, o serviço postal é feito duma forma detestável.“; “França. Da minha licença ainda não sei quando a poderei gozar“.

26 de Novembro – Portalegre: “Estou contentíssima com a notícia que me deu da sua próxima vinda a Portalegre; Deus permita que chegue com saúde“.

4 de Dezembro – “França. Já não tenho esperanças de aí passar o Natal; fica só para Janeiro ou Fevereiro. Em Portugal, o peditório é um verdadeiro “cancro nacional”. A temperatura dentro de casa está a 3 graus; tudo gelado e já hoje nevou.(…) Deves contribuir para a festa da árvore de Natal com 500 a 1.000 reis“.

O dia 5 de Dezembro de 1917 fica marcado por dois acontecimentos significativos. Quanto à guerra, o novo Governo bolchevista da Rússia, saído da Revolução, assinou o armistício de Erzincan com as Potências Centrais – Império Alemão, Império Austro-Húngaro, Bulgária e Império Otomano, permitindo assim que as forças alemãs da Frente Oriental fossem destacadas para uma grande ofensiva da Frente Ocidental, precisamente onde estava a maior parte dos Exércitos Aliados, como o português.

Quanto a Portugal, aconteceu  a revolta em Lisboa, um golpe de Estado militar chefiado por Sidónio Pais, major de Artilharia, professor e político. Esta revolta triunfa rapidamente, levando à formação de uma Junta Revolucionária Militar, presidida pelo próprio Sidónio Pais, que assume o poder, ao mesmo tempo que impõe a dissolução do Parlamento e a destituição e o exílio do Presidente da República Bernardino Machado, que ainda há pouco visitara as nossas tropas na frente, em França.

Indiferente a tudo isto, continua o intercâmbio epistolar…

5 de Dezembro – “França. Hoje esteve um dia com um sol lindíssimo, mas muito frio; a temperatura esteve a 1 grau. Os canais estão gelados. A história da licença continua complicada. Quem ficará este ano com a fava do bolo rei? Guarda um para quando eu puder lá ir, sim? “.

6 de Dezembro – “França. O frio é que vai aumentando. Hoje a temperatura desceu a 0. Como o dia estivesse lindíssimo, a petizada fartou-se de patinar e dar trambolhões no gelo. Tive música. A fronteira continua fechada para os militares. (…) Recebi carta do Chambel“.

8 de Dezembro – (dois postais) “França. As frieiras já te visitaram? A história das licenças continua bastante complicada. Ainda está para demorar infelizmente.”; “França. Por enquanto não mando dinheiro porque estou guardando para a viagem. É preciso muito cuidado com as contribuições do Estado e da Câmara“.

Neste dia 8 de Dezembro de 1917, em Portugal, assiste-se a uma Proclamação da Junta Revolucionária, chefiada por Sidónio Pais, que derrubou o Governo de Afonso Costa.

Vai ser introduzida em Portugal a experiência política de uma República presidencialista.

1917 – Há cem anos – cinquenta e um

28 de Novembro – (dois postais) “França. Ainda nada há resolvido acerca da viagem por via terrestre.”; “França. Já recebi o ordinário que o Avozinho enviou. (…) Já fui informado de que não tenho direito ao aumento de 400 reis diários; era muita sorte junta. Em virtude da demora da licença, será bom que o avozinho vá tirando informações acerca da melhor forma de adquirir o azeite em boas condições. Diz ao avozinho que não mutile os pobres bilhetes”.

21 e 22 de Novembro – Portalegre, este último com o carimbo de Censura – Recebemos hoje 7 postais com as datas de 29 e 31 de Outubro e 5 de 1, 2 e 4 e dois de 7 do mês actual e também uma carta para o avozinho, todos muito bonitos. O avozinho pergunta se já recebeu as músicas que foram daqui no mesmo dia em que foi a segunda encomenda. Os postais que o meu Papá mandou, correspondentes ao mês de Outubro estão todos de 1 a 31“.

29 de Novembro – “França. A colecção ‘Joana d’Arc’ ficou inutilizada por causa dos cortes. Não esquecer o almanaque do Século e a agenda. O Chambel que me mande um livrinho calendário para carteira“.

