IF – Rudyard Kipling – 5 (fim)

O conto “Toomai dos Elefantes” integra “O Livro da Selva” e é considerado exemplar no seu género. Toomai é um menino de dez anos em cujas veias corre o sangue dos mais valentes e intrépidos domadores de elefantes de toda a Índia. A sua história, após a morte do pai e na companhia do seu querido amigo elefante Kala Nag, é uma narrativa empolgante que já serviu como argumento a filmes hoje clássicos, assim como a séries da TV.

Também o jornal de quadradinhos Diabrete o descobriu e o genial desenhador Fernando Bento aproveitou a história para construir uma banda desenhada publicada nos seus inícios, entre os números 5 (1 de Fevereiro de 1941) e 14 (5 de Abril de 1941).

Foi precisamente ali que descobri e encontrei Rudyard Kipling. Eu tinha então 6 anos, mal sabia juntar as letras, mas nunca mais o perdi. Até hoje e seguramente para todo o sempre.

Aqui fica mais uma vez IF, esconjurando os meus medos, os nossos medos:

SE

Com especial dedicatória a Rudyard Kipling, autor imortal de If e Prémio Nobel da Literatura (1907), e também a todos aqueles que ainda acreditam, apesar de tudo, que a cada Sexta Feira de Paixão, mesmo sendo dia 13, sucede sempre uma radiosa Ressurreição.

 

Se tu podes manter a serenidade, quando todos aqueles
Que estão ao pé de ti já há muito a perderam e criticam
A tua coerência a que chamam pessimismo.

Se sabes guardar, sem a revelares, alguma reserva de esperança
Onde todos a vão esquecendo e até privas com chefes e presidentes
Sem dobrares a espinha que tantos já curvaram mais a pança.
Se achas que revoluções a sério não se fazem todos os dias
E que a liberdade vale mais no coração do que nos textos;
Se com brandura ou fúria por igual respondes,
Sem aparentares bondade ingénua e desmedido orgulho,
Nem do sábio imitando ou do tonto copiando
Utopias loucas, dúvidas sistemáticas e sãos discernimentos.

Se o tempo e o espaço não fizeram de ti escravo nem senhor,
Se a razão do pensamento não transparece ainda em ti turvada
Nem pelo contrário, e por excesso, iluminada.

Se encaras a vitória ou a derrota (e até o empate)
Serenamente lúcido, vacilando q.b. e apenas isso,
Se confias nas listas de espera dos hospitais
Sem antes morreres ou desistires,
E se crês na justiça destes homens a seus iguais,
Na douta competência dos doutores
E dos construtores de estradas e de pontes,
Nos radares da polícia e na perícia dos nossos condutores
E ainda sobrevives.

Se pagas com um sorriso os impostos e as multas,
Se perdes tudo numa global falência
Mas voltas sem um pio ao princípio de todas as coisas
E logo crês que estás seguro e és livre e que acreditam em ti,
Apesar de nunca dispores do cartão certo
E com as quotas em dia (não te esqueças!),
Porque assim nem a boy chegas
Pois as cunhas são fascistas e mais do que provas e outras meças
Apenas conta a fidelidade e quanto mais cega melhor.

Se não acreditas nas receitas do milagre garantido
Pelas salas do chuto, mas também do copo, da bucha
E do fumo (por que não?) que todo o vício merece por igual ser tratado.
A Democracia não pode ter sempre as vistas curtas
Que por nós brandamente vela a Europa, aqui ao lado.

Se podes preencher cada minuto que o Big Brother te deixa livre
Com sessenta segundos de algum regresso à terra firme
E ainda podes respirar e pensar no resto da vida, a verdadeira,
Se então desprezas o próximo crédito e a próxima promoção
E vais ler o último livro de versos e vais ouvir a última canção.

Se não desistes de lutar mesmo sendo um Dom Quixote, puro,
Embora em vez de doces miragens haja aqui Poder, e duro
(Quem se mete com o PS leva – J. Coelho assim jurou um dia).
Se ainda acreditas em valores antigos e lhes sopras a poeira ao léu
Então consegues distintamente ouvir: – Era uma vez…

Por isso, abençoadas sejam a tua loucura e a tua rebeldia,
Que o Portugal eterno, meu filho, será teu,
E tu serás ainda e sempre um Português!

 Versão (ainda) livre do poema If de Rudyard Kipling

IF – Rudyard Kipling – 4

Guilherme de Andrade de Almeida (Campinas, 24 de Julho de 1890 — São Paulo, 11 de Julho de 1969) foi um advogado, jornalista, heraldista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.

Era filho de Estevam de Araújo Almeida, professor de Direito e jurisconsulto, e de Angelina de Andrade.

Participou do grupo verde-amarelista e colaborou também com a Revista de Antropofagia, tendo escrito poemas-piada à moda de Oswald de Andrade.

