DN ou O fim do princípio – IV (final)

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O Diário de Notícias deixou o seu emblemático edifício na Avenida da Liberdade como a sede que todas estas recentes gerações conheceram. Nada mais adianta dizer pois ficou tudo já dito em diversas fontes.

No final desta curta série de pequenas crónicas alusivas, queremos deixar uma marca, nem mais nem menos do que a disponibilidade de uma notável reprodução tridimensional do edifício.

Para isso, foi bastante juntar num esforço de memória algumas boas recordações: vivências da infância, um grande jornal desses tempos -umbilicalmente ligado ao próprio DN– e um pedagogo e artista do melhor que houve em Portugal. Daqui resultou uma construção de armar, da autoria do professor Calvet de Magalhães, publicada no Diabrete.

De facto, em 1941, entre os números 33 e 40, oito sucessivas folhas em separatas contiveram as peças para recortar e colar, obtendo a reprodução, em miniatura com escala, do carismático edifício-sede do Diário de Notícias.

Aqui a sua reprodução devidamente digitalizada de forma a permitir recolher, ampliar e utilizar as peças bastantes para a reconstituição.

Diabrete, Calvet de Magalhães e Diário de Notícias – um notável trio que encerra a memória muito grata de outros tempos.

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A IMPRENSA INFANTIL – um artigo do Prof. Calvet de Magalhães

Lamento não ter podido relatar a sessão de homenagem ao Professor Calvet de Magalhães que teve lugar a 12 de Março no Centro Nacional de Cultura, por louvável iniciativa desta instituição. Os órgãos de informação onde costumo colher habitualmente notícias sobre o quotidiano nacional nada se dignaram descrever sobre o evento.
Soube que Guilherme de Oliveira Martins, director do CNC, Alice Vieira, jornalista e escritora, e Maria Manuel Calvet Ricardo, filha do homenageado, foram os convidados da sessão alusiva ao centenário do nascimento do professor. Também constou que esteve patente uma exposição documental e bibliográfica sobre Calvet de Magalhães.
Para quem, embora interessado, esteve impossibilitado de comparecer, a lamentável conclusão é a de muito de válido que acontece neste país é ignorado pelos meios encarregados de colher, tratar e difundir tal informação. De há muito que se conhece o fenómeno, mas nunca é demais lamentar este comportamento.
Tenho aqui dedicado a atenção possível a Manuel Maria Calvet de Magalhães, um mestre a quem devo formação e amizade.
Por isso, com a regularidade possível, continuarei a proceder do mesmo modo, pesquisando, tratando e partilhando o seu pensamento, traduzido nos mais diversos textos publicados em jornais, livros e revistas.
Para hoje, escolhi um artigo, crítico e pedagógico, na linha de outros que já aqui divulguei, sobre uma questão que sempre o preocupou: a imprensa infanto-juvenil.
O texto seguinte foi publicado na revista Vida Mundial n.º 1648, relativa a 8 de Janeiro de 1971, na sua secção Educação.

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Homenagem ao Professor Calvet de Magalhães – HOJE

O convite anexo, relativo à cerimónia organizada pelo Centro Nacional de Culturaarruda-10 em homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, constitui notícia e divulgação de um acto cívico e cultural com profundo significado, que deve ser correspondido por todos os que tenham na devida conta a memória de quem foi um dos maiores pedagogos nacionais de todos os tempos. Com efeito, profundamente injustiçado no período pós-revolucionário de Abril, Calvet de Magalhães bem merece a iniciativa promovida pelo prestigiado Centro Nacional de Cultura, a pretexto da efeméride do 101.º aniversário do seu nascimento, que passou  a 8 de Março.

arruda 0Hoje mesmo, pelas 18h30, na Biblioteca do CNC, no Largo do Picadeiro, ao lado do Café do Chiado, realizar-se-á a sessão de homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, para a qual a organização convida todos os interessados.

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Homenagem ao Prof. Calvet de Magalhães, depois de amanhã, no CNC

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calvet 01O convite anexo, relativo à cerimónia organizada pelo Centro Nacional de Cultura em homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, constitui notícia e divulgação de um acto cívico e cultural com profundo significado, que deve ser correspondido por todos os que tenham na devida conta a memória de quem foi um dos maiores pedagogos nacionais de todos os tempos. Com efeito, profundamente injustiçado no período pós-revolucionário de Abril, Calvet de Magalhães bem merece a iniciativa promovida pelo prestigiado Centro Nacional de Cultura, a pretexto da efeméride do 101.º aniversário do seu nascimento, 8 de Março de 1913, que anteontem passou.