30 de Novembro – “França. Julgo que tende a normalizar-se o tal serviço postal.(…) Já perdi a esperança de aí poder passar o Natal. Será para Janeiro ou Fevereiro“.

O capitão vai perdendo as derradeiras esperanças do Natal em Portalegre junto da filha, alimentando agora a hipótese de Janeiro ou, mesmo, Fevereiro…

Entretanto, é possível fazer o balanço postal do mês de Novembro de 1917: de França – 35 postais, sendo 30 do género romântico e os outros 5 de tipo infantil; de Portalegre – uma carta, quatro postais dos correios e nove ilustrados, sendo 2 infantis, 4 românticos e 3 com flores.

Continuará, pelo mês de Dezembro, o envio de bilhetes postais ilustrados de José Cândido Martinó para a filha Benvinda e as respostas desta…

1 de Dezembro – “França. Hoje tive música, em seguida à qual o Maltez mandou-me buscar num carro para ir jantar com ele. Com respeito às licenças, ainda nada há resolvido“.

Na Ordem do dia 1, assim como nas de 5, 8, 12 15 e 22 de Dezembro, são marcados serviços à banda que, pelo registo nominal dos sucessivos destinos, indicam claramente a sua situação: Riez Bailleul, Pont du Hem, Riez Bailleul, Riez Bailleul, Pont du Hem e Bout Deville, pequenas localidades situadas no centro geográfico de um triângulo cujos vértices são Estaires, Laventie e Lacouture, bem próximo da frente, no sector de Neuve Chapelle. Este facto confere algum crédito à hipótese da situação da presumível base de estacionamento da banda, na zona de Vieille Chapelle [?].

1917 – Há cem anos – cinquenta

13 de Novembro – Portalegre: Já há tanto tempo que não recebo notícias suas; nos primeiros dias custou-me bastante; depois constou aqui que a fronteira franco-espanhola estava fechada, motivo esse por que a correspondência não transitava e assim fiquei mais tranquila; não era por doença que o meu querido Papá não escrevia“.

20 de Novembro – “França. Estimo bastante a continuação das tuas melhoras“.

21 de Novembro – “França. Estimo a continuação das tuas melhoras. Só hoje é que recebi a mala pequena que me tinha ficado no sítio donde ultimamente retirei. Já lá vão 10 meses que daí parti. A história das licenças parece-me que se complicou bastante“.

22 de Novembro – “França. Muito estimo a continuação das tuas melhoras. Temos nova encravação com o correio; não há maneira disto entrar nos eixos. Tens dificuldade em leres a minha caligrafia?

Agora, na posse de caneta e tinta, já é possível ao capitão Martinó abandonar a precária solução da escrita dos postais a lápis.

23 de Novembro – “França. Muito estimo a continuação das tuas melhoras. O bico de obra das licenças ainda não está resolvido“.

17 de Novembro – Portalegre: “Eu continuo passando bem“.

As dificuldades de ligação entre a França e Portugal provocaram atrasos, e até extravios, na correspondência travada entre pai e filha…

24 de Novembro – “França. Com as fronteiras fechadas ou abertas quero que me escrevas diariamente, como já bastantes vezes indiquei“.

25 de Novembro – “França. Há já dois dias que tem estado um frio e vento horríveis. Hoje principiaram os nevões. A história das licenças continua complicada. Parece-me que já não consigo passar aí o Natal. Hoje tive música“.

26 de Novembro – “França. Hoje fui dar um grande passeio, mas com todas as comodidades. Aonde actualmente me encontro a lavadeira rouba-me 1.100 reis pela lavagem da roupa duma semana; ficando a roupa com um cheiro nauseabundo“.

27 de Novembro – (dois postais) “França. O frio já vai sendo bastante. No meu quarto, o termómetro já marcou 5 graus positivos; porque não demorará muito que não sejam negativos.”;França. Realmente com 8 livros já tens bastante com que te entreter. (…) Realmente, a carestia da vida é um verdadeiro pavor. (…) A história das licenças está muitíssimo complicada. Já tenho 30 dias concedidos. Já sabia da tal história do músico Carvalho“.

