Jornadas Europeias do Património 2017 – Alegrete (Portalegre) e Peniche

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2017 – ALEGRETE

 Numa das vilas mais bonitas de Portugal – ALEGRETE (Portalegre) – irão decorrer as Jornadas Europeias do Património 2017, nos dias 22, 23 e 24 de Setembro.

 O tema deste ano será o Património e a Natureza.

 Neste evento pretende-se chamar a atenção para a importância da relação entre as pessoas, as comunidades, os lugares e a sua História, mostrando como o Património e a Natureza se cruzam nas suas diferentes expressões – mais urbanas ou mais rurais – e para a necessidade de preservar e valorizar esta relação, fundamental para a qualidade da vida, para a qualificação do território e para o reforço de identidades.

O Município de Peniche associa-se ao Programa nacional das Jornadas Europeias do Património, este ano subordinadas ao tema “Património e Natureza. Pessoas Lugares e Histórias“, que se assinalam no último fim de semana de Setembro.

 Convidam-se todos os interessados a participarem nas seguintes actividades:

– Visitas guiadas ao Museu Municipal / Fortaleza de Peniche e ao Museu da Renda de Bilros de Peniche.
 23 de Setembro, às 11h00, e 24 de Setembro, às 16h00.
Entrada gratuita aos participantes na visita, mediante pré-inscrição obrigatória através do contacto 262 780 116.
 – Rota das Igrejas do Concelho de Peniche – Itinerário pelo Património Religioso.
 Entrada livre.
 Mais informações e horários de abertura dos 11 templos que integram a Rota disponíveis na página do Município de Peniche em
                      www.cm-peniche.pt/RotaIgrejas_concelhopeniche

 Participe!

Anos XXX e XL – 20

No seu número extraordinário de 1966, O Século arrumou de modo diferente os vários distritos. Portalegre surge aqui antes de Leiria e assim recapitularemos esse material informativo.

A primeira das páginas é repartida entre Alter do Chão, Portalegre e Gavião, cabendo à capital de distrito cerca de metade do espaço, com a restante dividida pelos outros dois concelhos.

Alter do Chão orgulha-se do seu passado e vê abertas largas perspectivas para o futuro. Como suas aspirações, onde se destaca um vasto programa de construção de vias de comunicação, contam-se ainda a avenida de acesso ao mercado municipal, o abastecimento de água com distribuição domiciliária em Cunheira, a cobertura do ribeiro de Abóbada em Alter do Chão, o arranjo do lago e a conclusão das redes de saneamento na vila e em Cunheira.

Quanto a Sousel, onde um vasto conjunto de obras tem contribuído, expressivamente, para o engrandecimento, projectam-se o abastecimentos de água por meio de fontanários públicos, a construção de um reservatório e distribuição domiciliária, os alargamento e regularização do Largo do Álamo, em Belver, a construção de uma passagem submersível no Moinho do Torrão, a pavimentação do caminho municipal de Belver a Torre Cimeira e a construção de um pontão na estrada municipal de Belver a Furtado.

Ambos os concelhos ostentam os retratos presidenciais.

Portalegre auto-revela-se como grande centro industrial e região em pleno desenvolvimento com as obras realizadas, também nas zonas rurais. Porém, confessa-se como distrito dotado de uma das mais baixas receitas entre todas as capitais de distrito. Tudo isso era autêntico e mantêm-se, com uma “ligeira” alteração: a cidade perdeu a privilegiada condição industrial de então…

Uma única fotografia, panorâmica, mostra -em montagem- o projecto daquele que viria a ser o café-restaurante O Tarro.

Para além da considerável descrição das obras então em curso, fixemo-nos nas principais aspirações desse 1966: construção de um hotel (equivale à tradicional pousada!) e de um edifício dos CTT, beneficiação de alguns arruamentos, restauro da Sé e das muralhas do castelo, bem como abastecimento de água.

Diz-se que a Comissão Municipal de Turismo continuava a interessar-se pelo aproveitamento da Quinta da Saúde, notícia manifestamente exagerada, como se vê, ainda hoje…

Infelizmente.

A Casa Cheia de José Régio – I

A Arq. Susana Bicho coordena “Uma Casa Cheia”
para descobrir e criar na Casa-Museu José Régio

A Casa-Museu José Régio deu início, no passado dia 8 de Maio, à actividade educativa (oficina de educação patrimonial) designada por “Uma Casa Cheia”, com sessões às terças e sextas-feiras, pelas 9:30 horas, durante os meses de Maio e Junho de 2017.

Coordenada pela arquitecta Susana Bicho, “Uma Casa Cheia” é dirigida aos alunos do 1º e 2º ciclos do ensino básico e pretende que as crianças visitem a casa onde viveu o poeta José Régio e que aí desenvolvam diversas experiências em torno da Casa e do Habitar, através do contacto com as divisões, os móveis e os objectos de arte, as sensações, vivências e memórias.

Nesta actividade que relaciona as facetas de poeta e coleccionador de José Régio, será desenvolvida, para além da visita, uma oficina plástica tridimensional, na qual os alunos irão criar a sua própria Casa da Poesia, através de materiais reutilizados (cartões, cartolinas, folhas, tecidos, revistas, jornais) e que no final levarão para as suas escolas podendo inspirar outras actividades.

Para Maria José Maçãs, responsável pela Casa-Museu José Régio “Uma Casa Cheia é a nossa proposta para os próximos meses. É uma actividade lúdica que se enquadra no âmbito curricular e com a qual pretendemos estimular os alunos para a descoberta da Casa e da colecção como inspiradoras da poesia, fomentar o sentido de observação, interpretação e preservação do património pessoal do poeta que é também património de Portalegre, da região e do país e que desenvolvam capacidades criativas e criem vínculos afectivos na construção de uma Casa da Poesia”.

A simples transcrição do texto anterior dá imediata conta de uma invulgar iniciativa pedagógica, inspirada e assente na Casa-Museu José Régio, em Portalegre. Os seus criadores e promotores merecem uma palavra de louvor e de estímulo, envolvendo sobretudo Susana Bicho, Maria José Maçãs, Vera Lopes (autora das ilustrações do folheto), todos os colaboradores anónimos, assim como a entidade de tutela, a Câmara Municipal de Portalegre.

A real complexidade do trabalho transpira na aparente facilidade de cada frase, de cada gravura, de cada proposta de observação, análise e resposta aos desafios colocados. Como complemento didáctico de uma visita museológica escolar, o projecto “Uma Casa Cheia” afigura-se exemplar. Creio que, devidamente adaptada, a iniciativa poderá mesmo servir um público adulto, como guião apto à visitação e à sua memória.

Pareceu-me pois este um magnífico pretexto de divulgação regiana, na precisa passagem de mais uma efeméride do nascimento do poeta.

Com a devida vénia e admiração, em homenagem aos autores e sobretudo ao génio “inspirador”, aqui reproduzirei as páginas de “Uma Casa Cheia”, cheias dos bons propósitos das obras que têm história, de antigas e nobres gentes com viva e obsidiante memória…

(e que Régio me desculpe a pobre adaptação dos seus imortais versos)