Pelas 18h30 de 12 de Março, quarta-feira, já depois de amanhã, na Biblioteca do CNC, no Largo do Picadeiro, mesmo ao lado do Café do Chiado, realizar-se-á a sessão de homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, para a qual a organização convida todos os interessados.

Pela justeza da iniciativa, aqui dela se faz o devido eco.

Homenagem ao Professor Calvet de Magalhães

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O convite anexo, relativo à cerimónia organizada pelo Centro Nacional de Cultura em homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, constitui notícia e divulgação de um acto cívico e cultural com profundo significado, que deve ser calvet 02correspondido por todos os que tenham na devida conta a memória de quem foi um dos maiores pedagogos nacionais de todos os tempos. Com efeito, profundamente injustiçado no período pós-revolucionário de Abril, Calvet de Magalhães bem merece a iniciativa promovida pelo prestigiado Centro Nacional de Cultura, a pretexto da efeméride do 101.º aniversário do seu nascimento, 8 de Março de 1913.

Pelas 18h30 de 12 de Março, quarta-feira, na Biblioteca do CNC, no Largo do Picadeiro, mesmo ao lado do Café do Chiado, realizar-se-á a sessão de homenagem ao Professor Manuel Calvet de Magalhães, para a qual a organização convida todos os interessados.

Pela justeza da iniciativa, aqui dela se faz e fará o devido eco.

Calvet de Magalhães e a Flama – nove (fim)

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Conclui-se hoje a breve retrospectiva de artigos do professor Calvet de Magalhães, escolhidos entre as muitas dezenas que subscreveu para a secção Escola, publicada pela saudosa revista Flama, nos anos 70 do século XX.

Escolhi para este termo uma temática muito querida ao autor, os meios audiovisuais. Teremos de situar o texto na época, os princípios de 1971, pois foi publicado em 23 de Abril desse ano.

A grande escola de estudo e divulgação desta nova linguagem residia então nas academias francesas, onde pontificavam algumas das maiores individualidades da investigação e doutrinação do fenómeno educacional da comunicação pela imagem, entre as quais destaco René la Borderie, da Universidade de Bordéus, pioneiro criador do sistema ICAV (Iniciação à Comunicação AudioVisual).

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Calvet de Magalhães, que tornara a sua escola Francisco de Arruda uma espécie de laboratório vivo de aplicações audiovisuais por excelência, dispunha da inabalável e segura certeza das vantagens -e também dos riscos e limites- desta prática pedagógica e didáctica. Por isso, este texto é bem representativo da sua superior intervenção pessoal e profissional ao serviço da causa da Educação Nacional de que foi um inesquecível paladino.

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Calvet de Magalhães e a Flama – oito

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OS EXAMES

 

O professor Calvet de Magalhães, não evitando a abordagem de qualquer tema, por mais melindroso ou polémico que se afigurasse, tratou nas páginas da Flama, em 16 de Julho de 1971, da questão dos exames. Teses e volumes têm sido dedicados, e continuarão a sê-lo, a esta prova, idolatrada ou condenada conforme as visões e os objectivos dos responsáveis educativos (ou outros), interessados na avaliação de pessoas e de sistemas. Os seus modelos e conteúdos, assim como os critérios de classificação, serão sempre objecto de larga contestação.

Este sumaríssimo artigo, curto e denso, contempla uma visão crítica dos exames, pondo em confronto algumas posições clássicas sobre tão crítico momento do quotidiano escolar. Balanço instantâneo e falível de todo um alargado processo de trabalho, fim ou meio -eis a questão!-, o exame arrisca-se a constituir, apenas, uma eventual medição da capacidade pessoal para enfrentar situações traumatizantes, carregadas de mitos quase todos negativos ou ameaçadores.

Quando Calvet de Magalhães invoca o testemunho de João Nabais, está a socorrer-se de uma outra autoridade no campo da inovação pedagógica. Tive também a felicidade de ter sido aluno deste autêntico mestre, com quem depois lidei muito de perto, no seio do seu colégio Vasco da Gama em Meleças, Rio de Mouro, viveiro de invulgar modernidade pedagógica, didáctica e técnica, nos anos sessenta e setenta do nosso século XX.

O artigo Os exames constitui mais um notável contributo para o conhecimento do pensamento pedagógico de Calvet de Magalhães.

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