José Régio – 50 anos depois… – X

Marta de Lima foi o pseudónimo da escritora portuguesa de nome completo Zulmira Pires de Lima Castilho, nascida a 26 de Setembro de 1914, em Linda-a-Pastora, Oeiras, licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e casada com o embaixador Guilherme de Castilho.

Passou grande parte da sua vida no estrangeiro (Indonésia, África do Sul, França, etc.) e colaborou em várias publicações periódicas, como Diário Popular, Diário de Notícias e O Século.

Ao longo da sua vida foi mantendo relações com grandes figuras do mundo literário português como José Régio, Adolfo Casais Monteiro, Gaspar Simões, Ruben A., Jorge de Sena ou David Mourão-Ferreira.

A sua obra de estreia, Álbum, já assumida com o pseudónimo Marta de Lima, recebeu o prémio revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores.

Mário Dionísio (citado numa nota de introdução a O Sabor da Vida, 1965), escreveu: “Possuidora de uma visão profundamente humana e, por isso mesmo, enternecida e irónica, ao mesmo tempo, ora compreensiva, ora quase mordaz, e tão autêntica num aspecto como noutro, o que Marta de Lima traz à nossa actualidade literária feminina é o exercício da escrita como acto inteligente que não se envergonha de o ser“.

Marta de Lima faleceu em Lisboa no ano de 2013.

O seu artigo O meu velho recente amigo José Régio foi publicado na página Artes e Letras, do Diário de Notícias de 14 de Maio de 1970.

Largo dos Correios – Comunicado da Administração

PLANO DE ACTIVIDADES 2020

Não se trata do cumprimento de qualquer burocracia oficial obrigatória por lei. Por enquanto.
É, apenas, o relatório mínimo do que se pretende fazer a partir do próximo ano. Incorrigível, o administrador do blog organiza (ou inventa?) desafios quando provavelmente deveria respeitar com mais rigor a sua condição de (há muito!) retirado da circulação activa.
São agora quatro novos projectos pessoais, bem contados e distintos, que obviamente não serão revelados aqui, porque ele tem destas coisas chamadas redes sociais e afins uma interpretação diversa do entendimento maioritário. Nunca mistura o público com o privado e acha que as confidências são reservadas para outros contextos ou domínios.

Escrevi e publiquei estas linhas em itálico (e outras que agora omito) no dia 29 de Dezembro de 2018, há pouco mais de um ano. Agora, em estilo de balanço, vou revelar parcialmente o que então “escondi”.

Dos quatro projectos pessoais, cumpri três.

O mais “simples” tinha a ver com a participação directa num exigente plano colectivo do Clube Português de Banda Desenhada, na homenagem prestada ao nome maior dos quadradinhos lusos: Eduardo Teixeira Coelho. O centenário do nascimento do insigne desenhador foi lembrado de modo exemplar, com cerca de uma dezena e meia de exposições públicas, na Biblioteca Nacional e na sede do Clube, na Amadora, colóquios, conferências e comunicações diversas, algumas proferidas por individualidades de ressonância nacional, publicações alusivas de qualidade e várias homenagens. Pela minha parte, cumpri o planeado, através de três comunicações sob a forma de apresentações multimédia devidamente comentadas, uma na Biblioteca Nacional (O Caminho do Oriente), mais tarde repetida na sede do CPBD, e outra, recentemente, neste mesmo local, subordinada ao tema Eça de Queirós segundo ETC, focando os contos de romancista adaptados à BD n’O Mosquito.

Outro projecto, que iniciei nos finais de 2017, tinha a ver com os 50 Anos da Morte de José Régio, cuja efeméride se cumpriu há escassos dias. Pelo convencimento de que a planificação teria de ser gizada com suficiente antecedência procurei sensibilizar para tanto personalidades e entidades responsáveis. Infelizmente não fui ouvido, pelo que o interessante programa conjunto levado a cabo pelas autarquias de Vila do Conde e Portalegre tem conquistado um justo merecimento, no entanto privado da dimensão nacional e até internacional que lhe seria acrescentada com a emissão de selos, moedas e medalhas oficiais e a integração da TAP. Pela parte pessoal, nomeadamente aqui no blog, cumpri (estou ainda a cumprir) o que previra.

Finalmente, o terceiro dos projectos -o mais complexo- correspondia ao planeado regresso à Portalegre do Brasil, na companhia do neto Manuel, para a passagem do testemunho familiar que estreitamente nos liga àquela cidade. Em tudo, sobretudo em fraternidade, foram ultrapassadas todas as melhores expectativas. Penso dar em breve aqui conta de “memórias” dessa inolvidável jornada.

O quarto projecto, de natureza estético-criativa não foi cumprido, nem sequer iniciado. Fica portanto mantido no plano de actividades para 2020, acrescido de mais três outros, dois nos domínios da BD e o outro correspondendo à escrita de um episódio significativo das memórias lagóias colectivas. Naturalmente, na mesmíssima lógica anterior, não os revelo.

Quanto ao Largo dos Correios propriamente dito, procurar-se-á valorizá-lo na medida do (im)possível, correspondendo ao tolerante carinho dos leitores e amigos. Fica assim tudo dito.

E, já agora, termino o presente comunicado mais ou menos da forma usada há um ano.

Enfim, aproveitando o provérbio (que, por causa do PAN não mete bichos!), dir-se-á: Ano Novo, Vida Nova.

Um abraço amigo do

                                                                                                        Largo dos Correios