João Cabral de Melo Neto faria hoje 100 anos

João Cabral de Melo Neto nasceu em Recife, no dia 6 de Janeiro de 1920, e faleceu no Rio de Janeiro em 9 de Outubro de 1999. Algumas biografias indicam o dia 9 de Janeiro como a data do nascimento. 6 ou 9 tanto faz quanto ao presente interesse da sua justa evocação…

Cumprir-se-á portanto, hoje mesmo (ou daqui a escassos dias), um século sobre o seu nascimento.

Foi um poeta e diplomata brasileiro. A sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, é caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes.

Inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil e é mesmo considerado o maior poeta de língua portuguesa por escritores como Mia Couto.

Foi agraciado com vários prémios literários, entre eles o Prémio Neustadt, tido como o “Nobel Americano”, sendo o único brasileiro galardoado com tal distinção, assim como o Prémio Camões. Quando morreu, em 1999, especulava-se que era um forte candidato ao Prémio Nobel de Literatura.

Irmão do historiador Evaldo Cabral de Mello e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre, João Cabral foi amigo do pintor Joan Miró e do poeta Joan Brossa. Foi casado com Stella Maria Barbosa de Oliveira, com quem teve os filhos Rodrigo, Inez, Luiz, Isabel e João. Casou-se em segundas núpcias, em 1986, com a poetisa Marly de Oliveira.

O escritor foi membro da Academia Pernambucana de Letras (embora não tenha comparecido a nenhuma reunião como académico, nem mesmo a sua posse) e da Academia Brasileira de Letras.

Patxi Andión – Palabras

Veinte años de estar juntos
esta tarde se han cumplido.
Para ti… flores… perfumes,
para mi… algunos libros.
No te he dicho grandes cosas
porque… porque no me habrian salido,
ya sabes… cosas de viejos…
requemor de no haber sido.
Hace tiempo que intentamos
abonar nuestro destino.
Tu… tu bajabas la persiana
Yo… yo apuraba mi ultimo vino.
Hoy, en esta noche fria,
casi… como ignorando el sabor
del la soledad compartida,
quise hacerte una cancion
para cantar… despacito,
como se duerme a los niños.
Y… y ya ves, solo… palabras
sobre notas me han salido
que al igual que tu y