mil novecentos e sessenta e um – dia 360

1961360-terca-26

Este dia de hoje, logo a seguir ao Natal, foi qualquer coisa de insólito. Confesso que não estava preparado para isso e agora, ao rabiscar estas linhas algumas horas depois, ainda estou muito confuso. E preocupado. Vou tentar relatar o acontecido.

Logo pela manhã, veio aqui a casa uma contínua do Magistério com o recado de que o senhor director me solicitava que passasse pela escola na parte da tarde, sem falta. Lá fui, com alguma curiosidade.

Esperei largos minutos à porta do seu gabinete depois de anunciado. A certa altura, disse-me lá de dentro que entrasse, o que fiz. Não se levantou e não me estendeu a mão. Nem me convidou a sentar, perguntando-me logo de onde vinha, ao que lhe respondi: – Da tropa.

– E que te ensinaram lá quando chegas a um quartel?

_ Que me apresente e foi o que fiz.

– Não te disseram que tinhas de te apresentar ao comandante?

– Não, era o que faltava! Basta um papel na secretaria.

– Mas era o que devias ter feito e não fizeste!!!

Confesso que não me lembro bem das palavras exactas com que lhe respondi, mas foi mais ou menos que se o comandante fosse um tipo injusto, como é o caso, nunca faria tal. Como é evidente, atirei-lha à cara a injustiça da classificação final que ele praticara, há meses, com a Adrilete. Ainda não tivera antes essa oportunidade…

Colérico, em fúria, levantou-se e correu para mim. Peguei num pesado pesa-papéis de vidro que estava sobre a secretária. Acho que seria capaz de lho atirar à cabeça se ele não tivesse voltado atrás, sentando-se outra vez, lívido de raiva.

Pousei o pesa-papéis, virei-lhe as costas e saí sem uma palavra. Nem fechei a porta…

Este episódio, perfeitamente surrealista, parece ficção. Mas aconteceu, assim, hoje à tarde. Agora, temo pelas consequências. O director é um homem poderoso, porque embora vulgar está muito bem situado nas políticas do regime e eu sou um zé-ninguém. E é o meu director…

A Adrilete apoia inteiramente o meu comportamento e a minha mãe nem sonha o que aconteceu. Como é óbvio, por mim também ninguém mais saberá o que aconteceu. Nem sequer os amigos.

Não há testemunhas do que aconteceu, mas a palavra de um chefe vale sempre mais, muito mais, do que a de um simples subordinado. Na tropa também é assim, pois são estas as regras da nossa sociedade. Ponto final.

Fica aqui o meu desabafo e hoje, como é natural, não me apetece escrever mais nada. Espero estar amanhã com melhor disposição.

mil novecentos e sessenta e um – dia 359

1961359-segunda-25

Dia de Natal.

Apetece-me lembrar o meu Natal em gaiato, aqui em casa, quando ainda acreditava no Menino Jesus e no Pai Natal como intermediários na entrega dos brinquedos sonhados. Quando o meu pai, habilidosamente, fazia descer por fios de nylon suspensos dos barrotes que se estendiam pelo interior da grande lareira da cozinha os pacotes com as prendas. Numa certa noite, ainda era escuro, o meu entusiasmo de corrida para esse espectáculo fez-me esbarrar, em cheio, na aresta de uma meia-porta apenas entreaberta. Caí redondo e ainda me parece sentir agora as dores do acidente… Hoje, passada tal ingenuidade, sinto saudades.

A melhor prenda deste ano foi a libertação. Tenho consciência dos custos, porque deixei a Escola do Magistério e o Desenho, voltando ao ABC dos miúdos, e sobretudo porque a Adrilete regressará ao Lousal, longe de mais. Em contrapartida, julgo ter ficado um pouco mais longe dos riscos da guerra, embora saiba que uma simples convocatória retoma o pesadelo… A espada pende sobre as nossas cabeças.

