EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 08

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1966 – O Mundial de Futebol (parte três)

 

O início do Campeonato Mundial e o magnífico comportamento da nossa equipa nacional – eis o tema central da reportagem que hoje se evoca.

Da revista Flama (n.º 958,  de 22 de Julho de 1966) aqui fica a reprodução das páginas que documentam em sugestivas e oportunas fotografias, servidas por um adequado texto em particular nas legendas, o percurso da equipa de todos nós na fase de grupos do torneio.

Naturalmente, pois é esse o objectivo central, deve destacar-se o predomínio que a Eusébio vai sendo reconhecido, como “estrela” maior de uma brilhante “constelação”.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 07

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1966 – O Mundial de Futebol (parte dois)

 

Hoje recordar-se-ão páginas da revista Flama, de cuja colecção se serão sucessivamente reproduzidas todas as páginas relativas ao Mundial de Londres, em 1966.

Torna-se particularmente interessante rever o que foi revelado, pelo texto e pela imagem, sobre o grande acontecimento desportivo que projectou Eusébio para a ribalta do futebol internacional. Aliás, é fácil constatar como, naturalmente, ele era já a figura central das reportagens agora evocadas.

As páginas hoje aqui reproduzidas dizem respeito a dois números da apreciada revista:

  • Flama 957, de 8 de Julho de 1966 – onde se apresenta a selecção nacional, como o “onze” da nossa esperança, mostrando um a um todos os seus elementos (incluindo o seleccionador e o treinador), com as respectivas fotografias e breves notas biográficas.
  • Flama 958, de 15 de Julho de 1966 – em que se mostra os preparativos do campeonato, cenas do quotidiano da selecção concentrada em estágio, assim como a apresentação dos jornalistas especialmente enviados a Inglaterra para a cobertura do acontecimento.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 06

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1966 – O Mundial de Futebol (parte um)

 

Continuaremos por mais alguns tempos na “revisão” da oportunidade que revelou ao mundo a invulgar qualidade futebolística do rei Eusébio da Silva Ferreira, precisamente o Campeonato Mundial da modalidade acontecido na Inglaterra em 1966. Com efeito, esgotada a reprodução dessa peça única que é o exemplar de A Bola onde ficou registado o excepcional feito de Eusébio, ao contribuir com 4 golos seguidos para a incrível recuperação da equipa nacional frente à Coreia do Norte, outras evocações complementares se seguirão.

Recolhi dos arquivos pessoais algum material alusivo, que depois seleccionei e tenho vindo a digitalizar, com a máxima definição compatível com a reprodução no blog, tendo em vista a qualidade que os leitores merecem. Alguns apaixonados pelo futebol têm interesse em reproduzir e guardar este material, pelo que procurarei preservar essa legítima intenção.

A temática em apreço corresponde aos inícios da grande consagração internacional de Eusébio, ainda que este já tivesse sido campeão europeu ao serviço do Benfica.

Hoje recordarei páginas de duas publicações: a Revista do Expresso 1233, de 15 de Junho de 1996, que evoca o então acontecido trinta anos antes, considerando Eusébio –o herói– como a figura nacional de 1966, e O Século Ilustrado 1485, de 15 de Junho de 1966, que inclui uma reportagem sobre o futebol português em Londres, onde se descrevem interessantes e inéditos pormenores sobre a preparação da nossa selecção.

a 1233 - 0 (1170x1500) a 1233 - 1 (1500x1034) a 1233 - 2 (1500x1053) b 1485 - 0 (1071x1500) b 1485 - 1 (1049x1500) b 1485 - 2 (1134x1500) b 1485 - 3 (1077x1500) b 1485 - 4 (1076x1500)

Seguir-se-ão outras recensões da época.

EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 05

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A Bola – 25 de Julho de 1966  (parte quatro)

Fica hoje concluída, com a apresentação -separada- das ilustrações relativas a Eusébio, a integral descrição do exemplar de A Bola que conteve o relato e comentários do jogo Portugal-Coreia do Norte.

Não foi por mero acaso o facto de o “pantera negra” ter surgido numa dezena de fotografias. Arrumei-as aqui por ordem cronológica dos factos e não consoante a sua inserção no jornal, por me parecer mais interessante esta ordenação quase narrativa.

Sem comentários desnecessários, sobretudo por força das próprias legendas, elas aqui ficam. A única nota que se justifica diz respeito à terceira fotografia, que surgia na capa do jornal logo abaixo da aqui publicada em oitavo lugar. Quer isto dizer, recorrendo à legenda comum, que regista o momento do 1.º golo de Portugal e também o primeiro de Eusébio.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 04

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A Bola – 25 de Julho de 1966 (parte três)

Fica hoje concluída a reprodução das páginas de A Bola que tem vindo a ser evocada, com o último conjunto. Faltará, conforme previsto, a reprodução em separado das fotografias onde figura Eusébio, o que será concretizado a seguir.

