Em Peniche, um filme a não perder!

Exibição do documentário “The White Helmets”, de Orlando von Einsiedel, que retrata o dia-a-dia da associação síria Capacetes Brancos, cuja missão é auxiliar as populações no imediato seguinte a um bombardeamento aéreo. Esta exibição cinematográfica pretende consciencializar para o quotidiano de milhões de pessoas que se mantiveram na Síria depois do início da Guerra Civil, e para as razões que levam estes seres humanos a procurar refúgio noutros territórios.

Casa do Alentejo em Lisboa faz 94 anos

Amanhã, dia 10 de Junho, a Casa do Alentejo, em Lisboa, cumprirá o seu 94.º aniversário. Para assinalar devidamente a data, será promovido o evento “Casa do Alentejo, centro de encontro e convívio do Poder Local”, com o seguinte programa:

                                                   Exposições
– Exposição das bandeiras dos Municípios
– Exposição dos premiados do Prémio Casa do Alentejo 2017 Concurso de Fotografia “Castelos e Fortificações do Alentejo”
– Exposição de pintura de Luísa Ferro
                                                   Sessão Solene
– Balanço da actividade da Associação Regionalista
– Intervenção sobre “O Poder local e a sua importância”
– Homenagem aos sócios de 25 e 50 anos de associados
– Entrega dos prémios do Concurso de Fotografia “Castelos e Fortificações do Alentejo”
                                                   Almoço
– Almoço de Aniversário e Confraternização
– Abertura do Bolo de Aniversário
                                                   Animação
– Animação e convívio à volta do cante Grupo de Cantares Albelterium” de Alter do Chão
Grupo Coral da Mina de S. Domingos

A ideia de criar uma Liga que reunisse a colónia alentejana em Lisboa remonta a 1912. No entanto, a primeira tentativa não foi bem sucedida e o processo só viria a ser reiniciado cerca de dez anos depois, a partir do mesmo núcleo de notáveis que fundaram o Grémio Alentejano em 10 de Junho de 1923.
Em 1939, por força da legislação que então vigorava, a agremiação teve que abdicar da designação de “Grémio”, passando a chamar-se Casa do Alentejo.
Esta Casa tem desempenhado, ao longo da sua vida, um importante papel em prol da Cultura e do Associativismo.
É reconhecida a sua profícua actividade nos campos cultural, social, assistencial e recreativo aos serviço dos alentejanos em geral e, em particular, dos radicados na cidade de Lisboa e periferia, mantendo uma constante colaboração com as autarquias de Lisboa, Setúbal e Alentejo.
As manifestações culturais realizadas na sua magnífica sede tiveram a participação de personalidades públicas que, durante décadas, a têm honrado com a sua presença, o que lhe fez merecer inúmeros louvores e condecorações, de que destacamos agraciamento com o “Grau de Oficial da Ordem de Benemerência” que lhe atribuiu o Ministério da Educação Nacional a 29 de Julho de 1939.
Em 1991 foi também reconhecida como “Pessoa Colectiva de Utilidade Pública”, nos termos do Decreto-lei n.º 460/77, publicado no Diário da República, II série, n.º 7 de 9 de Janeiro de 1999. A Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio concedeu-lhe o “Diploma de Federada” em 30 de Setembro de 1970.
A intervenção da Casa do Alentejo vai muito para além do seu espaço físico em Lisboa, dando o seu contributo na organização de conferências, congressos e manifestações culturais que se realizam periodicamente no Alentejo com vista ao desenvolvimento regional, à melhoria da qualidade de vida dos alentejanos e à preservação dos seus costumes.

O Palácio Sede

Construído possivelmente nos finais do século XVII, o edifício onde hoje se encontra instalada a Casa do Alentejo sofreu profundas modificações no princípio do século XX.
Da sua história mais antiga sabe-se que pertenceu a uma família aristocrática – os Paes de Amaral (Viscondes de Alverca) – de quem adoptou o nome e o título de Palácio Paes do Amaral ou Palácio Alverca.
No início do século XX (1917-1919) foi alugado a uma empresa que transformou uma parte do velho palácio no 1.º casino da capital – o Magestic Club.
O Palácio sofreu, assim, profundas obras de adaptação sob a direcção do arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior, transformando-o no esplendoroso edifício que chega até aos nossos dias. Um dos artistas que mais participou na decoração foi o pintor portalegrense Benvindo Ceia.

O Magestic Club denomina-se, anos mais tarde, “Monumental Club”, procurando sempre atrair clientes para as suas luxuosas salas de jogo ou para as sumptuosas festas que tinham lugar no deslumbrante Salão dos Espelhos.
Em 1928 já estava encerrada esta fase da sua vida. Passava o ano de 1932 quando foi arrendado ao Grémio Alentejano, posteriormente denominado Casa do Alentejo, tornando-se a sede da Associação Regionalista Alentejana.
Em 1981 é adquirido aos descendentes da família Paes de Amaral e tornou-se património de todos os alentejanos.