A motivação representada pela hipótese de uma licença militar, tecnicamente já concedida, que permita ao pai, no “front”, rever a sua filha, em Portalegre, é o tema mais significativo nestes tempos de proximidade natalícia.

1917 – Há cem anos – quarenta e nove

11 de Novembro – (escrito a lápis) “França. Estimo a continuação das tuas melhoras. Daqui a pouco precisas de um carrinho para transportar os teus livros para a mestra!“.

4 de Novembro – Portalegre, com o carimbo de Censura: “Eu estou melhor da minha tosse“.

12 de Novembro – (escrito a lápis)França. Estimo a continuação das tuas melhoras. Hoje esteve um dia lindíssimo que aproveitei dando um grande e lindo passeio. [Lillers ou Auchel?] Recebi hoje um bilhete do ‘Bichinha Gata“.

Bichinha-a-Gata era o anexim de um barbeiro portalegrense, figura muito conhecida e popular na cidade, que como era tradição entre os profissionais desse ofício também arrancava dentes, sem anestesia… Morava e tinha “consultório” na Rua da Carreira, na esquina que dava para o Largo do Município.

13 de Novembro – (escrito a lápis) “França. Estimo a continuação das tuas melhoras. Ainda não me chegou a mala, por isso tenho escrito a lápis. Recebi hoje carta do Major Piedade“.

Ficou explicada a razão dos postais serem escritos a lápis: a bagagem do capitão Martinó tinha-se atrasado nesta sua recente alteração de “domicílio”…

Aliás, a difícil adaptação continuaria.

5 de Novembro – Portalegre: “Só senti tosse uma vez. (…) O coelhinho não é um coelho, é uma coelha, mas é muito bonita e está muito crescida; não se mata senão quando o Papá vier“.

14 de Novembro – “França. Estimo muito a continuação das tuas melhoras. Só ao 3.º dia é que consegui dormir na minha nova cama, mas para isso foi necessário arranjar palha para encher dois sacos de que fiz colchão. (…) A casa onde estou não tem rendinhas nas janelas; até hoje é a única nestas condições. (…) Tenciono ver a coelhinha para o Natal, se Deus quiser“.

15 de Novembro – França. Desejo bastante a continuação das tuas melhoras. Como aí tenciono ir passar o Natal, nessa ocasião será regulada a melhor forma de ocorrer às várias despesas a fazer. O requerimento em que pedia para me mandarem a mala grande para Portugal foi deferido. Veremos o que agora farão. Como vamos de música? “.

A esperança de uma próxima ida, embora precária, a Portalegre dominava o espírito do pai, preocupado…

6 e 7 de Novembro – Portalegre, o segundo com carimbo de Censura: Sinto-me bem. Já entrou hoje mais uma menina para a escola.“;Eu passo bem.

16 de Novembro – “França. Muito estimo a continuação das tuas melhoras. Sei que uma das meninas que ultimamente foi para a tua mestra é filha do tenente Faustino. Um dia destes, o nosso capelão disse a missa na nossa casa de jantar; foi uma missa a que só os comedores assistiram“.

17 de Novembro – “França. Estimo a continuação das tuas melhoras. O Avozinho que não se esqueça de comprar as agendas e o Almanaque do Século como já mandei dizer“.

18 de Novembro – “França. Estimo a continuação das tuas melhoras. Hoje tive música; depois do concerto o Maltez mandou-me buscar num carro para ir jantar com , pois a senhora dele faz hoje anos. O nosso açúcar actualmente vem misturado com arroz, chá, café, etc. Não esquecer a agenda e o almanaque do Século“.

19 de Novembro – “França. Continuo bem e muito estimo a continuação das tuas melhoras. Talvez que daqui a um mês já esteja em viagem para aí. Ainda há umas dificuldades a resolver; bem bom será que tal negócio se liquide até ao fim do mês”.

Entre 20 de Novembro e 6 de Dezembro de 1917, vai travar-se na frente a dura Batalha de Cambrai. Os tanques britânicos chegaram a romper as linhas defensivas alemãs, mas não tardaram a ter de recuar, perdendo o terreno que haviam conquistado. Foi a primeira grande batalha que envolveu tanques de guerra, uma nova arma bélica.