Não existe, no material hoje reproduzido, nada que mereça uma especial menção, pois torna-se redundante abordar a qualidade jornalística dos dois principais redactores intervenientes, Vítor Santos e Carlos Pinhão. A sua capacidade profissional, aliada a uma qualidade literária que era então timbre dos homens da imprensa, independentemente do seu género informativo, fizeram deles nomes incontornáveis na magnífica equipa que adornava aquele tri-semanário desportivo.

Aqui ficam as derradeiras 4 páginas, com vénia ao jornal e aos seus excelentes profissionais, onde gostaria de incluir os fotógrafos, cuja identidade ao tempo não era ainda considerada ao mesmo nível dos homens da escrita… Injustiças que hoje, assim o creio, já não se cometem.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 03

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A Bola – 25 de Julho de 1966 (parte dois)

Publica-se hoje a reprodução de mais 4 páginas do exemplar de A Bola onde se relatou o “histórico” desafio que a nossa selecção disputou com a Coreia do Norte, numa eliminatória relativa ao Mundial de 1966.

O encontro teve em Eusébio a figura central, pois foi ele quem desequilibrou o resultado a nosso favor, quando quase tudo parecia perdido no escândalo dos três golos que tivemos de atraso.

Se, na capa do jornal, o título mais categórico explicava ter sido Eusébio “cardiologista” de 25 milhões de corações!, certamente aqui contabilizando todos os “cidadãos” do Império, as páginas hoje divulgadas contêm outras chamadas de atenção para o portentoso futebolista:

Eusébio candidato a outro prémio – certamente ligando o devido ao melhor marcador de golos ao relativo ao melhor futebolista do torneio;

Eusébio – 4 golos seguidos!;

Goleada – Eusébio na pista das mil libras;

Velada ameaça de Alf Ramsey (seleccionador inglês) – Pode acontecer a Eusébio o mesmo que a Pelé (uma lesão) no Portugal-Brasil…;

Diz o Sunday Express – “Personalidade” n.º 1 do torneio: Eusébio da Silva Ferreira.

Enfim, uma perfeita unanimidade.fumar

Como insólita curiosidade, hoje impensável, que dá conta dos hábitos e costumes desses tempos, destaca-se um bloco publicitário disfarçado de notícia, onde se revela um “prémio” atribuído aos elementos da comitiva.

Sem comentários.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 02

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A Bola – 25 de Julho de 1966 (parte um)

 

O futebol em geral, a nossa selecção nacional em particular e Eusébio, muito em especial, como figura central do futebol e da selecção – eis o objectivo da recuperação de uma peça jornalística dos tempos heroicos em que figurámos no pódio mundial do pontapé-na-bola.

Como revisto, procedi à digitalização das páginas do histórico exemplar do tri-semanário A Bola que guarda a memória escrita e fotografada de um encontro de futebol onde Eusébio personificou a qualidade invulgar, o empenho levado ao sacrifício, o génio de excepção. Procurei diversas soluções entre as quais escolhi a que me pareceu mais adequada, embora imperfeita, em função dos recursos técnicos de que disponho.

Procurei salvaguardar a legilibilidade possível acima da estética, a fim de que os interessados possam reler essas crónicas, as peças de reportagem, os documentos transpostos a quente para o papel. Reler isso, na relativa frieza que as décadas entretanto passadas permite, mantém ainda inegável frescura. É história autêntica, páginas de uma crónica que em muito ultrapassa o futebol e o próprio desporto para se inserir num mais amplo contexto sócio-político, em função -sobretudo- da actuação do nosso Governo de então, onde as questões coloniais desempenhavam um relevante lugar. E onde a posição de Eusébio -realce-se o fenómeno- constituía uma imagem de marca do aparente respeito oficial pela igualdade racial e pelos direitos dos povos africanos que então controlávamos. Moçambicano embora, mas sobretudo português, o grande atleta ultramarino fora nacionalizado e transformado em modelo exemplar das benesses do Império.

Algumas vezes, naquilo em que as entrelinhas conseguiam ultrapassar a apertada visão censória praticada sobre todos os órgãos de comunicação, vislumbrava-se uma pequena janela (logo a seguir fechada) sobre uma realidade coberta de disfarces. Enfim, regressemos ao agora essencial.

Apresentam-se hoje as quatro primeiras páginas, e depois, em dois outros idênticos “pacotes”, as restantes. Finalmente, para completar a reprodução de A Bola de 25 de Julho de 1966, dedicarei especial atenção à reprodução das gravuras com interesse, procurando melhorá-las na sua qualidade.

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