Vou aplicar-me nas minhas tarefas na Câmara Municipal, depois de actualizar o conhecimento de cada dossier que me vai caber. Também tenho de retomar o estudo das cadeiras do 7.º ano de que ainda preciso e que não são fáceis, o Latim e o Alemão. Já perdi um período de trabalho e falta apenas meia dúzia de meses para os exames. Por isso, vou imediatamente encetar diligências no sentido de conseguir explicadores competentes. Falaram-me no padre Branco ou no padre Heitor para o Latim, porque estão habituados a leccionar essa disciplina no Seminário e no Colégio Diocesano. Para o Alemão, julgo que o mais indicado é o Fernando Martinho, para mais meu amigo de há muito. Acho que o Joaquim Caldeira também está interessado.

Telefonámos, eu e a Adrilete, ao Caprichoso e à Clara. Gente do melhor que há!

Não me parecem estes o temas mais apropriados para um balanço do Dia de Natal. Mas este foi normal, segundo a tradição, com as prendas simbólicas, luzinhas a brilhar e o bolo rei convencional. Natal é quando o homem quiser e o seu balanço, afinal, é o que me apetecer.

Foi Dia de Natal. Em Portalegre cidade…

mil novecentos e sessenta e um – dia 358

1961358-domingo-24

Véspera de Natal em família. Como é bom!

Telefonei ao meu irmão a quem ainda não tinha dado a feliz notícia da minha disponibilidade. Podia ter aproveitado passar mais alguns fins de semana com ele, a Tininha e o Luís Filipe mas a verdade é que a minha disposição de espírito em Mafra esteve sempre muito longe de ser a melhor. Mas isso é um pesadelo já passado.

Pesadelo ainda presente é o da Índia. A este propósito, se por acaso estivesse algo pesaroso com a Rabeca pelas razões que aqui fui relatando, o exemplar que ontem me ofereceram tinha bastado para me reconciliar. É de uma enorme dignidade o conteúdo de um jornal que até se orgulha do seu republicanismo de oposição. Portugal não pereceu! – é este o seu grande título na primeira página. Logo por baixo está um excepcional artigo, Índia Portuguesa, da autoria do notável cidadão e militar que é o coronel Jorge Velez Caroço. E há ainda os votos de Boas Festas, com tal qualidade que não resisto a recortar o texto e colá-lo aqui como arquivo para o futuro.

358-bf-rabeca

Fora isto, já importante, fiquei a saber que o Desportivo conquistou há dias mais uma vitória sobre o Estrela, desta vez por 2-0, que houve festas de Natal na Sociedade Corticeira Robinson e na Cooperativa Operária, assim como o facto de finalmente, meses depois, estar disponível um novo motor para fornecer luz eléctrica à Estação de Caminho de Ferro de Portalegre. Não era sem tempo!

Ainda a propósito de futebol, hoje mesmo o Desportivo foi a Elvas onde ganhou por 6-3. Foi extraordinária a carreira do meu clube local nesta época!

Mas a Índia domina tudo. Que continua a resistência aos invasores indianos por parte de portugueses refugiados na floresta, que foi heróica a luta da guarnição do aviso Afonso de Albuquerque e que as tropas de ocupação encontram imprevistas dificuldades. As fontes, no entanto, não confirmam em absoluto estes factos, pois até uma nota oficial do SNI reconhece desconhecer, por enquanto, a situação dos portugueses no Estado da Índia.

Continuam as reacções de protesto por todo o País.

No Congo, entretanto, Adoula acusou Tschombé de trair o acordo feito entre ambos, pela que a guerra do Katanga continua.

Surpresa, mais uma bela surpresa, quase mesmo uma prenda nesta véspera de Natal, é outro desenho de Fernando Bento no DL. O pretexto é o do costume, o teatro, mas desta vez a cena tem movimento, parecendo cada vez mais um quadradinho das inesquecíveis histórias publicadas nas páginas do Diabrete.

358-fernando-bento

Aqui ficou na página de hoje, muito ilustrada.

