Há vinte anos, em Alvalade…

Era a penúltima jornada do campeonato nacional de futebol da época 1999-2000, há precisamente vinte anos, hoje cumpridos.

Nesse dia 6 de Maio de 2000, um sábado de chuva, fomos a Alvalade, ainda o anterior estádio, assistir à coroação da vitória final do Sporting, em jogo contra o seu eterno rival, o Benfica. O Porto estava próximo e era preciso ganhar.

Com mais familiares, o meu irmão e o meu sobrinho, estivemos na bancada a sofrer, encharcados com uma valente molha e, no final, com uma ainda mais fria desilusão.

O desafio foi uma decepção. Foi tão emocionante como mal jogado. Na primeira parte, o Benfica não fez um só remate de jeito à baliza de Schmeichel, mas o Sporting também não incomodou Enke por aí além. Na segunda parte, os verdes tiveram diversas oportunidades de golo, todas desperdiçadas. E, quase a terminar o jogo, o árbitro Lucílio Baptista assinalou, bem, um livre no limite da área, contra o Sporting. O egípcio Sabry marcou-o de tal maneira que Schmeichel só se mexeu para ir buscar a bola dentro das redes…

Um decepção, porque o Sporting poderia ter ali garantido a vitória no campeonato nacional logo ali. Foi apenas o adiamento por uma semana, pois então foi ganhar no terreno do Salgueiros por um concludente 4-0. E foi campeão.

O Tó Zé, meu filho, mais o Miguel e a Filipa, meus netos, porque o Manuel era ainda muito novo, fomos “apanhados” à entrada daquele jogo de Alvalade por um atento jornalista do Correio da Manhã, que estranhou ver uma garota equipada de vermelho no seio de um universo uniformemente verde… Aqui fica o testemunho.

A Filipa, que sempre teve, e tem, uma forte personalidade, era então benfiquista. Influência do avô João ou da avó Lé (Adrilete), talvez, mas o facto, ali ostensivo, foi assumido em plenitude pela miúda. E ela lá foi, com o seu flamante kispo vermelho e, sobretudo, com o seu discordante cachecol, vibrando depois como mais ninguém, em plena bancada verde, com o triunfo dos seus. E ninguém, absolutamente ninguém, se incomodou, ou a incomodou, por tal “anormalidade”! Outros tempos em que o desportivismo ainda estava em vigor.

A Filipa, pouco depois, reconheceria que não era aquela a sua verdadeira “paixão” clubista. Escreveu então à sua querida avó Lé um cuidado e explícito recado, onde se desculpava e dizia tratar-se de uma mudança provisória. (creio que a “explicação” se prendeu à sensacional transferência do João Vieira Pinto, que era o seu ídolo). Mas ela aprendeu depressa o que era um clube diferente e ficou para sempre no Sporting…

Ainda hoje vibra e sofre por ele, e assim será no futuro. Agora vamos de verde, todos juntos, para Alvalade, o novo estádio, ou para outros, como o Jamor. O Correio da Manhã, ou qualquer outro órgão de comunicação social, já não notaria dissonâncias cromáticas…

Este episódio de vida hoje recordado aconteceu há precisamente vinte anos, naquela inesquecível tarde de chuva fria no antigo Alvalade…

Ideias Imaginadas – dezassete

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MARKETING EMOCIONAL

Para vendermos uma ideia temos de compreender o que importa para as pessoas e saber o que precisam.

Não podemos alterar a forma como as pessoas interagem ou pensam, nem as suas rotinas e hábitos. Mas podemos alterar os seus desejos e criar novas necessidades onde elas ainda não existem.

O Marketing de qualidade é Marketing emocional. O Marketing desperta sensações e reações. O Marketing vende estados de espírito e transfere sorrisos e arrepios.

A nossa audiência tem de sorrir para os nossos produtos ou serviços. Tem de se emocionar e relacionar. Tem de se apaixonar e divulgar. E nós temos de os entreter e cativar. Temos de os entender e ouvir. Temos de os convencer e agarrar.

O nosso alvo pode ainda não saber que existimos ou que precisa de nós. Muitas vezes temos de alterar os seus comportamentos e necessidades. Temos de criar o hábito Nespresso, o hábito Uber, o hábito iPad, o hábito Netflix, o hábito Facebook, etc. Temos de criar rotinas e desejos novos.

Quando olhamos para trás já não sabemos viver sem Uber e Facebook. O que é certo é que há 15 anos não existiam e vivíamos na mesma. As marcas que nos marcam não nos deixam imaginar um mundo sem a sua presença. Não sabemos explicar o porquê.

O que nos move é a felicidade. O que faz a diferença é o Marketing Emocional.

 Filipa de Azevedo Coutinho

Ideias Imaginadas – dezasseis

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As virtudes dos cliques 16

Todos clicamos. Em páginas, em motores de busca, em links, em fotografias, em anúncios, em vídeos, etc. Todos gostamos de clicar. Clicamos mais e mais. Clicamos todos os dias, a toda a hora, mais no telemóvel do que no computador. Clicamos na rua, clicamos no supermercado, clicamos na Zara, clicamos no carro, clicamos no cinema, clicamos no sofá.

Clicar é “pressionar um dos botões do rato ou do teclado”. Clicar é “escolher uma opção ou desencadear uma ação através de um botão ou de uma tecla real ou virtual”*. Clicar já faz parte do nosso dia a dia. Clicar já nasce connosco. Clicar é algo inerente ao ser humano.

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Nos EUA as pessoas já clicam mais no carrinho de compras online do que offline. Clicamos para comprar. Clicamos para saber. Clicamos para questionar. Clicamos para conversar. Todos os nossos comportamentos são digitalizados. Todas as nossas experiências são ou têm uma componente digital. As ferramentas digitais vieram melhorar e facilitar uma experiência de consumo.

