entre duas fotografias…

Aqui há dias o Manuel Isaac colocou nas redes sociais uma fotografia onde constamos. Nesta costa do nosso Oeste, onde o vento faz parte da “mobília”, ele colheu uma “selfie” que partilhou.

O Manuel e a sua família de há muito se habituaram a vir por estes lados, sobretudo a Peniche que muito apreciam, naqueles dias que a folga do trabalho lhes permite. Para mim, nestes anos de “exílio”, isso constitui uma autêntica dádiva, pois permite-me um “regresso” afectivo embora fugidio a sítios, rostos e factos que a memória para sempre guardará.

O já tradicional convívio anual com estes amigos, curto e intenso, representa momentos que marcam uma grata diferença nas minhas rotinas.

A Rosalina foi minha colega na Escola Superior de Educação de Portalegre, enquanto o convívio e a amizade com o Manuel aconteceram nas aventuras jornalísticas, e não só!, do saudoso Fonte Nova. O “e não só” engloba episódios marcantes como, por exemplo, a “descoberta” da Portalegre irmã no Brasil e, sobretudo, com o Aurélio Bentes, as primeiras idas a esses sítios fascinantes.

Sítios e acima de tudo pessoas. E agora, a fotografia também relembra e celebra estes sítios e pessoas.

Sou um crítico das redes sociais pelo uso e abuso que infelizmente delas é feito com impressionante e reincidente frequência. Isto não anula, bem pelo contrário, as suas inegáveis e quase incríveis potencialidades. Agora confirmadas.

Fiquei imensamente sensibilizado com as numerosas manifestações de carinho de que fui alvo. Vindas dos amigos de Peniche com quem convivo e, sobretudo, dos amigos de Portalegre que não me esqueceram apesar do tempo e da distância, as mensagens disponibilizadas neste pretexto são sinal claro de que a fraternidade continua como um valor universal. Obrigado.

O mar, dominador na imagem, constituiu uma simbólica continuidade que atingiu a outra margem do mundo, no brasileiro Rio Grande do Norte. É que dali chegaram, igualmente, mensagens de amizade. Natal e Portalegre RN confirmaram-se como outras sedes da mais autêntica fraternidade. Espero, em breve, retribuir com um efectivo e afectivo abraço essas provas de amizade agora recebidas. Obrigado.

Quero responder ao Manuel Isaac e aproveitar este pretexto para isso.

Tal como amor com amor se paga, fotografia com fotografia se replica.

Esta tem algumas diferenças, ainda que formais. É interior, ao abrigo das protectoras paredes de Santa Clara, em Portalegre, no passado Inverno (nota-se pelo capote alentejano!), sem “selfie” (o intermediário está presente mas inactivo) e sem vento, como se confirma pelo impecável penteado do Manuel. O meu é idêntico…

O que permanece é a amizade. E não é mesmo, de longe, o mais importante!?

e vão cinco!

Quatro anos depois da minha primeira Corrida da Praia Norte, em Peniche, confirmou-se o encontro de amigos. Acho que é, de longe, o mais importante, já que cumprir o percurso se tornou apenas tradição.

Meteorologicamente tudo ajudou, sem sol e sem vento, pois o piso nem por isso, às vezes areia solta, outras vezes encharcada… Enfim, tudo faz parte do cenário.

O que não muda é o companheirismo, precisamente o que dá sentido à vida.

Ontem estivemos juntos a treinar, hoje a correr, amanhã de volta ao treino. Um dia de cada vez, precisamente a minha actual e predilecta filosofia de vida.

Obrigado, amigos!

Ponta do Trovão – Peniche

A recente edição e distribuição pública do folheto desdobrável acerca da Importância do Corte Geológico da Ponta do Trovão, em Peniche, constitui mais um excelente e oportuno serviço sócio-cultural da associação Arméria – Movimento Ambientalista de Peniche.
São evidentes o cuidado posto na sua precisa e sintética informação bem como o bom gosto estético da sua composição.
Por outro lado, a divulgação da invulgar importância científica do local bem como a da Papoa, sua vizinha, mais põe em destaque a absurda e ofensiva “instalação” da praia dos cães, entre ambos os monumentos geológicos…
Parabéns à Arméria!