Amanhã, dia de Natal, não se publicam jornais.

mil novecentos e sessenta e um – dia 357

1961357-sabado-23

Como são diferentes os sábados em Portalegre!!! Sobretudo este, com o pesadelo de Mafra afastado, espero que para todo o sempre. Porém, por ironia, tenho saudades do Caprichoso, do tenente Vigário, até mesmo do tenente Vaz Serra, embora visse este menos vezes, quase sempre a propósito dos inesquecíveis voos. Será que volto a encontrá-los? Quanto ao Carlos Caprichoso não tenho a mínima dúvida, porque um amigo assim, ganho em Tavira e confirmado em Mafra, não pode perder-se! Para mais, a Adrilete e a Clara entenderam-se muito bem. Também deve acontecer que o tenente Vaz Serra, que aqui namora uma das filhas do senhor Romba, da farmácia, volte de vez em quando a Portalegre na sua potente e ruidosa moto. Quanto ao tenente Vigário, de quem nem tenho o contacto e sendo de Aveiro, vai ser mais difícil reencontrá-lo. Fiquei seu amigo, porque se revelou um competente condutor de homens, com verdadeira capacidade de liderança.

Hoje, passei a manhã em diligências diversas, revendo amigos que ainda não tinha encontrado e indo às Redacções dos três jornais para corrigir a morada de envio, de Mafra para aqui. A Rabeca do dia 20 já tinha saído para o Correio, mas deram-me outro exemplar, a Voz não foi publicada esta semana e o endereço do Distrito, de que me mantenho como assinante desde que fui professor nas Galveias, voltou ao anterior. Tudo arrumado, quanto a este assunto.

Sobre a incontornável Índia, as últimas notícias garantem que os nossos soldados aprisionados em Goa, Damão e Dio vão poder corresponder-se com as famílias. Até regressarem, repatriados, talvez isto possa aliviar um pouco a natural angústia de muita gente sem culpa ou responsabilidade nesta tragédia.

De resto, continuamos todos sem o conhecimento exacto do que teria acontecido, quando e como. Aguardemos com paciência.

Continuam as manifestações de protesto, um pouco por todo o lado, como por exemplo até no Rio de Janeiro. Aqui em Portalegre, houve uma organizada pelos alunos do Liceu, que percorreu em silêncio as ruas da cidade e terminou no Governo Civil. Teve muita participação e as capas negras criaram um autêntico ambiente de luto.

Do Katanga chegam notícias de mortos e feridos em combate. Quando terminará essa guerra?

Após um prolongado silêncio, voltou a falar-se de Berlim, onde apenas os Estados Unidos e a Inglaterra estão dispostos a negociar com a Rússia sobre essa questão. A França colocou-se de fora.

O prof. Calvet de Magalhães publicou hoje, no Diário de Lisboa, um artigo sobre a razão do concurso O Natal visto pelas crianças, que este ano teve a participação de 8.513 trabalhos. Um verdadeiro êxito!

O tempo continua a brindar-nos com sol e até algum calor, apesar de estarmos quase, quase, no Natal.

mil novecentos e sessenta e um – dia 356

1961356-sexta-22

Parece mesmo um milagre mas aconteceu. Hoje pelo final da manhã o Caprichoso telefonou de Mafra. O recado dele parecia música celestial, porque tinha recebido em Lisboa a notícia de que tínhamos sido dispensados. Definitivamente. Meteu-se logo no carro da Clara e foi lá direito, entregar o material distribuído. Arranjou maneira de abrir o meu cacifo e entregou capacete, arreios, coldre, cartucheira e outras bugigangas bélicas que tinha na minha posse, libertando-me do encargo de fazer pessoalmente a entrega desse espólio. Grande amigo!

Ainda nem estou em mim, precisando de me beliscar para acreditar nisto. Acho que vou levar algum tempo para ter a certeza de que é mesmo verdade.

