Mais uma distinção para Portalegre do Brasil

Neto da Emater, Prefeito de Portalegre, ganha prémio de
Prefeito Amigo da Criança, Gestão 2017 – 2020

A Prefeitura de Portalegre conquistou o respeitado Prémio Prefeito Amigo da Criança da Fundação Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). Nesta edição, 125 prefeitos e prefeitas do Brasil foram reconhecidos. Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, apenas os prefeitos dos municípios de Portalegre, Messias Targino, Lucrécia e Major Sales conquistaram o prémio.

A conquista deste prémio é uma grande honra para Portalegre. Com ele nós ratificamos o nosso compromisso com as crianças e com o povo de nossa cidade. Uma cidade que estamos construindo juntos”, comemorou o prefeito Neto da Emater.

De acordo com o Observatório da Criança e do Adolescente (2019) 2.486 crianças e adolescentes vivem em Portalegre. Neto assinou o termo de adesão ao Programa Prefeito Amigo das Crianças no dia 11/11/2016, já na condição de prefeito.

A sua adesão representa a terceira vez que a gestão municipal participa do programa; no entanto, esta é primeira vez que um gestor do município é reconhecido como Prefeito Amigo da Criança.

O Programa Prefeito Amigo da Criança incentiva os prefeitos a comprometerem-se no desenvolvimento de políticas públicas nas áreas da saúde, educação, protecção e na garantia de recursos do orçamento para assegurar os direitos e melhorar as condições de vida das crianças e dos adolescentes no seu município.

Para a secretária da Assistência Social e também articuladora do programa no município, Markylyanna Dias Soares, a distinção é fruto de um trabalho articulado com as secretarias municipais da Saúde, Educação, Assistência Social, Desporto e Lazer. “Desde 2016 fizemos a adesão ao Prémio e somos monitorados e fiscalizados pela Fundação Abrinq quanto aos indicadores sociais que medem a qualidade de vida das nossas crianças. Está de parabéns o nosso Prefeito Neto da Emater pelo compromisso, e também os nossos servidores pelo empenho de todos”, sublinhou.

 

NOTA – Após a transcrição da notícia proveniente da Prefeitura de Portalegre RN, procurei documentar-me quanto à instituição e ao prémio atribuído para me certificar de forma autónoma da sua efectiva valia. As pesquisas foram fáceis e concludentes acerca do significado da distinção. A Fundação Abrinq é uma entidade nacional muito credenciada e o regulamento do Prémio é bem elaborado, atingindo diversos objectivos sociais, pedagógicos e culturais e abrangendo uma variedade de itens bastante exigentes.

Portanto, assume grande significado esta distinção, mais uma, que cabe à inteligente e empenhada gestão do Prefeito Manoel de Freitas Neto, muito bem secundado pela sua equipa municipal e por toda a comunidade.

Daqui lhe enviamos –creio poder falar por todos os seus amigos e admiradores portugueses- um sincero e forte abraço de parabéns, na certeza da sua valiosa acção em prol da afirmação e do desenvolvimento da cidade irmã.

Fernão de Magalhães aos quadradinhos – dezanove

Em meados de Abril, já em plena pandemia e depois de alguns adiamentos, demos aqui início a esta série.

Tal como pretende o projecto traçado e então sumariado, entra-se agora na fase final da série. Iniciou-se esta com a reprodução, cronológica, das sucessivas histórias aos quadradinhos entre nós publicadas sobre o tema fascinante da primeira volta ao mundo, planeada e protagonizada pelo português Fernão de Magalhães e terminada pelo basco Sebastián Elcano.