Foi o primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras (1930). Terceiro ocupante da Cadeira 15, eleito em 6 de Março de 1930, na sucessão de Amadeu Amaral e recebido pelo académico Olegário Mariano em 21 de Junho de 1930. Em 1958, foi coroado o quarto “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.

A essência de sua poesia é o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Sobressaiu sempre o artista do verso, que o poeta Manuel Bandeira considerou o maior em língua portuguesa.

Combatente na Revolução Constitucionalista de 1932 e exilado em Portugal, após o final da luta, foi homenageado com a Medalha da Constituição, instituída pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

A sua obra maior de amor a São Paulo foi o seu poema Nossa Bandeira, além do Hino dos Bandeirantes – oficializado como letra do Hino do Estado de São Paulo – e da letra do hino da Força Pública (actual Polícia Militar do Estado de São Paulo).

Encontra-se sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo.

A sua versão do poema IF, de Rudyard Kipling, vem a seguir:

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;
De sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E – o que mais – tu serás um Homem, ó meu filho!

IF – Rudyard Kipling – 3

Félix Redondo Adães Bermudes (Porto, 4 de Julho de 1874 – Lisboa, 5 de Janeiro de 1960) foi um escritor e dramaturgo português, presidente do Sport Lisboa e Benfica em 1916 e de 1945 a 1946.

Impôs-se desde muito cedo, ao lado de Cosme Damião, primeiro como atleta e, mais tarde, como dirigente. Praticou futebol, atletismo, ténis, ciclismo, tiro desportivo, esgrima, hipismo e natação.

A 28 de Julho de 1925 foi feito Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Foi um dos membros fundadores da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, primeira designação da Sociedade Portuguesa de Autores e foi seu presidente de 1928 até 1960, sucedendo no cargo a Júlio Dantas.

Bermudes foi igualmente um homem de cultura, tendo deixado o seu nome ligado a um sem-número de peças teatrais, comédias, revistas e guiões de cinema, sendo da sua autoria, em parceria com Ernesto Rodrigues e João Bastos, o guião do filme O Leão da Estrela, de Arthur Duarte.

Em 1933 escreveu o texto da opereta “O Timpanas”, com música de Frederico de Freitas.

Também colaborou na revista O Palco (1912). É ainda famosa a sua tradução do poema If, de Rudyard Kipling, que aqui se apresenta:

Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu…
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê… Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário…
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão…

Se podes dizer bem de quem te calunia…
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)…

Se podes esperar sem fatigar a esperança…
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho…
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho…

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores…
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores…

Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste…

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo…

Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante…

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre…
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade…
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade…

Se quem conta contigo encontra mais que a conta…
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos…

Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!…
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!

IF – Rudyard Kipling – 2

Joseph Rudyard Kipling nasceu no dia 30 de Dezembro de 1865 em Bombaim, na Índia britânica, filho de Alice e John Lockwood Kipling.

A sua mãe foi uma mulher vivaz, sobre a qual um futuro Vice-rei da Índia diria: “O tédio e a Sra. Kipling não podem existir no mesmo espaço”. Lockwood Kipling, escultor e designer de cerâmica, foi director e professor de escultura arquitectónica na recém-fundada Sir Jamsetjee Escola de Arte e Indústria em Bombaim.

O casal, que se mudou para a Índia, tinha-se conhecido em Rudyard Lake na área rural de Staffordshire, em Inglaterra, e encantou-se tanto com a beleza do lugar que deu o seu nome ao primeiro filho.

Os dias de Kipling de “intensa luz e escuridão” em Bombaim terminariam quando ele tinha sete anos. Como era o costume na Índia britânica, ele e a sua irmã de três anos, Alice, seriam enviados para Inglaterra – neste caso para Southsea (Portsmouth), onde deles cuidaria um casal que recebia filhos de compatriotas britânicos vivendo na Índia. As duas crianças viveriam com o casal, o Capitão Holloway e esposa, numa casa de Lorne Lodge, pelos próximos seis anos. Na sua autobiografia, escrita 65 anos depois, Kipling lembraria aquele tempo com horror, e se perguntaria ironicamente se a combinação de crueldade e negligência que ele experimentou nas mãos da Sra. Holloway não poderiam ter apressado o começo de sua vida literária:

Se você interroga uma criança de sete ou oito anos sobre suas actividades diárias (especialmente quando quer dormir), ela contradiz-se com satisfação. Se cada contradição for tomada como uma mentira, a vida não é fácil. Eu experimentei um bocado de intimidação, mas isso era tortura calculada – tanto religiosa como científica. Ainda assim, isso fez-me dar atenção às mentiras que, bem cedo, achei necessário contar: e isso, presumo, é a base do meu esforço literário”.

Kipling é considerado como o maior inovador na arte do conto curto; os seus livros para crianças são clássicos da literatura infantil e o seu melhor trabalho dá mostras de um talento narrativo versátil e brilhante.