Fui logo ao Magistério para me apresentar, porque ainda me lembro das recomendações da D. Maria Teresa quando abalei para Mafra, a de não perder um dia sequer de serviço. O Caprichoso já meteu no correio o documento militar da minha passagem ou devolução à condição de civil, ou seja, à disponibilidade.  Depois é só entregá-lo na Secretaria da Escola do Magistério, mas já ficou tudo tratado. Após as férias apresento-me no meu lugar nas Anexas, na Escola da Estrada da Serra. Uma novidade profissional.

Noutro sítio onde fui dar a novidade, a Câmara Municipal, pediram-me para reassumir o cargo de vereador só na próxima semana, para tratarem devidamente da substituição. É claro que concordei.

Agora saio desta excelente boa nova e entro noutra realidade, bem menos agradável.

Os líderes internacionais discutem e comentam o caso da Índia Portuguesa e toda a nossa reacção se limita a manifestações pacíficas de protesto.

O Diário de Lisboa diz que o Governo português tem feito bastantes diligências para obter informações seguras sobre o Estado da Índia. Acredito que assim tenha acontecido, pelas naturais dificuldades quer técnicas quer sobretudo derivadas da própria guerra.

Tenho verificado que o espírito de Natal está a ser perturbado por todos estes acontecimentos. Nota-se isso nas ruas e até a própria comunicação social reflecte a inquietação que reina no íntimo da cada um de nós.

Mas achei curioso que o DL continue a insistir na questão do 13.º mês que levantou há umas semanas. No jornal de hoje dedica-lhe mesmo a Nota do Dia, na primeira página. Acho que coloca o problema com bastante rigor, pois lembra que este pagamento nem sequer é uma novidade absoluta por ser já praticado em empresas privadas, nas autarquias locais e em certos organismos corporativos. Reconhecendo que a situação actual do País está sobrecarregada com o esforço de guerra, conclui o jornal que não pode ser inventado um novo imposto para suportar a eventual despesa com o 13.º mês, pelo que se aguarda uma solução melhor, capaz de ajudar a resolver as dificuldades de muitas famílias nesta quadra de Natal. Enfim, como remata o artigo: De esperanças vive o homem – pelo menos aquele que não tem processo de viver melhor.

Uma novidade que há tempos não acontecia: o Diário de Lisboa publicou mais um desenho teatral de Fernando Bento, por acaso excelente, a fazer lembrar o seu melhor sobretudo nas páginas do saudoso Diabrete. Vai ficar aqui colado! 

355-fernando-bento

Assim termina em beleza esta página do diário, que começou muito bem!

Ainda tudo isto me parece um sonho…

mil novecentos e sessenta e um – dia 355

1961355-quinta-21

Embora me sinta quase no paraíso, não posso esquecer o inferno de Goa. As notícias continuam contraditórias, e agora tenho ouvido rádio e visto televisão, para além do acesso aos jornais.

Julga-se que a invasão está mesmo consumada. Foi permitida a entrada no território de Goa dos primeiros jornalistas estrangeiros. Pode ser que, finalmente, se possa conhecer a verdade sobre o acontecido, pela voz dos outros. Isenta? Nunca se sabe.

No entanto, o Governo português procura obter informações seguras do que se passou em Goa, por sua conta e risco.

Uma pequena notícia que o Diário de Lisboa traz na primeira página diz que o governador-geral do Estado da Índia, general Vassalo e Silva, está preso. Pudera, seria de esperar!

Continuam as manifestações nacionais e internacionais contra a agressão da União Indiana. É apenas o que resta…

Na outra guerra que também me preocupa porque é logo ao lado de Angola, talvez haja alguma esperança porque Adoula, do governo central congolês, e Tschombé reuniram-se para discutir a reintegração do Katanga. Será desta?

Na ONU foi criada uma comissão para recolher informações sobre o Ultramar português. É só para isto que aquela organização internacional serve! Para nos lixar, porque quando precisamos dela falha em toda a linha… É o que faz ser-se pequeno!

