EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 15 (fim)

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Termina hoje a longa série dedicada a Eusébio, sem dúvida uma personalidade de ?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????relevo, e não apenas no campo restrito do futebol indígena. A sua personalidade e o seu valor como praticante projectaram-no pelo Mundo.

É certo que o Estado Novo tentou aproveitar-se da sua imagem para reflectir uma ideologia de igualdade e promoção raciais que nem sempre eram praticadas. Mas Eusébio escapou a essa armadilha, pela sua natural simplicidade e pela modéstia que sempre ostentou, libertando-se de tutelas e de epítetos fora do seu mister de profissional de futebol. O Benfica e a selecção nacional tiveram em Eusébio um suporte e uma figura de primeiríssima grandeza. Ele tornou-se, no seu tempo, modelo e sonho de todos os jovens com jeito para o pontapé na bola.

Os meios de comunicação, a imprensa, a rádio e a televisão encontraram nele um motivo de atracção e de rendimento, devido à popularidade que sempre foi desencadeada pelas referências ao “pantera negra”.

Pensando na melhor forma de findar o dossier que o blog organizou em memória e homenagem a Eusébio da Silva Ferreira, encontrei uma “solução” com duas vertentes distintas.

0e39ef70A primeira tem a ver com uma das minhas especiais predilecções, a banda desenhada. Como é óbvio, também esta popular modalidade comunicativa serviu Eusébio, assim como dele se serviu. Existem, até na estranja, edições ditas biográficas do futebolista, em quadradinhos. Das que conheço, a melhor, quer no seu conteúdo ou argumento, quer no seu grafismo e organização sequencial, é nacional, da autoria de Eugénio Silva, ilustrador, publicitário e criador de BD. Eusébio, Pantera Negra, publicado em 1990, foi o seu álbum de maior sucesso, com uma invulgar primeira tiragem de 26 mil exemplares. Depressa esgotada esta, foi lançada em 1992 uma segunda edição. Agora, acaba de ser apresentada e posta à venda uma nova tiragem do álbum. Aqui se evoca sumariamente essa obra de ampla e popular divulgação da vida e feitos do grande desportista.

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O segundo e último apontamento dedicado a Eusébio engloba simultaneamente o clube do seu coração, o Benfica. Recordo ambos, indissoluvelmente ligados, aqui trazendo um exemplar histórico da antiga revista O Benfica Ilustrado (1957/1966), o seu número 100, correspondente a Janeiro de 1966, há quase cinquenta anos.  Daí se evoca o facto de uma recente votação ter eleito Eusébio como “O Futebolista da Europa” em 1965, mais uma vitória do clube na Taça dos Campeões, com o “Pantera Negra” em evidência, assim como duas páginas mostrando-o na intimidade do seu lar, com Flora.

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Eusébio da Silva Ferreira será sempre lembrado como um homem dotado de desconcertante, quase ingénua, simplicidade e de uma genial vocação para o futebol, cuja memória ficará para sempre guardada na lembrança de quem o viu jogar ou de quem pode rever os seus feitos registados em diversos suportes, nomeadamente pelo audiovisual.

Espero que a precipitada e infeliz intenção de o isolar num solene panteão, frio e distante, não impeça a proximidade dos admiradores à sua última morada, que deveria ser revestida da dignidade compatível, sobretudo adequada a quem esteve sempre no seio do povo.

António Martinó de Azevedo Coutinho

EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 14

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Neste penúltimo “capítulo” da série dedicada ao “pantera negra” divulga-se parcialmente a revista O Século Ilustrado de 20 de Março de 1965, no respeitante a um das proezas futebolísticas de Eusébio. new-6

Uma fotografia da capa revela, significativamente, a dureza da marcação normalmente exercida sobre o futebolista, no claro objectivo de lhe limitar a acção. A reportagem do duro encontro de Madrid dispõe de algumas fotografias assinadas por Eduardo Gageiro, o que lhe confere mais qualidade.

Por outro lado, e aqui ficam também disso alguns exemplos soltos, Eusébio foi capa de sucesso em múltiplas capas de publicações diversas, cartazes, posters, autocolantes, cromos de colecção, separatas, motivos os mais variados aos quais a sua imagem trouxe uma inegável, e vendável, mais-valia.

As reproduções juntas são as capas do Álbum dos Campeões, de 1962, e do Álbum de Finalista (Benfica) nas épocas de 1962 e 1963. Finalmente, posterior, um poster com a equipa do Benfica, campeão nacional de 1966/67, que a TAP usava como brinde distribuído aos seus passageiros para todo o Mundo, assim veiculando a imagem de Eusébio, sua estrela maior.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 13

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O tema hoje abordado neste dossier sobre Eusébio é o do seu casamento com Flora.

As duas fontes usadas foram o diário O Século e a sua revista semanal O Século Ilustrado, ambas as publicações dispondo da mesma data: 25 de Setembro de 1965.