Tornou-se um dos escritores mais populares da Inglaterra, na prosa e na poesia, no final do século XIX e início do XX. O autor Henry James referiu: “Kipling impressiona-me pessoalmente como o mais completo homem de génio (o que difere de inteligência refinada) que eu jamais conheci”.

Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1907, tornando-se o primeiro autor de língua inglesa a receber esse prémio e, até hoje, o mais jovem a recebê-lo. Entre outras distinções, foi sondado em diversas ocasiões para receber a Láurea de Poeta Britânico e um título de Cavaleiro, as quais rejeitou.

Ainda assim, Kipling tornou-se conhecido (nas palavras de George Orwell) como um “profeta do imperialismo britânico”. Muitos viam preconceito e militarismo nas suas criações, e a controvérsia sobre esses temas na sua obra perdurou por muito tempo, ainda no século XX. De acordo com o crítico Douglas Kerr: “Ele ainda é um autor que pode inspirar discordâncias apaixonadas e seu lugar na história da literatura e da cultura ainda está longe de ser definido. Mas à medida que a era dos impérios europeus retrocede, ele é reconhecido como um intérprete incomparável, ainda que controverso, de como o império era vivido. Isso, e um reconhecimento crescente de seus extraordinários talentos narrativos, faz dele uma força a ser respeitada”.

Uma de suas obras, “O Livro da Selva”, foi adoptado por Robert Baden-Powell, fundador do Escutismo, como fundo de cena para as actividades com jovens dos 7 aos 11 anos, denominando os jovens dessa faixa etária como lobitos.

Rudyard Kipling morreu em Londres, no dia 18 de Janeiro de 1936, e foi sepultado na Abadia de Westminster.

O seu fabuloso poema If (Se) é o símbolo dos Cadetes da Academia da Força Aérea. Trata-se de um poema escrito em 1895 e publicado pela primeira vez em 1910 numa colectânea de contos e poemas intitulada “Rewards and Fairies”. O estilo é típico do estoicismo vitoriano. Segundo o que próprio autor escreve na sua autobiografia, “Something of Myself”, o poema foi inspirado por Sir Leander Starr Jameson.

Este foi um médico e político britânico (Edinburgh, 1853 – Londres, 1917).

Emigrando para a África do Sul em 1878, tornou-se um dos melhores agentes da British South African Company. Depois de alguma agitação política, ele foi primeiro-ministro da África do Sul (1904-1908).

A forte personalidade de Jameson parece ter inspirado um certo grau de devoção dos seus contemporâneos. Os seus biógrafos consideram que Rudyard Kipling escreveu o poema If, tendo em mente, como inspiração, o espírito de Jameson, que recomendava como norma de vida para os jovens. Note-se que o poema é mesmo endereçado ao próprio filho de Rudyard Kipling, como se pode ler nas últimas linhas.

Aqui fica na sua versão original:

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise:

If you can dream—and not make dreams your master;
If you can think—and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build ‘em up with worn-out tools:

 If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: ‘Hold on!’

 If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings—nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And—which is more—you’ll be a Man, my son!

IF – Rudyard Kipling – 1

O poema IF (SE), inspirada criação do laureado escritor Rudyard Kipling (Bombaim, 1865 – Londres, 1936), é uma das mais clássicas produções do género, divulgada em todo o Mundo através de algumas conhecidas adaptações. A nacional mais conseguida, a meu ver, é de Félix Bermudes, ao ter transposto para a nossa língua o pleno sentido do original inglês. Também é muito apreciável a versão, em português do Brasil, da autoria de Guilherme de Almeida.

Este poema traduz todo um programa ou filosofia de vida, incitando cada um de nós a enfrentar dificuldades e obstáculos, sabendo manter em todas as circunstâncias uma tal coerência que possa levar-nos a atingir os apogeus de um autêntico e natural heroísmo do quotidiano.

À minha escala humana, à dimensão contida dos meus horizontes, à consciência que detenho das minhas capacidades e limitações, criei um dia uma versão pessoal do poema, que sempre me impressionou. É uma norma de vida.

Publiquei-a então pela primeira vez (onde havia de ser!?) no saudoso jornal portalegrense Fonte Nova, no seu n.º 858, em 14 de Abril de 2001.

Hoje, sobretudo no seio desta crise que a todos aflige e reconhecendo-lhe a mesma flagrante actualidade, subscrevo o poema sem qualquer hesitação. Por isso mesmo aqui o evoco e vou partilhar em dias sucessivos. Será nas suas diversas versões: a original, a de Félix Bermudes, a de Guilherme de Melo e a minha.

Resistiréis, HÉROES (quédate en casa)

Resistiréis, HÉROES (quédate en casa)

Uma jovem, Maria Ocaña Seseña, que integra as equipas sanitárias do Hospital Universitário Ramón y Cajal, em Madrid, centro de referência científica nacional e internacional, interpreta e dedica uma emocionante canção aos seus companheiros de trabalho e a outros heróis nesta luta desesperada, fazendo ainda apelo à manutenção de toda a população em casa.

Este sentido recado também nos serve.