Estudos Regianos

Há uns meses, recebi da equipa que dirige o Centro de Estudos Regianos de Vila do Conde o simpático convite para elaborar um artigo destinado ao número especial do respectivo Boletim –Estudos Regianos-, alusivo aos 20 anos da sua existência.

Tendo aceitado de imediato tal desafio, foi combinado o tema, a dimensão e o prazo de entrega, que atempadamente cumpri. Pelos finais de Outubro do passado ano entreguei o texto Régio Distante e Próximo, centrado na minha experiência de relação pessoal com o autor da Toada de Portalegre.

Recebi há dias o magnífico exemplar da revista. Entre a dezena e meia de Ensaios figura o meu artigo. Devo confessar que fiquei sensibilizado como raramente me tem acontecido em situações similares.

A colectânea de artigos começa com originais subscritos por Eduardo Lourenço, Eugénio Lisboa e Miguel Real.

Nada mais preciso de acrescentar como prova de quanto me sinto honrado.

António Martinó de Azevedo Coutinho

Os 90 anos da “presença”

Congresso Internacional
Revista Presença: 90 Anos Depois

Local: Anfiteatro III, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Data: 9 e 10 de Maio de 2017
Organização: Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL) e o Centro de Estudos Regianos (CER) de Vila do Conde.

Pretende-se com este Congresso dar o devido destaque à revista que foi o marco da segunda fase modernista da literatura portuguesa graças ao grupo de intelectuais e artistas que procuraram retomar e aprofundar as propostas de ORPHEU.

Serão apresentados temas como: “Portalegre: o 3.º nascimento de José Régio”; “A presença do Brasil na Presença: análise de uma atenção renovada”; “Presença: da crítica da arte à arte da crítica”; “Uma geração independente?”; “José Régio: cidadão interveniente” e “Declínio e Morte da Presença”, entre outros.

A Sessão de encerramento contará com a presença de Eugénio Lisboa.

José Régio morreu há quarenta e oito anos

Há quarenta e oito anos hoje cumpridos, José Régio deixou-nos, terminando a sua peregrinação terrena.

Jamais se extinguirão os ecos da sua herança, que para sempre tocará os homens a quem a cultura não seja indiferente, tal a força da mensagem regiana.

22-regio-jl-f01Na prosa romanesca como na poesia, nos estudos literários como no desenho, no drama como no ensaio crítico, a rara sensibilidade do homem de cultura marca uma presença incontornável.

Nesta efeméride quero aqui deixar mais uma peça alusiva a José Régio, pouco conhecida. Trata-se da sua derradeira entrevista, testemunho reproduzido do JL n.º 630, de 7 a 20 de Dezembro de 1994.

Daqui a dois anos, passará a simbólica data de meio século sobre a morte de José Régio, merecendo tal oportunidade uma condigna comemoração.

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