Uma das grandes notícias do dia é a da operação ao menisco de um joelho que Eusébio sofreu, no máximo segredo. Segundo parece voltará a poder jogar daqui a dois meses. Parece um segredo confidencial de Estado, como aquilo que se passou ou passa na Índia!

Mas como é diferente a vida em Portalegre da vida em Mafra!

Não preciso dos jornais da cidade para saber, quase sempre pouco e mal, o que por aqui se passa. Ainda que não se passe quase nada, a miseranda linha informativa dos nossos semanários ainda lhe fica atrás, pois consegue omitir os acontecimentos, já de si raros.

A cidade está mais bonita nestes meses de ausência. A Corredoura e o seu envolvimento ficaram muito bem. É o jardim por excelência de Portalegre, mais completo e diversificado que o da Avenida da Liberdade e muito mais do que o Operário. Mas estes também fazem muita falta, porque Portalegre precisa de espaços verdes espalhados por todo o lado.

Os autocarros continuam a funcionar em pleno e a sua introdução foi, de facto, uma das mais acertadas medidas desta Câmara a que pertenço. O projecto turístico da Quinta da Saúde, onde ainda não tive vagar de ir, e o abastecimento de água, excelente, a partir da Portagem, Marvão, constituem outros pontos fortes, bem como a atenção prestada às freguesias rurais que não estavam habituadas a isso. Antigamente só a cidade é que contava e o resto era paisagem…

Tenho passeado com a Adrilete, aproveitando o magnífico tempo que tem feito. Nem parece Inverno!

Escrevi no princípio que quase me parece estar no paraíso.

Confirmo.

mil novecentos e sessenta e um – dia 354

1961354-quarta-20

Hoje pela manhã um amigo meu, que aqui não identifico por óbvios motivos, garantiu-me que as histórias sobre a Índia que jornais, rádios e televisão nos impingem são todas exageradas ou mesmo falsas. Ele jurou que Salazar mandou ordens para o governador general Vassalo e Silva ordenando-lhe que apenas podia haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos. Os nossos meios de comunicação disseram que este general terá afirmado que as nossas tropas defenderiam o território com unhas e dentes, mas a verdade, segundo esse amigo, é que ele se rendeu incondicionalmente, precisamente para evitar a inútil perda de vidas.

Será mesmo esta a verdade? Tenho o meu amigo como bem informado, mas a dúvida persiste. Alguma vez se saberá o que na realidade aconteceu, lá tão longe!?

Naturalmente, associei este episódio à tal história mal contada da recente fuga de Caxias. E nunca mais se falou nisto, pudera! Perante estes exemplos, começamos a ter dúvidas…

Passei o dia a rever amigos, fui ao Magistério cumprimentar a D. Maria Teresa, à Câmara falar com o presidente e à Leitaria Chique conviver com o pessoal do Desportivo, os irmãos Murta, sobretudo. Também já tinha saudades dos petiscos da minha mãe.

Entraram em Mormugão as tropas indianas que tiveram de vencer a heróica resistência dos seus defensores – é este o grande título do Diário de Lisboa que comprei ao Pintassilgo. Este fez uma grande festa por me ver!

Voltando ao jornal, a Nota do Dia lembra as mulheres e crianças que tiveram de abandonar apressadamente o Congo, a Argélia, Angola e agora a Índia. Refugiados sem culpa, inseguros e expostos aos maiores perigos, alvos de um injusto sofrimento. O mundo em guerra é mesmo uma tragédia!

Em Portugal, a Fundação Gulbenkian vai auxiliar os refugiados. Bem haja!

Ao que parece, a agressão indiana continua a ser comentada pela imprensa internacional, onde também se reconhece a inutilidade da ONU.

O DL, apesar do tema que o domina, ainda teve espaço para lembrar o 13.º mês como uma necessidade que se impõe.

Ainda estou cansado mas começo a acreditar no futuro. Gostaria que estes dias não terminassem. Mafra é quase um pesadelo que preferia não incluir na minha vida.

A realidade, agora, é Portalegre. E o Natal. E a minha gente.