Então quais as virtudes dos cliques?

  1. Os cliques (através das cookies) dão-nos informação sobre quem clica. Os cliques mostram-nos os interesses e caminho do consumidor.
  2. Os cliques trazem visitas aos nossos sites e blogs.
  3. Os cliques dão-nos destaque e atraem mais interessados no nosso conteúdo, serviço ou produto.
  4. Os cliques aumentam a nossa presença e audiência na internet.
  5. Os cliques significam interesse e potenciais fãs, seguidores e/ou clientes.
  6. Os cliques movimentam pessoas de outros sites para o nosso site, de uma página de Facebook para um site ou vice-versa, de um artigo para um site.
  7. Os cliques elevam o nosso site/blog no ranking do Google. Aumentam a nossa voz.

Sem cliques não aprendemos. Sem cliques não vivemos.

Ideias imaginadas – quinze

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Um site responsive 15-a

Está a utilizar um smartphone, um tablet ou um computador?

Atualmente, cerca de 40% dos visitantes deste site consultam-no a partir de dispositivos móveis, sendo que desses 40%, 33% utilizam telemóveis para aceder ao site. Este número tem tendência para crescer e cada vez irão existir mais opções de acesso à internet.

A democratização dos smartphones e o acesso cada vez mais móvel vem alterar o mercado tecnológico.

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O nosso site móvel tem de estar adaptado a esta multiplicidade de ecrãs, a tantas medidas diferentes de ecrã, a sistemas operativos Android, a sistemas iOS, à vontade de rodar o ecrã, etc. O nosso site tem de ser responsive (responsivo).

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Um site responsive ou flexível é aquele que automaticamente se adapta ao dispositivo do utilizador (computador, smartphone, tablet, etc.).

Um site responsive altera a sua estrutura e disposição com base no tamanho do ecrã em que o site é exibido. Caso o utilizador esteja a consultar o site num ecrã pequeno, os elementos reorganizam-se e mostram os tópicos principais em primeiro lugar.

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Os smartphones andam sempre connosco. São a nossa enciclopédia portátil, o nosso catálogo de críticas e recomendações, o nosso GPS, a nossa companhia dentro das lojas, o nosso cartão de descontos, etc.

O nosso site tem de estar adaptado aos micro-momentos de ‘eu-quero-fazer’, ‘eu-quero-comprar’, ‘eu-quero-encontrar’, a meio do meu dia, no meio da rua.

O nosso site tem de ser rápido e leve. É muito importante que o tempo de carregamento da página seja curto e que a navegação seja o mais prática e fácil possível.

Garantir que um site funciona bem em todos os dispositivos é muito complexo. Significa lidar com diferentes browsers, múltiplas versões dos mesmos, dezenas de resoluções diferentes e uma enorme variedade de dispositivos. Além de ter um programador fantástico, implica ter pessoas que testem a navegabilidade do site em diversos smartphones, computadores e tablets de diferentes marcas.

Ter um site com uma versão mobile (que abre exclusivamente em dispositivos móveis, como: m.facebook.com) é diferente de possuir um único site responsive. Um site responsive é mais inteligente e adapta-se à escolha de dispositivo do utilizador.

Ter um site resposive e adaptado a qualquer ecrã é mais uma das regras de SEO (Search Engine Optimization) que nos fazem subir no ranking do Google para estarmos no topo dos resultados quando alguém procura por nós.

Ideias Imaginadas – catorze

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If Content is King, SEO is the Queen

Se o Conteúdo é Rei, o SEO é a Rainha.14

Bom conteúdo é mais do que meio caminho andado para atrair visitas e gerar clientes para os nossos sites e blogs. Mas sem uma boa estratégia de SEO (Search Engine Optimization), não captamos todas as atenções que queremos captar, especialmente a atenção do Google.

O Google é a nossa porta para o mundo, o nosso cartão de visita, o nosso ‘boca-a-boca’, o caminho para o sucesso. O Google tem de saber quem somos. O Google tem de saber que existimos. O Google tem de nos encontrar. E quem não esta no seu índex, não existe. Para isso, o nosso conteúdo tem de ser brilhante e o nosso SEO fantabulástico.

Não devemos escrever o mesmo que o vizinho do lado ou que o vizinho que já ocupa a primeira posição do Google. Temos de escrever de forma diferente, utilizar as keywords mais importantes e links externos fortes. Arriscar falar em temas que ninguém arrisca falar, ou referi-los sob outra perspetiva. Seguir as dicas do Yoast no WordPress. Escrever para todos, para que todos nos queiram ler e divulgar. Saber criar engagement com quem nos aplaude. Agradar a Gregos e Troianos. Responder a críticas positivas e criticas negativas.

Se o conteúdo é o sumo, o SEO é a garrafa que transporta o sumo de mão em mão, é o que o faz ganhar forma e ser lembrado.

Ideias Imaginadas – treze

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Importância das fotografias

Hoje em dia todos conseguimos tirar fotografias. De pior ou melhor qualidade, com flash ou sem flash, com mais ou menos filtros. E é cada vez mais fácil tirá-las,  partilhá-las e apagá-las.13-0

As fotografias são o espelho das memórias. Ajudam-nos a ilustrar momentos, a criar nostalgia e a recordar o passado. Capturamos instantes, preservamos recordações, guardamos episódios.

Se a importância das fotografias é incontestável, a importância das fotografias com qualidade é inegável.

Aplicações como o Snapseed (para editar imagens) deviam ser de uso obrigatório. Transformam uma fotografia como esta:

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Numa recordação assim:

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Fotografar é recordar. Fotografar é imaginar.