O mais curioso da questão é que o casamento aqui descrito, no caso da revista dispondo de telefotos enviadas de Lourenço Marques e de fotos registadas em Lisboa, é o facto de o acto dizer apenas respeito à cerimónia por procuração, uma vez que o casamento propriamente dito apenas se realizará a 8 de Outubro seguinte.

É o próprio Eusébio, segundo a revista, que declara ao funcionário do templo, cujo nome foi escondido: – “Sou católico e caso de livre vontade. Minha noiva chama-se Flora Claudina Burheim. Sim, sei que não me poderei divorciar. Pretendo casar no dia 8, mais cedo é impossível porque vou para o estrangeiro“.

Enfim, mas a reportagem tem piada, é composta ao estilo da época e o melhor será lê-la.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 12

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MEU NOME É EUSÉBIO  (DOIS)

Foi limitada, como seria óbvio, a apresentação/divulgação que a revista Flama fez da obra Meu nome é Eusébio. Em quatro sucessivos números, os excertos desse trabalho jornalístico foram ainda assim suficientemente interessantes para justificarem esta evocação, que hoje se conclui.

O número 977, relativo a 25 de Novembro de 1966, já nada revelou da obra, limitando-se a uma página com alusões ao livro, um pequeno sumário deste intitulado Uma carreira que continua, a reprodução da capa e mais um cupão de um concurso relâmpago (instantâneo) sobre Eusébio, sob a forma de um questionário. Afinal, tratou-se de uma promoção publicitária, relativamente original, ao volume Meu nome é Eusébio.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 11

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MEU NOME É EUSÉBIO  (UM)

A história do rapazinho de Lourenço Marques que começou aos oito anos a pontapear uma bola de trapos e hoje [Outubro de 1966] disputa o título de maior futebolista do mundo. Seus anseios, vitórias e derrotas, seu romance com uma bela companheira dos tempos de infância. Tudo isto encontrará o leitor em “Meu nome é Eusébio”, a autobiografia do número treze da selecção nacional e grande astro do Benfica, de que começamos a publicar alguns excertos, graças à gentileza de Publicações Europa América e do seu gerente e proprietário Lyon de Castro. “Meu nome é Eusébio” continuará a aparecer por mais alguns números nas páginas da nossa revista. Hoje, aqui deixamos como prefácio as imagens exclusivas da transacção que envolveu Eusébio da Silva Ferreira, o maior futebolista português de todos os tempos, a Europa e o jornalista Fernando Garcia, que recolheu as recordações do jogador tal como aparecerão em “Meu nome é Eusébio”.

 

Assim começou o texto introdutório do pequeno “dossier” que a revista Flama, no seu número 973 de 28 de Outubro de 1966, iniciou. Com efeito, até ao número 977, as páginas do semanário incluíram excertos do volume (auto)biográfico do futebolista, redigido pelo jornalista Fernando Garcia.

As sucessivas páginas da Flama que revelam os primeiros tempos de Eusébio serão aqui reproduzidas, pois oferecem inegáveis motivos de interesse, quer no texto quer nas imagens que o ilustram. É o que acontecerá hoje e no próximo “capítulo” destas “Crónicas“.  

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 10

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1966 – O Mundial de Futebol (parte cinco)

 

O número 981 da revista Flama, datado de 5 de Agosto de 1966, contém o balanço final do Mundial. A capa (Grande Reportagem – Especial; Número Recordação) e as 10 páginas do interior dedicadas ao acontecimento reflectem a opinião dos jornalistas enviados a Inglaterra, unânime em relação a tudo quanto foi dito e escrito sobre a nossa participação, a melhor de todas até hoje.

A notável fotografia que abre a reportagem tornou-se um clássico do género, com a imagem de Eusébio, inconsolável após a (injusta) derrota frente à selecção da casa. Aliás, na presença nacional é destacado o reinado do pantera negra, “coroado como novo senhor do futebol nacional”…

Mais uma vez, texto e fotografias se equivalem em qualidade, devendo realçar-se a circunstância de a Flama ser uma revista generalista e não um periódico desportivo.

O penúltimo momento de reportagem recorda o encontro onde a selecção nacional conquistou o terceiro lugar em disputa directa com a forte equipa russa. Por fim, regista-se a recepção, já de regresso a Portugal.

Assim se completa este capítulo da vida desportiva de Eusébio da Silva Ferreira. Outros se seguirão.

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EUSÉBIO – Crónicas de um reinado – 09

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1966 – O Mundial de Futebol (parte quatro)

 

Portugal-Coreia: o filme da recuperação, eis o tema central da evocação de hoje. Incontornável, como sempre, o memorável encontro de futebol volta à ribalta.

A reprodução das páginas alusivas da Flama 960, de 29 de Julho de 1966, com a indiscutível qualidade das suas fotografias e a emoção das palavras escritas ainda a quente, evidenciam Eusébio, sempre Eusébio, o dos quatro golos em campo e também a vedeta nos bastidores…

A derrota com a Inglaterra, nas meias-finais, também aqui fica documentada, em Última Hora. O número seguinte detalhará o acontecimento.

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