O que deve ser dito

O que deve ser dito.

Creio justas, incisivas e oportunas as palavras críticas de João Miguel Tavares a propósito da estulta polémica desencadeada a propósito do conteúdo e, sobretudo, da designação de um putativo museu.

Pode e deve perguntar-se como gente que se considera culta e até iluminada se presta a um exercício de pura exibição de radical cretinice. Entre o falsamente cultural e o pretensamente político, temos vindo a assistir a um espectáculo público quase quotidiano, onde a sensatez é atropelada pelos mais básicos fundamentalismos.

Incapazes de entender os contextos históricos e sociais assim como a evolução das mentalidades e das culturas, alguns pretensos intelectuais exibem, apenas, certa má consciência e a sua incontida ânsia de protagonismo.   

Na condição de simples cidadão vulgar de Lineu, que procura pensar pela própria cabeça e reflectir sobre a sua experiência, tenho direito à opinião pessoal. Por isso, limitado à modesta dimensão deste blog que me dá voz, estou a preparar dois depoimentos alusivos.

Em O meu primeiro Museu dos Descobrimentos testemunharei aquela que considero uma experiência iniciática, pelos 8 anos, de contacto com a exibição pública da nossa História Pátria.

A seguir, em Tintin no Congo, recuperando uma série que elaborei em finais de 2010, publicada no “blog” A Voz Portalegrense de Mário Casa Nova Martins, relatarei e comentarei um caso isolado -mas muito significativo- de acusação de racismo. Como agora acontece…

Em breve, aqui no Largo dos Correios.