O pretexto dos quinhentos anos dessa fantástica aventura foi a motivação central. Por isso, a reprodução das histórias serviu para uma prévia tentativa de desmontagem de mitos entretanto durante décadas criados em torno da histórica viagem. Fernão de Magalhães sempre fora apontado como uma espécie de traidor à Pátria, falsidade que os modernos historiadores se encarregaram de corrigir. Assim fizeram igualmente quanto à desmistificação da intenção inicial de dar a volta ao mundo, provando a sua esfericidade, dúvida que então já estava mais do que explicada…

A seguir à reprodução das historietas comentadas, procurou-se dar conta, igualmente sumária, dos estudos recentemente produzidos e divulgados, bem como das correcções e aditamentos entretanto consertados acerca da proeza do nosso navegador. Ao mesmo tempo, aludi aos recentes desentendimentos entre os dois países ibéricos que, em vez de reunirem esforços e fundos para em comum homenagearem os heróis, buscaram as divergências e não a união, o que a pandemia veio de alguma (oportuna!?) maneira disfarçar…

Um certo ciúme patrioteiro e uma ancestral rivalidade impossível de esbater criaram dispensáveis divisões onde se impunha uma sadia cooperação.

A épica e dramática jornada vivida há cinco séculos pelos descobridores de um novo mundo mereceria bem melhores intérpretes da uma justa e devida comemoração, em vão desperdiçada.

Termina-se aqui em breve a modestíssima mas empenhada comemoração que o Largo dos Correios decidiu dedicar ao acontecimento. Por isso, resta justificar a legenda História, ficção e fricções inscrita no cabeçalho. Voltemos, pois, aos quadradinhos.

A Gradiva é uma das editoras nacionais que mais atenta e cuidada preocupação tem vindo a dedicar à banda desenhada. Algumas das melhores edições que recentemente entre nós têm sido concretizadas neste campo são da sua responsabilidade.

Foi assim que, em Outubro de 2018, há quase dois anos, pela Gradiva conjuntamente com a Comissão Cultural da Marinha, foi lançado o álbum Magalhães – Até ao fim do mundo. 

Esta obra fora editada pela Glénat em 2012, sob o título Magellan, Justqu’au Bout du Monde. O autor do argumento é Christian Clot, sendo as ilustrações de Thomas Verguet  e Bastien Orenge.

O argumentista, Christian Clot, nascido em 1972, na cidade de Neuchâtel, na Suíça, dirige expedições de exploração científica em ambientes extremos no nosso planeta. Uma constante interrogação sobre a capacidade do ser humano de se adaptar ao meio ambiente rapidamente ligou as suas expedições ao trabalho científico.

Em paralelo com o seu trabalho de campo usa vários meios para dar a conhecer o planeta, os seus lugares mais remotos, os seus habitantes e a importância de ir atrás dos sonhos. Realizou vários filmes e já deu centenas de palestras. Mas foi na escrita que encontrou o meio de expressão perfeito para transmitir a sua visão do mundo.

Procura incentivar todos os leitores, sobretudo os mais jovens, a lutar para alcançarem os seus sonhos e a defender o respeito pelo planeta e os seus habitantes.

Entrando no mundo da BD, tornou-se director da série Explora da editora Glénat, tendo escrito o argumento de diversos álbuns de quadradinhos. Em Portugal, essa série passou a ser editada pela Gradiva com o título Descobridores.

Quanto a Thomas Verguet, este desenhador nasceu em Aix-en-Provence em 1981. Durante a adolescência dedicou-se principalmente à música clássica mas em breve começou a interessar-se por computação gráfica, efeitos especiais e quadradinhos. Foi convidado pelo estúdio parisiense Elyum para desenhar a história Magellan escrita pelo explorador Christian Clot e co-desenhada por Bastien Orenge para a coleçcão Explora de Glénat.

Bastien Orenge nasceu em 1989 em Le Havre. Desde muito jovem apreciou banda desenhada. Atraído pela arte, fez um bacharelado literário especializado em História das Artes. Depois faz aulas de desenho à noite na Escola de Belas Artes.

Em Outubro de 2010, entrou no projecto Magellan para a colecção Explora da Glénat, em colaboração com Thomas Verguet no desenho e Christian Clot no argumento, no seio do estúdio Elyum.

Esta é a sumária apresentação de uma obra notável nos domínios da BD.